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Os Sistemas Faep e Ocepar, com o apoio dos sindicatos rurais e das cooperativas, promovem os seminários "O Futuro do Trigo" sobre a nova classificação do cereal e as tendências do mercado. O público-alvo do evento são produtores rurais, técnicos, agrônomos e assistência técnica de cooperativas. A entrada é gratuita. Os seminários ocorrerão em quatro municípios: 29 de junho, em Ponta Grossa e Guarapuava e no dia 30 de junho, em Pato Branco e São João.
Novidades na classificação do trigo - A organização dos seminários foi motivada pelo novo padrão oficial de classificação do trigo brasileiro, que entra em vigor em julho de 2012. A classificação oficial serve para definir critérios de qualidade do trigo nas políticas públicas de apoio à comercialização do governo federal previstas na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como as Aquisições do Governo Federal (AGF) e os Prêmios de Escoamento da Produção (PEP).
Mudanças - As mudanças devem influenciar a escolha das variedades de sementes, as técnicas de manejo, a segregação e o preço final do produto. A nova regra eleva os padrões qualitativos em vigor desde 2001 e estabelece exigências para fazer a aderência da classificação oficial ao que já é praticado pelo mercado. Consumidores, indústrias e moinhos já demandavam trigo com determinadas características de qualidade que são superiores às previstas na antiga classificação oficial.
Produção - Vale lembrar que o Brasil produz 50% do trigo consumido no mercado interno e mesmo assim os produtores têm problemas de comercialização. O trigo é uma lavoura de alto risco climático e de preços e o mercado consumidor é muito exigente com a qualidade. Além de apresentar a nova classificação e os parâmetros que determinam a qualidade do trigo, o seminário trará informações sobre as perspectivas de mercado para o produto. (Imprensa Faep)
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"Ao lançar o Plano Safra 2011/20112, o governo federal perdeu a oportunidade de implementar também a regulamentação do Fundo de Catástrofe, que poderá trazer mais segurança aos agricultores em momentos de eventos climáticos adversos, como, por exemplo, enchentes, geadas e secas", disse o deputado Eduardo Sciarra (Paraná), ressaltando que os produtores rurais estão decepcionados com essa decisão, pois esperavam contar com a proteção do Fundo para a safra desse ano. "Conheço bem os dilemas que enfrentam os produtores rurais brasileiros. Uma propriedade rural é uma empresa a céu aberto, sujeita a chuvas, granizo, e todo tipo de catástrofe. Esse setor responde por uma parte expressiva do PIB nacional, mas é o único a arcar com todos os riscos inerentes às suas atividades. Por isso acredito que é papel do governo criar mecanismos de amparo à agricultura, como é o caso do Fundo de Catástrofe", afirmou Sciarra. "O tema é discutido desde 2003 e o legislativo cumpriu seu dever, só falta regulamentar a Lei", afirmou Sciarra. A Lei que criou o Fundo foi sancionada pelo Presidente da República em agosto do ano passado, com a promessa de aplicar R$ 4 bilhões no Fundo através de títulos públicos.
Consórcio - O objetivo principal do Fundo de Catástrofe é viabilizar o seguro agrícola através da criação de um consórcio privado formado por seguradoras e resseguradoras, contando com subsídios do governo federal. Ao consórcio caberia a gestão e o atendimento à cobertura suplementar dos riscos de catástrofe do seguro rural. Os riscos não suportados por este consórcio seriam absorvidos por um banco público federal e lastreado por títulos da dívida pública mobiliária federal interna. O preço cobrado pelas seguradoras agrícolas atualmente é muito elevado por causa dos prejuízos causados pelos eventos climáticos. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, nos últimos anos o prejuízo com esse tipo de seguro teria chegado a R$ 230 milhões. "Daí a urgência de o governo regulamentar o Fundo de Catástrofe", pontuou Sciarra.
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As cooperativas do Paraná estão solicitando ao governo federal a revisão dos critérios para o enquadramento das operações de custeio do milho. Na avaliação do setor, a unificação do limite de crédito de R$ 650 mil para produtores de grãos e fibras, por CPF, que passará a valer a partir da próxima safra, deverá causar impacto negativo para inúmeros agricultores paranaenses que terão custos maiores para implantar as lavouras pois somente parte dos recursos será a juros controlados. A medida integra o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2011/12 lançado oficialmente no último dia 17 de junho.
Restrição - "No Paraná, a nova regra deverá restringir o acesso ao crédito para produtores de milho, cujo Estado é o maior produtor nacional. Muitos agricultores ficarão atrelados a um teto máximo, o que poderá impedi-los de investir em outras culturas. Os critérios anteriores ofereciam uma condição especial ao milho. O produtor podia tomar, por exemplo, R$ 500 mil para o custeio do feijão e, além disso, financiar outros R$ 650 mil para o custeio do milho, somando um total de R$ 1,15 milhão. Ou seja, o limite era estabelecido por cultura e o que era tomado especificamente para o milho não afetava a soma global dos recursos requeridos. Para a safra 2011/12, esse agricultor vai poder financiar somente R$ 650 mil", explica o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.
