Notícias representação
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A diretoria da Cooperativa realizou, nesta terça-feira (18/10), a entrega oficial das instalações da UPBN (Unidade de Produção de Bezerras e Novilhas), localizada em Cafelândia, Oeste do Paraná. A unidade que já alojou no início de outubro, os primeiros animais, foi construída com o objetivo de recriar bezerras a partir dos 10 dias de vida, recebidas das propriedades dos produtores de leite. As matrizes ficarão na unidade até completarem aproximadamente 24 meses de vida, em seguida serão devolvidas aos produtores. A finalidade do trabalho desenvolvido pela UPBN é potencializar a atividade de Bovinocultura de Leite, aumentando a rentabilidade da atividade.
Capacidade de produção - Segundo o gerente da Divisão de Produção Animal Irineu Dantes Peron, a UPBN proporcionará o desenvolvimento do animal visando aumentar a capacidade de produção, devido o trabalho que será realizado durante a permanecia das bezerras na unidade. “Esse investimento realizado pela Cooperativa permitirá que o produtor de leite, que muitas vezes trabalha com outras atividades, se dedique mais a produção de leite para aumentar a sua produtividade”, destaca o gerente. (Imprensa Copacol)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Representantes do governo, setor agropecuário e parlamentares buscam um consenso para aprovar o novo Código Florestal brasileiro ainda este ano. A sinalização ocorreu na noite desta terça-feira (18/10), durante audiência convocada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e realizada na sede do órgão, em Brasília (DF). O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participou das discussões e está confiante na aprovação da matéria.
Negociações avançadas - “As negociações estão realmente avançando, e o objetivo é encontrar um caminho para acelerar a tramitação do projeto e definir uma nova legislação até dezembro. Estamos falando de uma lei que viabilize a continuidade da produção e a preservação dos recursos naturais, de forma simultânea”, disse Freitas. O otimismo do presidente da OCB reflete o resultado da reunião marcada pela ministra, na qual ficou demonstrada a concordância das entidades representativas sobre a proposta do novo Código e os pontos que precisam estar claros no texto.
Reserva Legal e APP- As instituições reforçaram a necessidade de manutenção da não recomposição da Reserva Legal (RL) às propriedades com área até quatro módulos fiscais, o que atenderia a 90% dos produtores rurais brasileiros, sendo 84% destes cooperados. A consolidação das atividades realizadas em Área de Preservação Permanente (APP), sem implicar novos desmatamentos, foi outra questão apontada como determinante para manter a viabilidade econômica no campo.
Observações- Segundo o presidente da OCB, as observações feitas pelo setor foram recebidas pelos ministros Izabella Teixeira e José Carlos Vaz, que atua de forma interina no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Da mesma forma, se posicionaram os relatores da matéria no Senado Federal, os senadores Luiz Henrique e Jorge Viana, integrantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que afirmaram buscar o consenso, inclusive com a Câmara dos Deputados.
Pauta - Luiz Henrique se comprometeu a pautar o projeto nas comissões de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) na próxima terá-feira (25/10), acreditando que a votação deve ocorrer no dia 8 de novembro. Jorge Viana disse que colocará a proposição em pauta na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) no dia 16 de novembro, com a perspectiva de votar no dia 22, levando-o ao Plenário no mesmo dia.
Participantes - A gerente de Relações Institucionais da OCB, Tânia Zanella, também participou da audiência, assim como o presidente da Frencoop, senador Waldemir Moka, e representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), União da Indústria de Cana de Açúcar (Única) e Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). (Informe OCB)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A definição de um novo Código Florestal e a regularização da compra de terras por estrangeiros são pontos prioritários para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Essas foram questões ressaltadas pelo ministro interino da pasta, José Carlos Vaz, nesta terça-feira (18/10), durante café da manhã com representantes de entidades do agronegócio, em Brasília (DF), promovido pela Klein Advocacia. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participou do encontro e disse que resolver tais demandas significa trazer segurança jurídica para o campo. “Esses são temas de extrema importância, que pedem a participação direta do ministério nas negociações”.
Pesquisa - Durante seu pronunciamento, Vaz também apontou a necessidade do investimento em pesquisa como uma agenda de futuro que conta com o apoio do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. “Precisamos ainda ter um modelo de extensão rural, com mais capacitação, além de um plano plurianual para a pecuária brasileira, com foco em defesa da produção, qualidade e preço”, disse, lembrando que, além desses, existem diversos outros assuntos também importantes. Ele enfatizou ainda que o Mapa quer atuar de forma mais integrada às entidades representativas do segmento.
Aliança estratégica - Mais uma vez, o presidente da OCB concordou com o posicionamento do ministro interino, apontando que essa é uma aliança estratégica que trará resultados significativos para todo o setor. “O ministério tem trabalhado para isso, intensificando a criação de políticas públicas que visem ao desenvolvimento crescente do agronegócio brasileiro”, comentou. Para Freitas, o órgão precisa ainda se impor de forma mais enfática no que diz respeito à tributação de maquinário, além de repensar as estratégicas direcionadas às cooperativas. “Já temos uma sinalização nesse sentido, ratificada pelo próprio ministro no terceiro seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), realizado no final de setembro”.
