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PESQUISA I: Embrapa firma parceria institucional com OCB e Sescoop

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Um dos atos oficiais que marcarão a solenidade do 39ºaniversário da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) será a assinatura de um protocolo de intenções com Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

 

Conjugação de esforços - A parceria tem como principal objetivo conjugar esforços para promoção de ações de transferência de tecnologia voltadas para o setor cooperativista. “Este momento reforça a aliança que as três instituições (OCB, Sescoop e Embrapa) vêm estabelecendo ao longo dos anos. Nos honra muito e, ao mesmo tempo, fortalece nossa responsabilidade em garantir a execução de projetos de relevância para as cooperativas agropecuárias, abordando cooperativismo, inovação tecnológica e a melhoria das condições de trabalho e produção no campo para os nossos cooperados. A assinatura desse protocolo de intenções abre, portanto, um leque de oportunidades para que possamos avançar, ainda mais, na sustentabilidade do negócio cooperativo”, ressalta Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB e do Sescoop.

 

Focos - “Teremos sete focos iniciais de trabalho, que foram priorizados depois de reuniões realizadas com técnicos das três instituições nos últimos meses”, explica Waldyr Stumpf, diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa. Os sete alvos serão a realização de estudos e pesquisas de interesse comum às três organizações; ações conjuntas de formação continuada de multiplicadores profissionais das ciências agrárias (médicos veterinários, engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, biólogos, zootecnistas e técnicos agropecuários de nível médio) vinculados às cooperativas do ramo agropecuário nas áreas do cooperativismo e inovação tecnológica, incluindo ações de monitoramento de aplicação e impacto do uso das tecnologias; construção e/ou adaptação de metodologias participativas visando à promoção do desenvolvimento sustentável; prospecção e sistematização de demandas por soluções tecnológicas e oportunidades de negócios com o setor cooperativista; ações conjuntas de comunicação para transferência de tecnologia; e participação de cooperativas no processo de validação e adaptação de tecnologias e conhecimentos gerados pela pesquisa agropecuária.

 

Formalização - A implementação dessas ações será realizada por meio da formalização de instrumentos jurídicos específicos, quando serão fixados os direitos e obrigações das partes. O protocolo terá duração de 36 meses.

 

Aniversário - As comemorações dos 39 anos da Embrapa também terão outras atrações, como a entrega aos vencedores do Prêmio Frederico de Menezes Veiga 2012, que neste ano tem como temática a agricultura na economia de baixa emissão de carbono; a reinauguração da Biblioteca Edmundo da Fontoura Gastal, na Sede; uma exposição de soluções agropecuárias sustentáveis e uma série de lançamentos, como o Portal África, em parceria com a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a hotpage Agro Sustentável e o perfil corporativo da Empresa no Twitter (@embrapa). (Embrapa)

PESQUISA II: Embrapa Florestas inaugura laboratório

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A Embrapa Florestas, localizada em Colombo, região metropolitana de Curitiba, inaugurou, na segunda-feira (23/04) o novo Laboratório de Entomologia Florestal. O antigo prédio foi ampliado e as novas instalações têm cerca de 1.500 metros quadrados entre salas para pesquisadores e salas técnicas.  A Embrapa Florestas é uma Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. A ampliação do Laboratório foi feita com recursos do PAC/Embrapa e emendas parlamentares, que auxiliaram na obra e na compra de novos equipamentos.

 

Homenagem - Na oportunidade o deputado federal Abelardo Lupion foi homenageado pelo chefe geral da Embrapa Florestas, Helton Damin da Silva, em reconhecimento à emenda parlamentar apresentada pelo deputado, no valor de R$ 250 mil, que contribuiu para a ampliação do laboratório.