Ofício - Em ofício encaminhado ao secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa), José Carlos Vaz, e ao secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, a Ocepar solicita que seja restabelecida a sistemática antiga, não computando o valor do financiamento de custeio do milho da safra de verão no limite de R$ 650 mil por CPF.
Procap-Agro - A entidade também está propondo mudanças em relação ao Programa de Capitalização das Cooperativas de Produção Agropecuária (Procap-Agro) para permitir que cooperativas paranaenses possam acessar a linha de financiamento destinada ao capital de giro. "Nós sugerimos ao governo que as cooperativas possam acessar o limite de R$ 25 milhões, independente dos financiamentos contratados em anos anteriores. Pelas regras estabelecidas por meio da Resolução nº 3.979, do Banco Central, devem ser descontados os valores tomados em outras safras. Por esse critério, muitas de nossas cooperativas agropecuárias, que são responsáveis por gerar empregos e movimentar de forma significativa a economia das regiões onde atuam, ficarão impedidas de acessar esse recurso nesta safra", afirma o presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski.
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Fundo Garantidor de Crédito para o cooperativismo e adoção do art. 18 da Resolução 3.859/10 do Conselho Monetário Nacional, que trata da aplicação de princípios de governança corporativa. Estes foram assuntos tratados na reunião da coordenação do Conselho Consultivo de Crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (Ceco/OCB), nesta terça-feira (21/06). Participaram representantes do Departamento de Normas (Denor), Departamento de Organização (Deorf) e Departamento de Supervisão de Cooperativas (Desuc) do Banco Central do Brasil (BC).
Cronograma - O coordenador nacional do Ceco, Manfred Dasenbrock, explicou que os assuntos foram discutidos com representantes do Banco Central, seguindo um cronograma de reuniões com base no acordo de cooperação técnica entre a OCB e o BC. O mesmo prevê a realização de estudos sobre o cooperativismo de crédito e do crédito rural a fim de fomentar a ampliação da atividade no país.
Ambiente favorável - Dasenbrock enfatizou que o ambiente favorável e o espaço junto ao BC foram conquistas do cooperativismo de crédito ao longo dos últimos anos. "As discussões de hoje foram focadas na Lei Complementar nº 130/2009, que estabeleceu o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). O encontro contou com a presença do grupo técnico do Ceco e também serviu para o nivelamento de outros temas pertinentes ao segmento e definição do plano de ação do Conselho. (Informe OCB)
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Segundo o secretário de Estado do Planejamento, Cassio Taniguchi, o governo pretende "valorizar o papel da sociedade, respeitar contratos e melhorar o ambiente de negócios" para poder viabilizar um plano de desenvolvimento para o estado que contemple o equilíbrio das questões sociais, ambientais e econômicas. Em maio, entidades ligadas ao Fórum apresentaram a secretários estaduais um documento com um conjunto de obras consideradas essenciais na área de logística. "O governo quer trabalhar em parceria" diz Taniguchi, ao citar como exemplo a possibilidade de a Universidade Federal do Paraná (UFPR) elaborar para o governo relatórios de impacto ambiental , segmento em que a instituição é referência nacional.
Debate - "A novidade é que pela primeira vez um governo aceita discutir antes com a sociedade seu plano de desenvolvimento. O plano apresentado pelo secretário Cassio Taniguchi, por ser genérico, fornece a abertura para que as entidades de classe apresentem propostas", afirma Rogério Mainardes, coordenador do Comitê Executivo do Fórum. Para o vice-presidente do GRPCom Guilherme Cunha Pereira, coordenador do conselho diretivo do Fórum, trata-se de um passo importante para a criação de um plano de desenvolvimento de longo prazo para o estado. O trabalho do Fórum começou há seis anos, por meio do Fórum Futuro 10 Paraná. O projeto, que surgiu de iniciativa do grupo GRPCom, é fruto de um trabalho de mais de 5 mil lideranças empresariais, políticas e comunitárias no estado. Atualmente reúne 15 entidades de classe e tem quatro prioridades: infraestrutura, educação, empreendedorismo e inovação, e gestão pública. (Gazeta do Povo)
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O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, informou nesta terça-feira (21/06) a empresários reunidos Congresso Paranaense da Indústria, em Curitiba, que o governo está coordenando esforços de várias empresas públicas para implantar um sistema capaz de otimizar o escoamento da produção do Estado. "Estudos nesse sentido estão sendo feitos pela Ferroeste, Claspar e Codapar", revelou o secretário. "O objetivo é a implantação de centrais logísticas integradas em várias zonas no interior."