Modelo de governança - Sobre as ações voltadas especificamente ao cooperativismo, Vaz solicitou à OCB um modelo de governança para as organizações cooperativas, que, segundo ele, será respaldado pelo Mapa. “Esse é um ponto que precisa ser trabalhado pelo setor, a governança. A ideia é usar esse modelo como base para as políticas do ministério, como estímulo na concessão de crédito rural. Nesse caso, serão priorizadas as instituições que seguirem esse direcionamento. Assim, estaremos contribuindo para o aprimoramento da prática cooperativista”, finalizou.
Presenças - Pela OCB, também participaram o superintendente Renato Nobile, os gerentes de Relações Institucionais e Desenvolvimento de Ramos e Mercados, Tânia Zanella e Gregory Honczar, respectivamente, além de parlamentares integrantes da Frencoop. (Informe OCB)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O modelo de negócio adotado pelo cooperativismo brasileiro é objeto de estudo da Faculdade de Economia da Universidade das Filipinas. Nesta terça-feira (18/10), representantes da universidade e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) foram recebidos pelo presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. A intenção dos pesquisadores é conhecer as políticas de incentivos fiscais e programas sociais existentes nas cooperativas. O estudo foi encomendado pelo departamento de Finanças das Filipinas.
Lei - Freitas explicou que atualmente não existe uma única lei que reúna todos os benefícios tributários. “O setor produtivo, por exemplo, tem várias particularidades , assim como os outros 12 segmentos nos quais atua o setor”. Sobre a lei que rege o cooperativismo, o presidente explicou que cumpre os princípios de Rochdale. O controle nas cooperativas é democrático, e a assembléia funciona como órgão superior de decisões”, acrescentou.
Análise - O professor da Universidades das Filipinas, Renato Reside, disse que o objetivo do grupo é analisar o impacto, eficiência, eficácia e aspectos regulatórios dos gastos e benefícios fiscais das cooperativas brasileiras. “Queremos estudar e fazer comparações das políticas, e o Brasil tem bons exemplos para nós”, resumiu.
Participantes - Também acompanharam a reunião, a coordenadora da JICA , Patricia Shizuka Takeda, o superintendente da OCB, Renato Nobile, e o assessor Tributário da instituição, Edimir Santos. (Informe OCB)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O Brasil decidiu abrir nesta quarta-feira (19/10) uma reclamação formal na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a demora da África do Sul em reabrir seu mercado para as exportações nacionais de carne suína. A notificação, chamada “Specific Trade Concern”, será levada ao plenário do Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS, na sigla em inglês) da OMC, segundo apurou o Valor.
Questionamento - O objetivo da medida é questionar a África do Sul, em uma rodada multilateral, sobre o que o Brasil considera desrespeito na aplicação de regras internacionais de comércio. Os princípios científicos adotados pelo SPS proíbem o fechamento de mercados quando não ficam caracterizados riscos sanitários para a importação de determinado produto – no caso, a carne suína brasileira. Em conversas informais, a delegação sul-africana presente em Genebra teria reconhecido, segundo fontes, que há um equívoco em vincular a elevação das vendas de vinho sul-africano à reabertura do mercado local para a carne suína brasileira.
Primeiro passo - A notificação formal é o primeiro passo para a abertura de consultas formais bilaterais com a África do Sul na OMC. Em seguida, o Brasil pode pedir a abertura de um comitê de arbitragem (“panel”) para forçar a reabertura do mercado sul-africano. A África do Sul é o único país a manter a proibição à entrada do produto, decretada ainda em 2005, após a descoberta de focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Desde então, todos os países reabriram suas fronteiras às carnes brasileiras, menos a África do Sul.
Troca - Em Pretória, a capital administrativa sul-africana, o ministro do Comércio, Rob Davies, disse ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, que o objetivo é trocar vinho pela carne suína. “Swine for wine”, definiu, em inglês, seu propósito. Ele vinculou a reabertura ao suíno à negociação, por uma missão sul-africana, para a derrubada de exigências da Receita Federal e do Ministério da Agricultura. As principais são um selo da Receita Federal e o teste para a presença da substância “malvidina” imposto pelo Ministério da Agricultura. Os sul-africanos estariam dispostos a reabrir seu mercado apenas depois de seis meses. O Itamaraty e o Ministério da Agricultura consideram inadmissível o adiamento imposto de forma unilateral pelas África do Sul.
Ponto principal - Mas é justamente esse ponto que o Brasil questionará no SPS. A África do Sul não pode, segundo os especialistas brasileiros, utilizar uma barreira sanitária contra uma alegada barreira técnica aplicada pelo Brasil. “É inaceitável confundir política com questão técnica”, disse uma fonte do governo. As regras brasileiras do selo e do teste da “malvidina” valem inclusive para os produtores locais. “Há risco zero na importação de suínos. A abertura tem que ser imediata. O Brasil quer o reconhecimento agora”, disse a fonte.
Agravante - E há um agravante. Os sul-africanos haviam concordado, ainda em junho, em reabrir seu mercado. O próprio Rob Davies garantiu que levantaria a barreira antes da visita da presidente Dilma Rousseff, que esteve por dois dias em Pretória para participar com o colega sul-africano Jacob Zuma de uma reunião do grupo político Ibas (Índia, Brasi e África do Sul). “Mas não ocorreu nada, e agora ele ainda quer seis meses”, afirma a fonte oficial.