 

Projetos - De acordo com Damin, grandes temas como mudanças climáticas; florestas energéticas; silvicultura de espécies nativas e introduzidas; melhoramento genético; métodos de plantio; manejo; controle de pragas; recuperação de áreas degradadas; monitoramento ambiental; serviços ambientais, integração lavoura-pecuária-floresta; gestão de recursos naturais entre outros, são pesquisados em 41 projetos na Embrapa Florestas. Para isso, conta com uma equipe de 190 funcionários, sendo 73 pesquisadores das mais diversas áreas do conhecimento, 42 analistas e 77 assistentes.

 

Benefícios - Segundo o chefe-geral, as tecnologias geradas pelo Laboratório tem ajudado o país a controlar as principais pragas florestais, como a vespa-da-madeira (praga de pinus), besouro corintiano (erva-mate) e formigas cortadeiras (plantios em geral). As tecnologias geradas e as pesquisas em andamento são fundamentadas no manejo integrado de pragas (MIP), com ênfase no controle biológico, além dos controles químico, cultural e mecânico.

 

Agradecimento - Abelardo Lupion agradeceu a honraria, mas disse que não caberia ali nenhuma homenagem, pois para ele nada é mais importante do que incentivar a pesquisa e reconhecer o trabalho desenvolvido pela unidade. “Agradeço a homenagem, mas acima de qualquer coisa enalteço o trabalho de pesquisa realizado pela Embrapa Florestas. A todos os pesquisadores e funcionários, vocês fazem da Embrapa uma referência mundial em pesquisa com pragas florestais e um grande orgulho para todos nós paranaenses”, deslumbrou o deputado.

 

Excelente trabalho - O parlamentar agradeceu também pelo excelente trabalho realizado pelos pesquisadores da Embrapa na formatação do Código Florestal, que deverá ser votado esta semana na Câmara Federal. “Todas as linhas do Código Florestal têm o conhecimento técnico dos pesquisadores da Embrapa. Não há política no código, há ciência e embasamento técnico de quem domina o assunto. Quem critica o código o faz por desconhecimento de causa, por não ter o respaldo técnico que é preciso ter para tramitar no assunto.  Com muita propriedade a Embrapa alinhou o Código Florestal”, declarou o deputado federal.

 

Dados - Durante a inauguração foram divulgados dados do impacto econômico e social de tecnologias geradas pelo Laboratório e seus parceiros.  (Assessoria de Imprensa do deputado Abelardo Lupion)

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: CCJ aprova emendas a projeto da Adapar

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Após uma discussão que durou quase meia hora, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou na sessão ordinária desta terça-feira (24/04) as emendas de Plenário ao projeto de lei nº 848/11, oriundo da mensagem governamental nº 74/11, dispondo sobre os cargos e carreiras dos servidores na estrutura organizacional da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – Adapar. A disputa se deu em torno do voto em separado apresentado pelo deputado petista Tadeu Veneri, para quem o Legislativo não tem competência para incluir uma nova atividade profissional na grade prevista pelo Executivo. Sua posição foi seguida pelo líder do PMDB, deputado Caíto Quintana, mas prevaleceu a vontade da maioria, que aprovou as emendas e permitiu que a matéria seguisse tramitação.

 

PCHs - Com pedidos de vistas concedidos ainda na sessão desta terça a vários deputados, o projeto de lei nº 154/12, também de autoria do Poder Executivo, autorizando a construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), teve a votação adiada. O Regimento Interno da Casa prevê que o parlamentar retenha o projeto para exame por um período de até três dias, se ele não estiver tramitando em regime de urgência. Como as discussões se estenderam, a CCJ não conseguiu limpar a pauta das proposições do ano passado, conforme pretendia. Algumas ficaram pendentes de votação. (Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa)

ICMS I: Senado aprova projeto que põe fim à guerra dos portos

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O Senado aprovou nesta terça-feira (24/04) o projeto que acaba com a chamada guerra dos portos. Todos os estados terão alíquota única de 4% do ICMS interestadual para produtos importados, a partir de janeiro de 2013. Com isso, estados não poderão dar incentivos fiscais para produtos importados.