Competitividade - Para Richa Filho, "sem um sistema integrado e compartilhado, é impossível aumentar a competitividade do Estado". O secretário apresentou aos participantes do Congresso - realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) - um balanço das ações já adotadas pelo governo na área de infraestrutura e logística.
Primeiro passo - O primeiro passo - destacou - foi a aproximação com o governo federal para evitar a perda de recursos, como ocorreu no passado. "Exemplo foi a verba destinada para obras no cais Oeste do Porto de Paranaguá", afirmou. Outra medida foi a formatação de contratos de gestão para profissionalizar as gerências e fixar metas internas na secretaria. "Ao assumir encontramos um cenário em que os planos de infraestrutura dos municípios, das várias regiões e da União estavam desassociados", afirmou. Isso, segundo o secretário, impedia a realização de projetos e a implantação de ações mais efetivas no setor de transportes e logística.
Modais - Richa Filho também listou os bons resultados obtidos pelo Porto de Paranaguá - como o recorde na movimentação de granéis registrado em maio - e listou ações encaminhadas para os modais ferroviário, aeroviário e rodoviário. Entre eles, o processo de licitação para a construção dos novos ramais da Ferroeste já em 2012 e dois importantes programas na área rodoviária: um para a conservação de estradas e outro para a readequação de vias administradas pelo poder público estadual.
Patrulhas rodoviárias - Richa Filho acrescentou que também está em estudo a implementação de patrulhas rodoviárias que vão atender 26 mil quilômetros de estradas municipais. O programa deve ser implementado em consórcio com as prefeituras que têm interesse em aumentar a segurança de suas rodovias.
Duplicação - O secretário de Infraestrutura e Logística antecipou ainda que está em estudo, no âmbito do DER, propostas de duplicação de várias rodovias estaduais. Elas são as seguintes: a PR-323, entre Maringá e Cianorte; a PR-445, que faz a ligação de Londrina e Cambé; a PR-092, no trecho Curitiba-Rio Branco; a PR-418, no Contorno Norte de Curitiba; e a PR-417, entre Piraquara e Pinhais.
Diálogo - José Richa Filho também mencionou o diálogo que foi aberto entre o governo do Paraná e as concessionárias de pedágio responsáveis pelo Anel de Integração. As conversas caminham no sentido de viabilizar a duplicação de trechos concessionados onde haja grande movimentação de veículos. "O objetivo é melhorar o atendimento ao usuário, desafogar o fluxo de veículos e aumentar a segurança dos motoristas."
Asfalto - Ainda na área rodoviária, José Richa Filho salientou que o DER tem a intenção de levar o asfalto aos três municípios paranaenses que ainda não tem acesso pavimentado até suas sedes. São eles: Mato Rico, Coronel Domingos Soares e Doutor Ulysses.
Aeroviário - No segmento aeroviário, disse o secretário, está sendo discutida com o governo federal a revisão e implantação do Plano Aeroviário. O secretário foi ao evento da indústria acompanhado pelo superintendente do Porto de Paranaguá, Airton Vidal Maron; pelo diretor do Porto de Antonina, Paulo Scalco; e pelo diretor geral da pasta de infraestrutura e logística, Aldair Wanderlei Petry. (AEN)
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Os cortes de recursos e a redução dos prazos de carência para programas voltados ao cooperativismo foram pontos negativos no Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 ressaltados pelo presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, durante audiência pública realizada nesta terça-feira (21/06). O debate ocorreu na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), por iniciativa do deputado Zé Silva (MG), e contou com a participação de outras entidades ligadas ao agronegócio, além de representantes do governo e de instituições financeiras.
Redução - Freitas se referiu à retirada de R$ 600 milhões para capital de giro do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), mantendo a dotação anterior, de R$ 2 bilhões, para investimento. Ainda no tocante ao Prodecoop, ele ressaltou pontos positivos como a elevação do limite de crédito de R$ 50 milhões para R$ 60 milhões.
Procap-Agro - Sobre o Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro), o presidente da OCB frisou as diminuições do prazo para reembolso, de seis pra dois anos, e de carência, de dois anos para seis meses. A possibilidade do financiamento para federações e confederações que atuem diretamente na fabricação de insumos, que vale tanto para o Prodecoop quanto para o Procap-Agro, foi outra questão apontada como interessante para o setor.
Cooperativismo - "O cooperativismo tem uma participação expressiva na economia do país e na produção agropecuária, principalmente. Praticamente 50% do que é produzido internamente passam de alguma forma por uma cooperativa. Trata-se de um segmento importante e que precisa ser considerado e são, com certeza, parceiros importantes na formulação de políticas públicas voltadas ao agronegócio", enfatizou.