Dispensa - Em junho, o Brasil ofereceu dispensar o teste de “malvidina” e até acelerar a liberação dos vinhos sul-africanos no porto, mas insistiu em manter as exigências do selo da Receita e da rotulagem dos vinhos em português. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O governador Beto Richa participou nesta terça-feira (18/10) da inauguração da nova fábrica da Caterpillar Brasil no município de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba. A unidade está enquadrada no programa Paraná Competitivo e, com um investimento de cerca de R$ 170 milhões, vai criar mil postos de trabalho até 2013, quando a fábrica estiver operando com plena capacidade. Fabricante mundial de máquinas para construção e mineração, a Caterpillar começa a operação na nova unidade paranaense com as linhas de produção de retroescavadeira e carregadeira. “Essa nova indústria representa o momento de desenvolvimento econômico que vive o Paraná. Temos um governo parceiro do setor produtivo, para a geração de riquezas e empregos”, disse o governador.
Novos investimentos - Richa afirmou que o programa de incentivos do governo do Estado já atraiu cerca de R$ 8 bilhões em novos investimentos para o Paraná e tem outros R$ 15 bilhões em negociação. “Queremos que o Paraná seja um estado promissor. Temos um programa inovador que irá atrair cada vez mais empresas para nosso Estado”, disse Richa, destacando o investimento de R$ 1,5 bilhão da Renault no Paraná.
Área construída - A unidade de Campo Largo terá 50 mil metros quadrados de área construída e foco no mercado nacional e da América Latina. A Caterpillar fará investimentos na preservação ambiental e na formação e qualificação dos trabalhadores, por meio de parceria com escolas profissionalizantes e institutos de pesquisa. Como parte da contrapartida social, a empresa também instalará uma biblioteca pública no município.
Líder - O presidente da multinacional americana, Luiz Carlos Calil, explica que a Caterpillar é, atualmente, líder no mercado interno e a 20ª maior exportadora brasileira. “Aproveitamos o bom momento econômico do Brasil para investir em mais uma unidade. Com o início de entendimento com o governo estadual decidimos que o melhor lugar seria o Paraná, pela infraestrutura e condições ofertadas para governo”, destacou Calil. Ele informou ainda que 90% dos empregos criados serão destinados a trabalhadores de Campo Largo e região.
Localização - A unidade fica na área que foi ocupada pela montadora Chrysler, desativada em 2001, e adquirida pela Caterpillar em 2010. O prefeito de Campo Largo, Edson Basso, comemorou o empreendimento. “A cidade tem boa infraestrutura e a Caterpillar tem um grande plano de investimento social, ambiental e cultural. O município de Campo Largo está feliz”, disse.
Realidade - O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, destacou o esforço do governador Beto Richa para atrair investimentos que gerem impostos e empregos para o povo paranaense. “É mais um projeto que vira realidade e que consolida o Paraná como polo automotivo. A instalação dessa unidade vai atrair empresas fornecedoras, que também são bem-vindas no Paraná”, disse Barros. O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, também participou da inauguração.
Caterpillar Brasil - Com fábricas em Piracicaba (SP) e Campo Largo (PR), a Caterpillar Brasil conta com 6 mil funcionários e é líder de mercado nos segmentos onde atua. A linha nacional de produtos é composta de 40 diferentes modelos de máquinas, entre escavadeiras hidráulicas, compactadores, carregadeiras de rodas, motoniveladoras, retroescavadeiras e tratores de esteiras. Produz também grupos geradores nas faixas de 32 a 750 kVA e de 1360 ekW a 2250 ekW, ferramentas e acessórios especiais para seus equipamentos. (AEN)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Único estado das regiões Sul e Sudeste que ainda não aprovou uma lei de inovação, o Paraná pode preencher essa lacuna até o fim do ano. Essa é a expectativa do deputado Enio Verri, membro da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. Ontem, a Casa realizou uma audiência pública em que coletou uma série de contribuições à Lei de Inovação do Paraná. De autoria do governo estadual, a lei foi elaborada a partir de estudos da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), foi aberta a consulta pública em agosto e chegou à Assembleia há pouco mais de um mês.
Participação do governo - O projeto prevê a participação do governo estadual em fundos de investimentos de empresas paranaenses cuja atividade principal seja a inovação tecnológica. A proposta também assegura ao pesquisador público que atua na pesquisa público-privada uma participação de 5% a 33% nos ganhos econômicos proporcionados por contratos de transferência de tecnologia. É o instrumento que estava faltando para balizar as pesquisas das universidades estaduais.
Participação nos ganhos - “A Lei de Inovação estadual, a exemplo do que a Lei Federal (10.973/2004) preconiza em especial para as instituições federais, definirá a participação de ganhos das universidades do estado nos resultados de suas pesquisas e também dará algum tipo de incentivo às empresas que colocarem as ideias em prática”, afirma Marcus Julius Zanon, gerente do Núcleo de Inovação Tecnológica do Paraná (Nitpar), uma rede ligada à Seti que reúne todos os núcleos de inovação tecnológica do estado. Pelo projeto, o governo também poderá conceder incentivos fiscais às empresas como forma de promover a inovação, mas isso ainda terá de ser regulamentado pelo Executivo após a aprovação da lei.