 

Detalhes - Poucas horas antes do início do processo de votação o relator da matéria e líder do governo na Casa, Eduardo Braga (PMDB-AM), acertou os últimos detalhes de redação em reunião com o ministro da Fazenda Guido Mantega. Ficou acertado que seriam incluídas duas alterações. A primeira excluiu da regra geral, que reduz a 4% a alíquota interestadual do ICMS nas importações, os produtos que não tenham similar nacional. A segunda excluiu da nova tributação os produtos listados na Lei de Informática, na Lei do Padis e do Polo Industrial de Manaus.

 

Processo Produtivo - Segundo Braga, os produtos desses três regimes industriais especiais seguem o chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que é regulado em lei complementar. A Advocacia-Geral da União (AGU) considerou que seria necessário deixar claro, na Resolução, que eles estavam excepcionalizados, sob pena de haver conflito de legislação. "É para reduzir contestação judicial", disse.

 

Alívio - Já a exclusão dos produtos sem similar nacional vai trazer algum alívio aos Estados que serão negativamente afetados pela aprovação da Resolução 72. É o caso, por exemplo, de Pernambuco, que dá incentivos à importação e teve liberados da nova regra produtos importados que chegam por seus portos, como concentrados de bebidas e lâmpadas de LED.

 

Espírito Santo - Mas o Espírito Santo, um dos Estados mais afetados, não encontrará alívio nessa exceção. "Setenta e cinco por cento de nossas importações são automóveis e esses têm similar nacional", disse o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES). O mesmo acontece com outra "vítima" da Resolução, o Goiás, onde o grosso das importações são automóveis da Hyundai.

 

Efeitos - Ferraço disse que seu Estado já sente os efeitos da redução da importação de carros, em função do aumento do IPI. "Tem empresas desempregando", contou. Ele acredita que, aprovada a Resolução, o Espírito Santo perderá 70% de suas empresas num prazo de 12 meses. "Nosso modelo é mercantil, nós não processamos nada", explicou.

 

Alíquotas - Se o texto da Resolução ficar como pretende o governo, ele vai reduzir a alíquota interestadual do ICMS para produtos importados dos atuais 12% e 7% para 4% a partir do dia 1º de janeiro de 2013. A regra será aplicada mesmo a produtos que, processados no País, tenham conteúdo local inferior a 60%. Esse quociente será calculado com base nas regras do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), até que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estabeleça uma regra própria. As exceções a essa regra ficam por conta dos produtos sem similar nacional, os que têm PPB e o gás natural. (Agência Estado)

ICMS II: Aprovação da resolução 72 é 1º passo para reforma tributária, diz Mantega

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (25/04) que a aprovação da Resolução 72, que acaba com a chamada “guerra dos portos”, é o “primeiro passo da reforma tributária”. O projeto aprovado nesta terça pelo Senado Federal unifica a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações interestaduais de produtos importados. A partir de janeiro, a alíquota será reduzida de 12% para 4%. Dessa forma, os Estados não oferecerão mais incentivos para entrada de bens estrangeiros.

 

Produção nacional - “A aprovação da resolução 72 foi muito boa para o país, porque vamos deixar de estimular importação de produtos e exportar empregos para outros países”, comentou o ministro. “Então, acredito que agora vamos dar mais estímulo à produção nacional”, completou, ao chegar ao Ministério da Fazenda.

 

Suporte - Mantega também reforçou que o governo dará "suporte” para que os Estados mais afetados pela mudança “possam fazer uma transição de corredores de importação para Estados produtores de bens manufaturados”. Segundo ele, isso vai permitir uma “situação melhor no futuro” para essas regiões. O ministro não quis falar sobre a reunião que terá às 11h30 com a presidente Dilma Rousseff, nem sobre possíveis mudanças nas regras de remuneração da poupança. (Valor Econômico)

COMÉRCIO: Proteção à indústria segue até fim da crise, afirma governo

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A onda de protecionismo a setores da indústria brasileira deve se manter enquanto perdurar a crise econômica global, declarou nesta terça-feira (24/04) o diretor do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Paulo Estivallet de Mesquita, ao participar do seminário "Oportunidades nas Relações Comerciais do Brasil Frente à Nova Configuração dos Blocos Econômicos Mundiais", realizado pela Câmara Americana de Comércio Brasil - Estados Unidos (Amcham), em São Paulo.