Participação - Em seguida, Freitas levantou outras questões que precisam ser revistas. "Primeiramente, temos que repensar momentos como esse e realizá-los antes de definidas as políticas públicas, e não posteriormente ao seu lançamento". E comentou a relação com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). "Desta vez, não participamos diretamente das discussões sobre o que seria necessário constar nesse plano agrícola e pecuário, como ocorreu em momentos anteriores. Enviamos sugestões, mas não fomos convidados pelo Mapa para tratar do tema. Já com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o processo correu de forma mais participativa", disse. Ele ainda chamou a atenção para a inclusão de programas que premiem e incentivem os produtores que se dedicam a uma produção sustentável em suas propriedades.
Pontos positivos - Sobre os pontos positivos, de uma forma geral, ele disse: "a manutenção da taxa de juros em 6,75% foi o grande ponto positivo do Plano Safra 2011/2012. Nesta mesma linha, podemos destacar o atendimento a setores antes não contemplados diretamente como a pecuária e os produtos da biodiversidade, entre estes a cana".
Concordância - Parlamentares que fizeram uso da palavra concordaram com o presidente da OCB nas reduções aplicadas às linhas específicas para o setor cooperativista, entre estes Afonso Hamm (RS) e Domingos Sávio (MG). (Informe OCB)
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*Luiz Lourenço
O governo federal acaba de publicar um estudo sobre as projeções do agronegócio brasileiro. A estimativa é que, em dez anos, o país estará consolidado como grande potência mundial na produção de alimentos. A informação está baseada no contínuo crescimento de alguns setores, tanto em termos de produção quanto de exportação.
De acordo com o estudo, se o cenário se confirmar, o Brasil terá 33,2% do mercado de grão de soja em todo o mundo, 12% do de milho, 49% da participação da carne de frango, 30% da carne bovina e 12% da carne suína. Tudo isso sem falar do café, do suco de laranja e de outros produtos em relação aos quais exercemos folgada liderança internacional.
Muito bem. A estimativa do governo, que enche de orgulho um setor cada vez mais crucial para a economia, não chega a ser novidade. Pelo menos àqueles que, há muitos anos, acompanham a trajetória do agronegócio.
Apesar das políticas públicas amplamente desfavoráveis, dos problemas referentes ao crédito, ao câmbio, à infraestrutura - sem falar das adversidades impostas pelo clima - o agricultor brasileiro é muito competitivo, mas da porteira para dentro. E graças a esse espírito empreendedor e destemido, somado ao uso de tecnologia apropriada, o crescimento da produtividade tem sido um fator extraordinário e decisivo nas últimas décadas.
Resta perguntar: o que o próprio governo vai fazer, nos próximos anos, para dar suporte a essa vigorosa expansão? Como se sabe, a estrutura de armazenamento não comporta mais que 130 milhões de toneladas de grãos - e, em 2011, foram colhidas mais de 160 milhões de toneladas! As estradas, da mesma maneira, precisam de investimentos urgentes, e o que dizer dos portos, tão saturados?
O país precisa, sem demora, de um projeto para o futuro. Algo bem pensado e discutido com toda a sociedade, sem os improvisos e remendos que se costuma ver.
A figura do aristocrata que posa de cartola, fraque e bengala - mas tem os pés descalços - pode ser aplicada à realidade de um país que tem tudo, realmente, para consolidar-se como uma superpotência agrícola. O campo está fazendo a sua parte. O que precisa é o governo enxergar a oportunidade que está sendo oferecida e fazer a sua.
Se isto não acontecer, o agronegócio manterá o ritmo de crescimento, sem dúvida, ampliando seus recordes e horizontes. Mas a um custo cada vez mais escorchante, o que certamente acabará afetando sua competitividade.
Hoje, vale lembrar, somos competitivos em pouquíssimos setores, com destaque para apenas dois, em especial: um, a exploração de petróleo em águas profundas; outro, a produção de alimentos.
O pré-sal, que vai trazer grande volume de recursos para o país, está gerando desenvolvimento e prosperidade a algumas regiões litorâneas, principalmente no Rio de Janeiro. O agronegócio, menos midiático, já faz isto há muito tempo e continuará fazendo de forma duradoura em todo o interior brasileiro, criando riquezas que se transformam, no mínimo, em melhor qualidade de vida para toda a população.