Predomínio da academia - Diferentemente de outros países, onde as empresas são responsáveis pela maior parte das inovações tecnológicas, no Brasil são as universidades que levam essa tarefa adiante, com 60% das patentes, segundo estimativas de especialistas e núcleos de inovação. É por isso que a existência de leis de inovação estaduais é importante.
Estudo - Segundo o último estudo do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com dados entre 2004 e 2008, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) aparece como a 5.ª no país em número de pedidos de patentes (63). A instituição, que trabalha em pesquisa e desenvolvimento (P&D) desde 2004, com base na lei federal, já registrou 122 patentes, a maioria na área de biotecnologia e química. Onze dessas patentes já foram negociadas – seis por licenciamento (quando a UFPR é dona, mas uma empresa executa) e cinco por cotitularidade (quando UFPR e empresa são donas).
Royalties - Até o momento, as transferências ainda não renderam royalties à universidade. “O maior desafio ainda é aumentar a divulgação do nosso trabalho, tanto no meio acadêmico quanto fora dele. As negociações seguem bem, de acordo com uma resolução interna, que criou nossa agência de inovação em 2003, e não temos tido conflitos”, explica o diretor-executivo da Agência de Inovação Tecnológica da UFPR (Agitec), Emerson Carneiro Camargo.
Melhor - A posição da Federal é a melhor entre as universidades paranaenses. Segundo o Nitpar, as demais instituições do estado somam 145 patentes requeridas até o momento – algumas seguem em sigilo e não são computadas. (Gazeta do Povo)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
As inscrições para o 3º Prêmio Unimed de Jornalismo foram prorrogadas para o dia 7 de novembro. São mais de 35 mil reais em prêmios. O tema deste ano é Saúde, contemplando matérias sobre prevenção em saúde, qualidade de vida, novas tecnologias e questões específicas da saúde pública e suplementar. A novidade desta edição é a Categoria Especial, com temática específica, "O uso consciente de recursos e serviços de saúde". Só essa categoria irá premiar R$ 5 mil. Além dela, o Prêmio possui mais três categorias: profissional (Rádio, TV e Impresso) Destaque Acadêmico e Mídia Corporativa. Essa última destinada à participação de assessores de imprensa.
Informações - Mais informações acesse: www.unimed.com.br/premiounimeddejornalismopr ou ligue para 41 3219-1488. O Prêmio Unimed de Jornalismo é realizado pela Unimed Paraná, com o apoio do Sindicato dos Jornalistas, da Ocepar e das demais Unimeds do estado. (Imprensa Unimed Paraná)
Encontros de Núcleos serão realizados a partir de 24 de outubro
O Sistema Ocepar promove, a partir do dia 24 de outubro, os Encontros de Núcleos Regionais com a participação do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e deputados estaduais. Ortigara foi convidado a discutir as ações da Seab com os participantes. Já os parlamentares vão debater as atividades ligadas ao setor cooperativista em tramitação na Assembleia Legislativa. Os eventos, destinados a presidentes, dirigentes, líderes, cooperados, funcionários das cooperativas paranaenses e convidados, acontecem de forma descentralizada e tem ainda o propósito de tratar sobre o planejamento do setor para 2012.
Datas e locais – O primeiro encontro vai reunir representantes do Oeste do Estado na Associação dos Funcionários da C.Vale (Asfuca), em Palotina, tendo como cooperativa anfitriã o Sicredi Vale do Piquiri. Depois, acontecem mais três eventos: no dia 25 de outubro, as cooperativas anfitriãs serão a Uniodonto Maringá e a Cocamar, que vão receber os participantes do Norte e do Noroeste no auditório da Cocamar, em Maringá. Já no dia 28 de outubro, os cooperativistas do Sudoeste se reúnem na sala de treinamentos da Coasul, em São João, tendo a própria cooperativa como anfitriã do evento. Já o encontro dos participantes do Centro Sul acontece dia 31 de outubro, no Memorial da Imigração Holandesa, em Castro, com a Castrolanda sendo a anfitriã. Os eventos seguem a mesma programação em todos os locais, no horário das 8h às 13h.
- Artigos em destaque na home: Nenhum
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Promover o desenvolvimento da expressão e da comunicação de ideias e informações. Esse é um dos objetivos do Encontro Estadual de Secretárias que será realizado dias 20, das 8h às 17h30, e 21, das 8h às 12h, no Hotel Deville, em Curitiba. O evento vai apresentar às profissionais das cooperativas paranaenses noções básicas sobre como selecionar, organizar e adequar ideias, informações relevantes para uma comunicação de qualidade, seja interpessoal, empresarial ou de contato com a imprensa. Uma das instrutoras será a repórter da RPCTV, Dulcinéia Novaes. Ela é formada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Londrina, pós graduada em Marketing Empresarial pela FAE Business School, atual Unifae, e mestre em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti. As participantes também serão orientadas pelo pratictioner em Programação Neurologinguística (PNL), Renato de Oliveira, que é graduado em Filosofia pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e pós graduado latu sensu em Saúde Mental pela Universidade Luterana do Brasil.
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O Sistema Ocepar promove, nesta quarta e quinta-feira (19 e 20/10), no auditório da Copacol, em Cafelândia, Oeste do Estado, o Curso de vendas para o varejo, destinado a profissionais das cooperativas do Paraná. O instrutor será o professor Charles John Szulcsewski, doutorando em Administração de Empresas pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Ele também é mestre em Administração de Empresas, coordenador da área de vendas dos programas de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), professor do curso de pós em gestão de vendas e do MBA Executivo da ESPM e consultor de diversas empresas.