 

Segurança - De acordo com Mesquita, as medidas são a forma que o Brasil encontrou para dar segurança à sua indústria. No médio e longo prazo, segundo ele, a tendência é que o mercado brasileiro se integre ao mundial e que haja uma liberalização do comércio. "Agora, a gente não pode perder de vista que, no curto prazo, existe uma crise gravíssima nas principais economias mundiais, e isso tem um impacto negativo para o desempenho do comercio exterior brasileiro".

 

Perda de mercado - Algumas das exportações brasileiras perderam mercado, porque a demanda desapareceu em outros países. "Por outro lado, existe uma pressão de concorrência de produtos que estão chegando aqui em condições que não são propriamente de mercado. É por isso que o governo precisa tomar as medidas necessárias para evitar danos irreparáveis a setores que são importantes na economia brasileira", observou o diretor.

 

Livre comércio - Mesquita relatou que, com a crise, houve uma reversão na balança comercial do Brasil. "Os setores que estão sob enorme pressão por causa do câmbio e do desvio de mercadorias de outros países estão pressionando o governo a não abrir nosso mercado. Não existe almoço grátis. Em comércio exterior, a munição que a gente tem para abrir mercado lá fora é abrir o mercado brasileiro".

 

Relutância - Para ele, num momento em que o mercado brasileiro está crescendo muito e os mercados externos não estão crescendo, é compreensível que alguns setores estejam relutantes. "Agora, isso acaba sendo um fator que condiciona nossa atuação no curto prazo", afirmou. "Na área agroindustrial, o Brasil e o Mercosul têm, para os outros países, a mesma importância que a China tem na área industrial. Então, os outros países também estão relutantes conosco por causa da nossa competitividade agrícola".

 

Crítica - Sobre a crítica do embaixador da República da Coreia, que, na abertura do evento, disse que o Brasil deveria deixar que a indústria busque a competitividade por si própria no longo prazo Mesquita disse que, até certo ponto, as palavras do coreano convergem com a visão brasileira. "A ideia é buscar uma economia que seja competitiva e não dependa eternamente de proteção. O que existe é uma situação de curto prazo, que é excepcional."

 

Medidas atenuantes - "Com o problema cambial que, em parte, é gerado por outros países, e problemas de falta de demanda nos Estados Unidos e União Europeia, é melhor buscar medidas de atenuação do que deixar que setores que são potenciais e competitivos no longo prazo desapareçam agora, simplesmente por estarmos presos a um dogma livre cambista", justificou Mesquita.

 

Prioridade - Provocado a responder sobre críticas ao governo de que estaria elegendo setores para serem ajudados, em lugar de fazer uma política industrial horizontal, Mesquita discordou. "A prioridade do governo é ciência e tecnologia. Essa é uma medida horizontal, que beneficiará o País inteiro, e não apenas o setor exportador", afirmou.

 

Política comercial - Mesquita disse também que a política comercial desempenha um papel importante, mas é apenas um dos componentes da política econômica. "Existem vários outros fatores na condução da política econômica que tem tanta ou mais importância que a política comercial, dependendo do contexto".