(*) Presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial
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A Cooperativa Integrada será a anfitriã do 20º Encontro Estadual da Juventude Cooperativista (Jovemcoop), que acontecerá dias 21 e 22 de julho, em Londrina. Cerca de 400 jovens de todas as cooperativas agropecuárias do Paraná são esperados para discutir os principais assuntos ligados ao futuro do setor. "Estamos acertando todos os detalhes para receber bem todos os participantes e garantir um evento de sucesso. Esta será a 20ª edição do Jovemcoop e a intenção é dar destaque para todos esses anos de história", destaca a assessora de cooperativismo da Integrada, Lívia Favoreto. A programação vai contar com palestras e dinâmicas sobre temas que giram em torno da sucessão familiar na atividade agrícola. Além de disseminar os valores do cooperativismo entre os jovens, o evento, que ocorre todos os anos, serve para formar as futuras lideranças das cooperativas. (Imprensa Integrada)
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Acontece nos dias 21 e 22 de junho a "Reunião Anual de Produtores de Leite" no estado do Mato Grosso do Sul. O evento tem como objetivo apresentar os resultados de 2010 e as projeções para 2011, além de informações importantes do setor na atualidade. Os encontros serão realizados em três cidades onde a Copagril tem unidades: Sete Quedas, Eldorado e Itaquiraí. A programação foi desenvolvida para que os participantes possam ter as informações necessárias de como o fomento leite da Copagril vem se desenvolvendo no Estado.
Etapas - O evento terá três etapas. A primeira cidade a receber o encontro será Sete Quedas, na AABB local. O início será às 13h30, seguido da palestra "Manejo Intensivo de Pastagem", com o palestrante Juvenal Marques Brito, técnico agropecuário da Agraer. Na sequencia, por volta de 14h45 será a vez da palestra "Alimentação de Bovinos de Leite", ministrada pelo engenheiro agrícola e coordenador técnico de bovinos da Nutrifarma Nutrição Animal, Vilson Roque Mayer. Após as palestras haverá sorteios de brindes aos participantes.
Reuniões - As reuniões acontecem ainda no dia 22/06, pela parte da manhã na cidade de Itaquiraí no Salão Paroquial com início às 09h. No período da tarde, a reunião acontece na cidade de Eldorado na Unidade da Copagril com o início programado para 13h30. "A reunião anual de produtores de Leite já teve seu evento realizado no Paraná e foi um sucesso, agora chegou a vez dos produtores do Mato Grosso do Sul terem o momento de se reunir, verificar os números de 2010 e planejar o ano, além de receberem informações sobre o setor com os profissionais convidados para as palestras", enfatizou o gerente do departamento de produção pecuário da Copagril, Udo Herpich. (Imprensa Copagril)
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Depois de Maringá e Sertanópolis, a colhedora mecânica de café que a Cocamar trouxe de Minas Gerais para fazer a safra dos cooperados, chega a São Jorge do Patrocínio, na região de Umuarama. O município, onde predominam pequenos proprietários, é considerado um dos redutos da cafeicultura no Estado e a expectativa é que a mecanização da lavoura cafeeira aconteça rapidamente, a exemplo do que se prevê para outras regiões.
"Falta mão de obra e para continuar no café é preciso se adaptar aos novos tempos", diz o engenheiro agrônomo Renato Franco, da Cocamar, especialista no assunto. A mecanização reduz o custo da colheita em 40%, na comparação com o trabalho manual. O cafeicultor que tiver interesse em agendar a passagem da máquina por sua propriedade, no mês de julho, deve entrar em contato com a sua unidade de opção. (Imprensa Cocamar)
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O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participará, na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados, de audiência pública que debaterá o Plano Safra 2011-2012. Também estarão presentes representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, da Conab, da Contag, do Banco do Brasil e do Ministério da Agricultura, Pecuária, Abastecimento (Mapa), entre outros. De acordo com os dados Mapa, o "Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012 conta com recursos de R$ 107,21 bilhões. Um aumento de 7,2% em relação à safra passada. Os recursos serão destinados ao financiamento de operações de custeio, investimento, comercialização, subvenção ao prêmio de seguro rural e apoio à utilização de práticas agronômicas sustentáveis".
Senado Federal - A votação do PLC 01/2010, que define as competências comuns entre União, Estados, municípios e Distrito Federal para a proteção do meio ambiente e preservação das florestas, da fauna e da flora, aguarda a liberação da pauta do Plenário, que está trancada pela Medida Provisória 526/2011. Com o apoio do Sistema OCB, o projeto foi aprovado na Câmara em 2009 e, se aprovado sem alterações, seguirá para a sanção presidencial, beneficiando o setor produtivo brasileiro. (Blog OCB no Congresso)
Para acessar a Agenda da Semana do cooperativismo no Congresso Nacional completa, clique aqui.
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Na segunda-feira (20/06), foi realizada a segunda reunião do Comitê do Cadastro Nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), que tem por objetivo consolidar o cadastramento de todas as cooperativas brasileiras. O evento ocorreu na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF). Integram este comitê dez técnicos de diferentes unidades estaduais do Sescoop e representantes das gerências de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas (GeMDC), Financeira (Gefin) e de Tecnologia da Informação (Getin), estes da unidade nacional.