B2B – A programação do evento contempla a discussão sobre o novo papel de vendas no contexto B2B (Business to Business) que, no caso das cooperativas vai tratar da relação comercial existente entre elas, como fornecedoras de produtos industriais, com as redes de varejo, como supermercados, por exemplo. Também estarão em debate a venda transacional e a venda consultiva; os papéis de compra do B2B, tipos de clientes B2B, pós venda, entre outros temas.
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O senador Sergio Souza (PMDB) defendeu um esforço mais efetivo para incluir projetos de interesse estrutural no orçamento da união por parte da bancada. “Entre 2007 e 2010, apenas 46% das emendas foram empenhadas. Ou seja, por ano, o estado perde R$ 200 milhões em emendas de bancada”, disse. Para o deputado Reinhold Stephanes (PMDB), a articulação tem de ter participação direta do governo federal. “Uma coisa que faltou a essa reunião foi a presença dos ministros, que são os interlocutores do governo federal nesse diálogo”, disse, referindo-se à ausência de Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Paulo Bernardo, das Comunicações. O deputado federal Eduardo Sciarra (PSD), disse que hoje o Paraná é preterido na liberação de recursos federais em relação a outros estados, em parte por falta de projetos. “É fundamental a participação da sociedade civil organizada neste processo”, afirmou. Criado há seis anos como iniciativa do GRPcom, o Fórum Futuro 10 elegeu como temas prioritários, além da infraestrutura, as áreas de educação, ética na gestão pública e empreendedorismo e inovação. (Gazeta do Povo)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O governador Beto Richa e o diretor presidente da Agrária, Jorge Karl, assinam nesta quarta-feira (19/10), no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR), protocolo de intenções para a instalação de uma indústria que a cooperativa instalará para processamento de milho. O ato acontecerá durante o evento WinterShow 2011, por volta das 11h, no Centro Cultural Mathias Leh, devendo contar a presença de membros dos governos estadual,
regional e local e de dirigentes da Agrária.
Investimento - O empreendimento representa um investimento de R$ 124 milhões e produzirá volume aproximado de 180 mil toneladas por ano, gerando em torno de 65 empregos diretos e outros 400 indiretos. A nova fábrica oferecerá ao mercado produtos como grits e flakes (para indústria cervejeira e alimentícia), germe e película (para rações animais), além de fubá e creme de milho. Ao comentar o fato, o diretor presidente da Agrária, Jorge Karl, disse merecer destaque o apoio que o projeto recebeu do deputado estadual Cesar Silvestri Filho.
Agrária - Atualmente, a cooperativa possui quatro indústrias: maltaria, fábrica de rações, moinho de trigo e indústria de esmagamento de soja. A Agrária registrou em 2009/2010 área de 30,6 mil hectares de milho, com produtividade média de 11,1 mil kg/hectare e produção de 385,8 mil toneladas. Soja, trigo e cevada são outras culturas da cooperativa. Fundada há 60 anos por imigrantes suábios do Danúbio (origem alemã), a Agrária conta com 550 cooperados, 1200 funcionários e três unidades de armazenagem que, juntas, somam cerca de 671,9 mil toneladas. Também fazem parte da Cooperativa a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), a Fundação Cultural Suábio-Brasileira, a Fundação Semmelweis (hospital) e o Colégio Imperatriz (ensinos fundamental e médio).
Principais dados do novo empreendimento - Fábrica de processamento de milho / Local: Guarapuava / Previsão de início de operação: 2013 / Investimento: R$ 124 milhões / Volume: 180 mil toneladas por ano / Empregos: 65 diretos e 400 indiretos / Produtos: Grits, Flakes, Germe, Película, Fubá e Creme de milho. (Imprensa Agrária)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Uma propriedade rural sustentável para os padrões regionais é aquela onde se consegue integrar, com eficiência, lavoura de grãos, atividade pecuária e plantio de eucaliptos. Considerada um modelo de sucesso nesse sistema que começa a ser melhor conhecido no noroeste do Paraná, a Fazenda Santa Felicidade, localizada em Maria Helena, região de Umuarama, sedia nesta terça-feira às 14h um dia de campo organizado por Cocamar em parceria com Iapar, UEM, Unipar, Banco do Brasil e Embrapa.
Difundindo - Pertencente a Antonio César Formigheri, a fazenda deve receber cerca de 200 produtores e técnicos e, no programa, consta palestra com Sérgio Alves, pesquisador do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), seguida de demonstração de resultados. A Cocamar vem difundindo a integração como uma evolução para o agronegócio da região e seu presidente, Luiz Lourenço, fala na abertura do evento.
Ciclo - O sistema funciona da seguinte forma: soja e milho, principalmente, são cultivados nos meses quentes nas mesmas terras que, durante o inverno, serviram para engordar bois. É um ciclo que se repete: após a colheita, planta-se a pastagem de braquiária que vai ter duas funções: oferecer alimento abundante para o gado e deixar uma espessa camada de palha. Sob a cobertura de palha, o solo sofre menos com a insolação e permanece úmido por mais tempo após uma chuva, garantindo melhor desenvolvimento à lavoura que em solo descoberto. O eucalipto tem, igualmente, duas funções: gerar conforto para o gado, ao oferecer sombreamento, e uma renda adicional para o proprietário com a venda da madeira.