 

Outras - Existem, segundo Mesquita, outras políticas que são igualmente importantes. "A política tributária e a creditícia, sim, são determinantes para o desenvolvimento futuro da economia brasileira. Agora, a política comercial pode ajudar, gerando oportunidades para que aquelas empresas mais produtivas ganhem mercado". (Agência Estado)

COMMODITIES: Cotação da soja atinge maior valor em três anos em Chicago

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Os preços da soja na bolsa de Chicago (Cbot) atingiram nesta terça-feira (24/04) o maior valor em três anos e meio. Os contratos com vencimento em julho (de segunda posição, normalmente os de maior liquidez) fecharam com ganho de 24 centavos, a US$ 14,65 por bushel. Segundo a Dow Jones Newswires, o rali foi provocado por temor sobre o abastecimento global, motivados pela demanda crescente (sustentada pela China) e a oferta cada vez mais reduzida. Depois da seca, a Argentina sofre agora com baixas temperaturas, o que pode derrubar ainda mais sua colheita, que está em andamento. O país é o maior exportador mundial de óleo e ração à base de soja. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg ficou em R$ 61,75, com uma desvalorização de 0,40%.

 

Milho - Os preços do milho recuaram nesta terça na bolsa de Chicago. Os contratos para entrega em julho (de segunda posição, normalmente os mais negociados) fecharam em queda de 4,50 centavos, cotados a US$ 6,08 por bushel. Nem mesmo o fato de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter reportado vendas de 480 mil toneladas do grão, provavelmente para a China, sustentou os preços da commodity. "A desvalorização de ontem se apoia na expectativa de uma oferta elevada de milho no segundo semestre, já que as previsões indicam safras recordes no Brasil e nos Estados Unidos no ciclo 2012/13", afirma Steve Cachia, analista da Cerealpar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 kg do grão ficou a R$ 24,91, em queda de 1,42%.(Valor Econômico)

TREINO E VISITA: Profissionais das cooperativas vão relatar ocorrências da safra de soja

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Profissionais de assistência técnica das cooperativas agropecuárias do Paraná vão relatar os problemas ocorridos na safra 2011/12 de soja, nesta quarta-feira (25/04), durante a 46ª Reunião do grupo Treino&Visita, na sede da Embrapa Soja, em Londrina, Norte do Estado. Haverá a presença de representantes da C.Vale, Copacol, Coopavel, Coagru, Cocamar, Cocari, Integrada e do analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafiolett. Técnicos da Emater e de empresas privadas também vão participar.

 

Trigo e milho – O encontro prossegue na quinta-feira (26/04) com debates sobre a cultura do trigo e do milho, com pesquisadores dos Centros de Pesquisa da Embrapa Soja e de Milho e Sorgo e do Iapar. O extensionista da Emater, Nelson Harger, vai tratar sobre os prognósticos climáticos para o outono e inverno.

 

Clique aqui e confira a programação completa da 46ª Reunião do Treino&Visita

AGREGAÇÃO DE VALOR: Gigantes das commodities agora brigam no varejo

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Quem vê o movimento dos caminhões que entram e saem da sede da Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina, percebe que os veículos não circulam mais cobertos por lonas genéricas. Pelo contrário: os caminhões estampam as quatro marcas de varejo da companhia: Primê, Sollus, Aniella e Coamo. É um sinal das mudanças que a empresa - conhecida por seu perfil exportador de commodities - está implementando e que resultaram em uma participação recorde do varejo em seu faturamento: 10% da receita de R$ 6 bilhões da Coamo em 2011 vieram do bolso do consumidor brasileiro.

O mercado - A Coamo, que vê na industrialização uma alternativa para tempos de baixa dos grãos, é uma das últimas no segmento a investir pesado para agregar valor à produção dos associados. Cooperativas de proteína animal e laticínios já transformam quase 100% dos insumos que recebem. Um exemplo é a catarinense Aurora, que começou processando suínos e expandiu sua atuação para frango e leite, concorrendo com Nestlé, BRF e Marfrig. "O mercado de carcaças (animal inteiro congelado) praticamente acabou. O consumidor quer opções, e o produto tem de ser fracionado em pequenas quantidades", explica Mário Lanznaster, presidente da Aurora, que tem uma linha de 750 produtos e faturou R$ 3,8 bilhões em 2011.