Critérios - Na reunião, foram discutidos critérios quanto ao tipo e status de registro, que a gerente da GeMDC, Susan Vilela, define como "regras de negócio". "Ou seja, neste momento estamos elaborando critérios para que as cooperativas possam se registrar na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) de uma única forma", explicou Susan. (Informe OCB)
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A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) entregou na segunda-feira (20/06) o XIV Prêmio Andef, no Esporte Clube Sírio, em São Paulo (SP). Este ano, quatro cooperativas receberam a premiação com seis projetos. Coxupé (MG), Coplacana (SP) e Coplana (SP) foram as vencedoras no tema "Cooperativas". Em "Boas Práticas Agrícolas", a ganhadora foi, novamente, a Coplacana, com o projeto Uso Correto e Seguro. Já o tema "Responsabilidade socioambiental" teve duas selecionadas: Coplacana, com o projeto Sustentabilidade do Produtor de cana-de-açúcar, e Cocari, de Mandaguari (PR), com o Projeto Campanha Cocari Solidária. Ao todo, participaram 13 cooperativas, com 30 projetos inscritos. A iniciativa conta com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Em sua 14ª edição, o prêmio tem destacado iniciativas voltadas para a sustentabilidade da agricultura brasileira e valorizado os esforços dos profissionais ligados ao campo no Brasil. (Informe OCB)
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Depois de três décadas de trabalho no Porto de Paranaguá, o engenheiro civil Airton Vidal Maron assumiu o cargo de superintendente com a missão de dar caráter técnico à função. Há cinco meses no cargo, trabalha com nove projetos ao mesmo tempo. Em sua mesa, reúne revistas portuárias de todo o mundo, às quais recorre para explicar as ideias em discussão. Ainda sem recursos garantidos para execução dos planos para o porto, afirma que a capacidade operacional está perto do limite. A demanda cada vez maior do agronegócio e de outros setores só será atendida com grandes investimentos, defende. A seguir, os principais trechos da entrevista:
O Porto de Paranaguá passa por reformas básicas em telhados e anuncia projetos de novos berços, aprofundamento do canal. Está inteiro em reforma?
As obras menores são de manutenção. A conservação da estrutura da retaguarda vinha sendo relegada. Temos prédios em condições muito ruins, uma cidade fantasma, telhados com furos... Precisamos de uma recuperação geral neste sentido. Primeiro você precisa manter o que existe. Em segundo lugar, as ampliações.
Com que orçamento o Porto de Paranaguá trabalha para os projetos de reestruturação?
Nós estamos pleiteando junto ao governo federal a bagatela de R$ 2 bilhões para investimento no porto para os próximos anos. Em que prazo seria isso? Vai depender da disponibilidade de recursos do governo federal. Uma parte deve ser financiada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Especificamente para o Corredor de Exportações, precisamos de R$ 470 milhões. Pretendemos incluir o projeto no PAC ainda neste ano. Se conseguirmos, a ampliação sai em dois anos, dois anos e meio. É o projeto que está mais à frente.
Em que esse projeto muda o desempenho do Corredor de Exportação?
A capacidade de carregamento passa de 9 mil para 18 mil toneladas por hora. A quantidade de berços do porto como um todo será ampliada de 20 para 32, um crescimento de 60%. Mas a operação poderá aumentar mais do que isso. Nos últimos 20 anos, o volume embarcado dobrou e a estrutura se manteve praticamente a mesma.
A estrutura chegou a um limite?
Ano passado, a movimentação foi de 38,2 milhões de toneladas. Dá para operar 45 milhões ao ano no máximo (que podem ser atingidos dentro de dois anos). Nosso limite suporta um aumento de 20% nos embarques e desembarques. A partir daí, estaremos esgotados. Por isso nós precisamos repotencializar o porto para os próximos 20 anos.
Em relação à cobertura do cais, qual o projeto mais viável?
As correias sempre estiveram cobertas. O que falta é cobrir o navio. A cobertura pode ser para o navio inteiro ou apenas para os porões que estiverem sendo carregados, ou seja, com um equipamento para cada shiploader (carregador). Essa cobertura de porão é uma solução que vem sendo estudada, mas ainda não foi implantada em nenhum porto. Está mais próxima da realidade do que a gente possa imaginar.
Em números...
A cobertura por porão é bem mais barata do que a estrutura maior, que parece com os telhados dos estádios de futebol e custa cerca de US$ 60 milhões. Se é feita de material rígido, sai por US$ 6 milhões por carregador. Como precisamos de duas por navio, são US$ 12 milhões por berço. Existe a proposta de uma cobertura de lona, mais barata, de US$ 1 milhão por carregador, ou US$ 2 milhões por navio. Ainda não há uma decisão.
Como será o aprofundamento do cais e como está o licenciamento ambiental?
Uma dragagem mais próxima aos berços já foi feita. O licenciamento (do Ibama) esperado para junho vai nos permitir executar as dragagens de manutenção, aprofundar o cais. Em relação ao aprofundamento do canal (de acesso dos navios), já conseguimos o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental). A parte mais difícil já passou. Marcamos audiência pública para 28 de julho, onde poderão ser colocadas todas as questões.