.
Potencial - Sérgio Alves destaca que a região noroeste do Paraná apresenta grande potencial para a implantação desse sistema sustentável, que é preconizado pela Embrapa. “É a receita para explorar a propriedade com os melhores resultados”, afirma Luiz Lourenço. (Imprensa Cocamar)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
- Artigos em destaque na home: Nenhum
- Artigos em destaque na home: Nenhum
As cooperativas que quiserem participar da quarta edição do Prêmio ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Brasil) têm até o dia 31 deste mês para fazer a inscrição, gratuitamente. O objetivo da premiação é valorizar e reconhecer publicamente práticas sociais desenvolvidas por organizações da sociedade civil e prefeituras que contribuam com o alcance das metas do milênio. A iniciativa foi criada em 2004 pelo governo federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República, mais especificamente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade.
Seleção e avaliação - A exemplo das demais edições, os projetos inscritos serão avaliados e selecionados por especialistas. Ao final do processo, as melhores iniciativas serão escolhidas e premiadas. As regras estão disponíveis no site http://www.odmbrasil.org.br/, e as inscrições podem ser feitas pelo mesmo endereço ou pelos Correios, aos cuidados da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília, Distrito Federal, no endereço: SAIS – Área 02 – A CEP: 70610-900.
Objetivos do milênio - Foram definidos durante reunião da Cúpula do Milênio, realizada na cidade de Nova Iorque, em 2000, quando líderes de 189 nações oficializaram um pacto para tornar o mundo mais solidário e mais justo até 2015. São oito iniciativas: erradicar a extrema pobreza e a fome; educação básica de qualidade para todos; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer parcerias para o desenvolvimento. (Informe OCB)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O Informe Pecuário, elaborado pela Gerência Técnica e Econômica da Ocepar (Getec), sob a coordenação do médico veterinário Alexandre Amorim, traz, na edição nº 31, informações referentes à produção e mercado de leite. Confira abaixo:
Produção Mundial de Leite
A produção mundial, segundo dados da FAO, em 2010, foi próxima dos 710 milhões de toneladas. Destaque para a produção dos EUA, com 87,4 milhões de toneladas participando com 12,3% da produção mundial. O Brasil aparece no cenário mundial com a produção de 29,9 milhões, participando assim com 4,2% da produção mundial (Figura 1) Segundo a FAO, a produção mundial de leite em 2011 deve alcançar 724 milhões de toneladas, um aumento de 2% frente ao ano anterior (FAO, 2011).
![]()
Figura 01 – Gráfico da Evolução da Produção Mundial de Leite dos anos de 2000 a 2011** em mil toneladas de leite, com base na produção dos principais países produtores. (Fonte: FAO; USDA; 2011. *dados preliminares; **previsão).
Dados da FAO apontam que a produção deve crescer acima de 3,0% em países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, devido a processos de desenvolvimento econômico e aumento da demanda de consumo, entretanto, deve se manter em países desenvolvidos, nos quais a produção tem alcançado seus limites produtivos (EDWARDS, 2007; FAO, 2011).
Na Argentina, Austrália, Nova Zelândia e União Europeia, importantes exportadores de lácteos, a produção deve manter-se constante. Nos países desenvolvidos, onde a renda per capita e o consumo de produtos lácteos são os maiores, observa-se elevada concentração e especialização da atividade leiteira assim como alto nível de protecionismo. Os principais países produtores e exportadores de lácteos têm regulamentado o setor leiteiro controlando preços mínimos de produtos de consumo elevado, tarifando produtos importados e subsidiando exportações (LACAZE, 2008).
Produção Nacional de Leite
O leite está entre os seis produtos mais importantes da agropecuária brasileira, ficando à frente de produtos tradicionais como café beneficiado e arroz. O Agronegócio do Leite e seus derivados desempenham um papel relevante no Brasil, no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para a população, tanto no meio urbano quanto rural, além de contribui para a diminuição da evasão rural. (DIAS, 2006; CARVALHO, 2010).
![]()
Figura 02 – Gráfico da Evolução da Produção Nacional de Leite dos anos de 2000 a 2010* em milhões de litros de leite, com base na Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE sobre produção de origem animal. (*dados preliminares)
A produção brasileira de leite alcançou 29,1 bilhões de litros em 2009, uma alta de 5,6% em relação ao ano anterior, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, figura 02 (IBGE, 2011). A produção nacional de leite está presente em todos os estados. São aproximadamente 1,3 milhões de propriedades em todo o país, que apresentam a produção de leite, de forma exclusiva ou complementar, as suas atividades (IPARDES, 2008; IBGE,2011). Contudo, a produção brasileira está concentrada principalmente nas regiões sul e sudeste do país, conforme demonstrado na figura 03 a baixo, elaborada com informações da Pesquisa Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre produção de origem animal de 2009.
Figura 03 – Cartograma com divisão em microrregiões demonstrando as principais áreas de concentração da produção de leite no Brasil, com base na Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE, 2009.