O aprofundamento aumenta a capacidade do porto?
Aumenta a capacidade de carregamento dos navios. Considerando os 2 mil e 800 metros do cais, tínhamos três profundidades. Áreas com 8, 10 e 12 metros. Vamos passar para uma profundidade entre 14,5 e 15, 2 metros. Um navio que vem pegar 60 mil toneladas vai poder pegar 80 mil. Um número fácil de guardar: para um graneleiro no Corredor de Exportação, cada 10 centímetros representam um acréscimo de 700 toneladas. Então, com um pé (30,48 centímetros), você consegue carregar 2 mil toneladas a mais. São números.
Os portos europeus buscam acordos de cooperação com portos de países exportadores. Paranaguá tem trabalhado com esse tipo de parceria?
Neste ano, formalizamos um acordo de cooperação técnica com o Porto de Ghent (Bélgica, referência na importação de biocombustíveis para a Europa). Mas essa parceria é muito recente. Por enquanto, não desenvolvemos nenhuma atividade em conjunto. Estive em Barcelona e iniciamos negociações para um segundo acordo, que ainda precisa ser formalizado. O que for possível será adaptado em Paranaguá dentro dessas parcerias.
O perfil do Porto de Paranaguá é graneleiro?
Não concordo. Nós temos granel, mas também temos contêineres. Temos a importação, nós hoje desembarcamos por Paranaguá metade de todo o fertilizante importado pelo Brasil, é um segmento muito importante.
Considerando os investimentos em ferrovias a partir do Centro-Oeste e nos portos do Nordeste, bem como em Santa Catarina, a posição do Porto de Paranaguá vai mudar?
Os portos do arco norte vão atender as novas fronteiras agrícolas. Existe uma perspetiva de o Nordeste, em dez anos, dobrar a produtividade na área de abrangência dos portos do arco norte. Com tudo o que está ocorrendo, nós não teremos grande ampliação em nossa área de influência, mas certamente não perderemos nossa posição. Nossa área de abrangência também tende a ampliar a produção. A iniciativa privada faz cobranças e cogita investir em infraestrutura.
Paranaguá pode privatizar investimentos?
Nós temos o porto mais "privatizado" do Brasil. No Corredor de Exportação, sete dos nove terminais são privados. Só dois são públicos. Daí a produtividade dos cinco berços de granéis, que foi de 1,5 milhão de toneladas por berço de janeiro a maio. Não nos compare com Roterdã, que é um porto de desembarque, ou com Barcelona. Nos compare com Santos, que tem 64 berços, 13 dedicados ao carregamento granel: de janeiro a maio, a produtividade foi 900 mil toneladas por berço. Como a gente suportou a produtividade de 1,5 milhão de toneladas por berço? com ajuda da iniciativa privada.
Como investidores privados podem participar do novo processo de ampliação?
Estamos desenvolvendo um plano de desenvolvimento e zoneamento do porto. A partir disso que nós vamos fazer um plano de arrendamento. Paranaguá não tem nenhum berço privatizado, todos são públicos e, no cais contínuo, devem continuar sendo. O que "privatizamos" é o investimento em terminais e na retaguarda. Logicamente. quem investe tem a preferência na hora de atracar o navio. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
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As especulações sobre os reais motivos do embargo russo às carnes bovina, suína e de frango do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso - que vigora desde o dia 15 - devem ser esclarecidas pelo próprio país importador. Moscou vai ditar passo a passo o que o Brasil precisa fazer para recuperar o mercado, conforme diplomatas brasileiros que tentam reverter a situação e organizam uma missão de esclarecimento ao parceiro comercial. Ao anunciar o embargo, a Rússia alegou que o Brasil não está inspecionando o abate como deveria. A Associação Brasileira de Frigoríficos nega problemas sanitários ou relaxamento da fiscalização. O governo informou que pode provar que existem frigoríficos dentro das normas nos três estados bloqueados. Setores público e privado avaliam que determinação russa tem fundo econômico e garante mercado para a produção doméstica. Paraná e Rio Grande do Sul teriam sido escolhidos por serem grandes produtores e suínos e Mato Grosso por ser reduto da bovinocultura.
Tratamento técnico - O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirma que, a julgar pela posição de seu colega russo, Sergey Lavrov, o problema "sanitário" pode ser resolvido em breve. Segundo Patriota, Moscou garante que dará tratamento técnico ao assunto. Em vez de receber uma missão brasileira, a Rússia prefere enviar novamente monitores ao Brasil. A princípio, os diplomatas brasileiros tratam o assunto como uma questão de esclarecimento. Mas, se houver adaptações a serem feitas, o mercado adianta que deverá se curvar às exigências, principalmente no setor de suínos, que enfrenta demanda apertada e preços abaixo dos custos entre os produtores.
Volume exportado - O Brasil exporta, em média, 14 mil toneladas de carne de porco por mês para a Rússia. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, as suspeitas dos russos contra a carne suína brasileira são infundadas. Segundo ele, o modelo do Brasil no que se refere à saúde no campo e às condições dos frigoríficos é exemplo internacional. As barreiras para a entrada de pessoas nos criadouros na Europa são consideradas menos rigorosas do que as praticadas no Brasil. Estangeiros podem visitar criadouros após desinfetarem os sapatos e vestirem jalecos. No Brasil, na maior parte das unidades, as visitas são simplesmente proibidas. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que vai responder de forma rápida e inspecionar novamente todos os frigoríficos habilitados a exportar para o mercado russo. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
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Ainda às voltas com o duro embargo imposto pela Rússia às carnes brasileiras, o governo retomou sua ofensiva para suavizar os controles sanitários e ampliar o fluxo de comércio do agronegócio com a União Europeia. Ao mesmo tempo, reiniciou discussões bilaterais na tentativa de azeitar o difícil acordo Mercosul-UE. Em missão oficial, o diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários do Ministério da Agricultura, Otávio Cançado, reuniu-se ontem com três diretorias da Comissão Europeia, em Bruxelas, para negociar a desobstrução e a aceleração das vendas de carne bovina ao bloco europeu. O alvo brasileiro é a derrubada da exigência prévia de uma lista de estabelecimentos habilitados a exportar à UE, imposta em 2007 pelas autoridades sanitárias. "Todas as missões técnicas foram favoráveis aos nossos controles sanitários. Até elogiaram o nosso avanço", diz Otávio Cançado. "Mas a UE não quer revogar a Normativa 61 (que impôs a lista). E não há mais razão para a existência disso do ponto de vista técnico".
Sem prazos - A lista foi imposta pela UE no início de 2008, após um surto de aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná ocorrido em 2005. Na reunião de ontem, o diretor de Relações Bilaterais Internacionais da Diretoria-Geral de Saúde e Consumidores, Lorenzo Terzi, afirmou que "tudo tem seu tempo", mas que a comissão não trabalha com nenhum prazo para o fim da exigência. O próprio ministro da Agricultura, Wagner Rossi, já fez pedido semelhante ao comissário europeu, mas obteve a mesma resposta evasiva. "Ouvimos que não haverá avanço no curto prazo, mas apenas no médio e longo prazos", disse o diretor do ministério. Uma nova missão veterinária europeia estará em alguns dias no Brasil para reavaliar os controles nas carnes processadas. Mas o otimismo de Brasília com qualquer avanço é bastante contido.
Momento delicado - Nos bastidores, o governo avalia que é um momento político complicado para a UE. A cúpula europeia teme que um avanço brasileiro nesse mercado prejudique a lenta recuperação de seus produtores, cujas exportações começam a se recuperar. O Brasil chegou a vender US$ 1,1 bilhão em carnes aos europeus, em 2007, mas as barreiras reduziram o volume para menos de US$ 400 milhões. O Brasil também busca concessões na questão de alimentação de animais abatidos para atender a chamada "Cota Hilton" - 10 mil toneladas de carne nobre que as indústrias nacionais têm direito de exportar à UE com tarifas reduzidas. O país quer a permissão para o uso de suplementos adicionais na dieta dos animais que hoje é feita exclusivamente a pasto. Os europeus foram bastante claros ao afirmar que não poderiam ceder porque a regra foi determinada em negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Para eles, essa é uma questão difícil de aceitar", avaliou Otávio Cançado, após reunião na Direção-Geral de Agricultura da UE.
Negociações - As autoridades brasileiras negociam, ainda, a adoção de regras mas flexíveis para o rastreamento e o controle do trânsito de animais abatidos com destino à UE dentro da "Cota Hilton". Nesse ponto, há mais chances de sucesso, avaliam os negociadores. Os europeus aceitam outras formas de controle que não sejam os brincos bovinos. "Nos deram abertura para avaliar novas propostas", relatou o diretor do Ministério da Agricultura. O uso da Guia de Trânsito Animal (GTA) eletrônica seria um possível substituto ao sistema de brincos. "Acho que temos espaço para fazer isso", disse Cançado.
Mercosul-EU - Nas reuniões de ontem, os negociadores brasileiros também retomaram o diálogo com a Direção-Geral de Comércio sobre as tratativas para um futuro acordo Mercosul-UE. No início de julho, haverá uma reunião bilateral para apresentar as "listas de consenso" na área agrícola na tentativa de destravar as arrastadas negociações. Desde 2004, os blocos trocam "ofertas" consideradas insuficientes por ambos os lados. Um documento-base deve conter propostas para etanol, suco de laranja, açúcar e carnes. (Valor Econômico)