Entre os principais Estados produtores de leite no Brasil o Estado de Minas Gerais apresenta a maior produção, com 7,93 bilhões de litros, 27,2% da produção nacional, seguido pelos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, e Goiás (tabela 01). A soma da produção desses 4 estados representa 60,7% da produção nacional, demonstrando assim a importância destes no contexto nacional (EMBRAPA, 2011; ANUALPEC, 2011).
Tabela 01 - Classificação dos 10 principais Estados produtores de leite no Brasil com base na produção de 2009, e dados preliminares para 2010*.
![]()
Produção Paranaense de Leite
O Paraná é o terceiro maior estado produtor de leite, com 3,4 bilhões de litros em 2009, com produtividade de 2.242 litros/vaca/ano, maior que a média nacional de 1.297 litros/vaca/ano (tabela 02). O Estado possui um rebanho leiteiro de 2,5 milhões de cabeças, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (IBGE, 2011; SEAB, 2010).
Tabela 02 – Análise comparativa de dados da produção de leite Paraná em relação dados do Brasil, base 2009.
![]()
A cadeia produtiva de leite no Paraná vem mantendo sua representatividade no contexto nacional. A produção do Estado vem crescendo nos últimos anos, sendo que nos últimos dez anos a produção teve um incremento de 83,5% entre 2001 e 2010, atingindo a marca de 3,5 bilhões de litros, figura 4 (IPARDES, 2008; IBGE, 2011).
![]()
Figura 04 – Gráfico da Evolução da Produção Paranaense de Leite dos anos de 2000 a 2010* em milhões de litros de leite, com base na Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE sobre produção de origem animal. (*dados preliminares)
A produção do estado está concentrada nas regiões Oeste e Sudoeste, com destaque para as microrregiões de Toledo com 430 milhões de litros, Francisco Beltrão com 371 milhões, Ponta Grossa com 300 milhões e, sendo que das três, a microrregião de Ponta Grossa apresenta uma produtividade de 5.276 litros/vaca/ano (tabela 03) (IBGE, 2011).
Tabela 03 – Classificação das 6 principais microrregiões produtoras de leite no Paraná com base na produção de 2009 e apresentação das respectivas produtividades.
![]()
No Paraná, três bacias se destacam na produção de leite: Centro-Oriental, Oeste e Sudoeste, concentrando 48,5% dos produtores de leite do Estado e 53,0% da produção estadual de leite (IPARDES, 2010). A figura 05 mostra as microrregiões do Estado onde ocorre a concentração da produção leiteira no estado.
![]()
Figura 05 – Cartograma com divisão em microrregiões demonstrando as principais áreas de concentração da produção de leite no Paraná, com base na Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE, 2009.
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O presidente da Apasem, o engenheiro agrônomo Marcos Antonio Trintinalha, avaliou como muito positivas as discussões que ocorreram no Ciclo de Palestras, Informação e Análise do Agronegócio, promovido no último dia 10, em Curitiba, no auditório da Ocepar, pelo Núcleo de Agronegócios do jornal Gazeta do Povo, com apoio dos sistemas Faep, Ocepar e Apasem. O ciclo discutiu o tema “O desafio da pesquisa nacional no ambiente competitivo e globalizado” e teve a participação dos presidentes da Embrapa, Pedro Arraes, do Iapar, Florindo Dalberto, da Apasem, Marcos Antonio Trintinalha, e do diretor de pesquisa da Coodetec, Ivo Marcos Carraro.
Painel - Após palestra do presidente da Embrapa, Pedro Arraes, houve um painel com os demais participantes, onde o foco foi a análise do setor público e privado de pesquisa de sementes. Em sua palestra, Trintinalha apresentou um breve histórico do surgimento da Apasem, há 40 anos, tendo como um dos principais objetivos a defesa dos interesses dos associados, e defendeu um reposicionamento da pesquisa pública e privada brasileira visando recuperar a participação no mercado de sementes.
Perda da participação - O presidente da Apasem enfatizou que “nesses 40 anos assistimos a consolidação da Embrapa, Iapar e Coodetec como respeitáveis instituições de pesquisa. Assistimos também as grandes alterações no perfil destas, ocasionada pelos exíguos recursos investidos nas instituições públicas e pela entrada de empresas multinacionais no setor, detentoras de capital e tecnologias”, afirmou. Essa é, segundo Trintinalha, uma das causas da drástica redução da participação dos materiais dessas instituições na área plantada. Tabela mostrada aos participantes do ciclo mostra que entre 2010 e 2011 a participação das sementes produzidas pelas instituições de pesquisa públicas e privadas brasileiras no mercado caiu de 31,49 % para menos de 19,00%.
Empresas transnacionais - Ressalvando a importância das empresas transnacionais, “que trazem tecnologia, investem, geram empregos e recolhem impostos no Brasil”, o presidente da Apasem considera inapropriada a atual concentração do mercado de sementes para um país cuja vocação maior é o agronegócio, “que gerou um superávit de aproximadamente US$400 bilhões na balança comercial brasileira nos últimos 10 anos”. E defende a busca de alternativas para que outras empresas que atuam como parceiras ou licenciadas tenham o seu espaço para investir em pesquisa, gerar novos materiais, comercializar esses materiais e continuar atuando no mercado, atendendo aos seus clientes.
Verticalização - “Se é complexo prever as consequências desse quadro para os próximos anos, pior é termos que arcar com as alterações impostas no sistema de comercialização pelas empresas que hoje controlam o mercado e começam a ditar as normas, de certa forma impondo uma ditadura tecnológica e econômica. A verticalização da comercialização de sementes restringe a liberdade dos produtores em troca de um aparente conforto tecnológico e mercadológico. E alguns produtores já se submeteram a essas novas regras, sem avaliar as consequências futuras”, afirmou.
Parâmetros - Ainda segundo o presidente da Apasem, a verticalização estabelece parâmetros estreitos de receita do produtor, que arca com todos os riscos de produção”, pois os obtentores definem a quantidade de semente que será multiplicada pelos produtores, o destino e o preço de venda, restringindo a receita dos produtores. Levantamento feito pela Apasem junto aos associados constatou que alguns obtentores também pressionam para que parte da semente seja tratada com seus produtos, mesmo antes da garantia de venda, o que causa um novo transtorno no caso da semente não ser vendida e exigirá uma destinação ecologicamente correta, de alto custo, ou ainda risco de punições pelos órgãos reguladores e ambientais.
Solução nas parcerias - Marcos Antonio Trintinalha defende a busca de alternativas para que outras empresas brasileiras que atuam como parceiras ou licenciadas tenham o seu espaço para investir em pesquisa, gerar novos materiais, comercializar esses materiais e continuar atuando no mercado, atendendo aos seus clientes. “Talvez se encontre uma forma de a Embrapa assumir um papel estratégico, dando suporte a uma rede de pesquisa nacional, realizando parcerias com empresas privadas e públicas, inclusive de outros países, expandindo seu estoque genético e colocando à disposição das instituições de pesquisa. Temos certeza que uma política adequada de governo pode devolver à Embrapa seu papel de líder no desenvolvimento de cultivares das grandes lavouras comerciais, afinal como disse anteriormente, o saldo que geramos na balança comercial nos permite cobrar esta postura”, concluiu. (Assessoria de Imprensa Apasem)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A quebra da safra norte-americana de grãos está dando ao Brasil oportunidade única de ampliar seu espaço no mercado internacional de soja nesta temporada. Com um salto em exportações projetado em 6,5 milhões de toneladas sobre o ano passado, o país segue rumo à liderança no fornecimento mundial do grão.
Exportações - Em seu último relatório de oferta e demanda, divulgado semana passada, o Departamento de Agricultura norte-americano reconheceu que vai deixar de embarcar pelo menos 3,4 milhões de toneladas até o fim do ano comercial, previsto para agosto de 2012. Com isso, as vendas externas do país caem para 37,4 milhões de toneladas, número muito próximo ao projetado para o Brasil, que ficará responsável por enviar 36,5 milhões de toneladas de soja para o mundo. “Nossas exportações [de soja] não andam bem. São as menores desde a safra 2002/03”, resume Don Roose, analista de mercado da consultoria Commodities, de Des Moines (Iowa).
Consumo interno - Ele lembra que o consumo interno norte-americano, por outro lado, vai muito bem, e que recompor os estoques do país não vai ser uma tarefa fácil. “A pecuária, que é o setor que mais consome milho nos Estados Unidos, está em boa forma, o de suínos tem a rentabilidade mais alta desde 2006, a indústria de etanol está lucrando US$ 0,25 por galão e a de biodiesel US$ 1/galão. Se não conseguimos frear a demanda quando as cotações estavam elevadas, até o mês passado, não vai nesses níveis atuais de preço que vamos conseguir.”
Safra recorde - Embora evolua a passos largos com o plantio da safra de verão, o Brasil tende a colher mais uma safra recorde neste ano. Em 2010, mais de 75 milhões de toneladas de soja saíram dos campos e, para este ano, a primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já aponta que o país tem potencial para produzir pelo menos 73 milhões de toneladas. Para o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, essa expectativa de aumento da produção nacional é que garante aos países consumidores o abastecimento do grão. Ele explica que o grande salto deste ano é atribuído principalmente à redução da safra dos Estados Unidos, mas que o ganho de mercado por parte do Brasil é certo nos próximos anos. “A tendência é que o Brasil aumente seu market share ao longo dos anos, por força da demanda internacional”, ressalta.
China - Mesmo com uma desaceleração observada nas compras da China, maior consumidora de soja do mundo, o analista espera que o cenário é positivo. “A redução das importações chinesas é um fato pontual, não uma tendência. Sobre o impacto do esfriamento das vendas externas norte-americanos nos preços futuros dos grãos, Cachia acredita ainda que o mercado continuará sendo balizado pela situação da economia mundial. O analista norte-americano Jack Scoville, da Price Futures Group, de Chicago, enxerga um cenário de maiores oscilações nas cotações. “Como a safra começou atrasada para nós (norte-americanos), vamos ter que disputar mercado com vocês [Brasil] no final deste ano e início do próximo. Meu conselho para o produtor, então, é: se a soja se aproximar de US$ 13 por bushel, trave, porque estará vendendo no pico”, recomenda Jack Scoville, analista do Price Futures Group, de Chicago, Illinois.
Embarques - Ao contrário do que se prevê para este ano, os Estados Unidos embarcaram, em 2010/11, 40,8 milhões de toneladas. O Brasil, por sua vez, enviou cerca de 30 milhões de toneladas ao cenário no mesmo ano. Pelo menos metade de todo esse volume exportado teve a China como destino. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
.jpg)