Estratégia - Para fincar os pés no varejo, a Coamo também segue as pegadas de outras cooperativas: decidiu comer pelas bordas e investir nos supermercados de médio porte fora das principais capitais do Sudeste antes de partir para a briga nas grandes redes. É uma estratégia parecida com a da mineira Itambé, do setor de laticínios, que priorizou o Nordeste, onde disputa a liderança em leite em pó. Com orçamento apertado para investir em marketing, as cooperativas precisam que o boca a boca faça parte do trabalho. "O consumidor está mais exigente. A qualidade é a melhor arma para ganhar mercado", diz Lanznaster, da Aurora, que alterna a vice-liderança em vendas de linguiça e salsicha no País com a Seara, do Marfrig. 

Passo a passo - O investimento da Coamo na industrialização já se traduziu em resultados. Em 2011, as vendas no mercado interno subiram 62% em relação a 2010 (contra 25% da média geral). E as linhas de margarina e óleo de soja da cooperativa estão entre as cinco mais vendidas do País. Ainda assim, José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo há 37 anos, evita o clima de "oba-oba" e hesita em pisar forte demais no acelerador. 

Crescimento gradativo - O executivo prefere crescer aos poucos para evitar maus negócios. Ele tira a lição do passado: a destilaria de álcool erguida no meio do parque fabril da cooperativa virou ruína - culpa da falta de matéria-prima para abastecê-la. "Investimos agora nos produtos que temos. É preciso foco. Incorporamos certa vez uma cooperativa que tinha um supermercado. Para nos livrarmos do estoque, tivemos que vender produtos na porta de nossa sede. Tinha até baby doll."

O funcionamento das empresas - Para minimizar riscos, Gallassini criou um sistema: as novas linhas são criadas e passam por uma fase de testes antes que a Coamo invista pesadamente em sua produção. A cooperativa arrenda uma fábrica terceirizada e só depois, caso a aposta se mostre viável, constrói uma própria. Foi assim com óleo de soja - que inicialmente saía das fábricas da cooperativa Cocamar, de Maringá -, com o café e agora com a farinha de trigo. Dentro de 18 meses, a empresa substituirá o moinho de trigo arrendado, que processa 200 toneladas por dia, por um novo, com capacidade para 500 toneladas, um investimento de R$ 81 milhões.

Aurora - Assim como a Coamo, a Aurora usou uma parceria para entrar no mercado de leite, há cinco anos - a unidade própria só foi inaugurada três anos mais tarde. Agora, vai usar um fracasso do passado para aumentar sua capacidade de processar suínos. A empresa investirá R$ 40 milhões para reabrir uma fábrica em Joaçaba (SC). A unidade, que produzia carcaças congeladas, agora fabricará derivados de suínos para mercados como China, Coreia do Sul e Japão. "Tudo mudou. Hoje é preciso agregar valor para exportar para qualquer mercado", diz Mário Lanznaster. 

Legislação -A cautela das cooperativas é explicada pelas limitações de capital do setor - não são raros os casos de apostas que resultaram no desaparecimento de organizações. Segundo Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), a legislação proíbe que cooperativas recebam investimentos de fundos de private equity ou captem recursos em bolsa de valores - afinal, os agricultores são os cotistas. O setor agora busca alguma mudança de regras que aumente as opções de financiamento. "Mas o nosso entendimento é que os cooperados precisam manter o controle acionário", explica Turra. 

As cooperativas - As cooperativas também têm muito a aprender quando o assunto é marketing, afirma o consultor em varejo Adalberto Viviani. Para ele, as cooperativas que chegaram primeiro às gôndolas, como Frimesa, Itambé e Aurora, levam vantagem. "Elas entendem que é preciso criar uma marca forte", diz o especialista. Para Viviani, é uma lição que "novatas"como a Coamo ainda terão de aprender. A transição da área de commodities para o varejo exige uma mudança de mentalidade: "É preciso que a empresa compreenda que valor e preço são coisas diferentes", diz. (O Estado de São Paulo)

RAMO CRÉDITO I: Sicoob Três Fronteiras inaugura PAC em Medianeira

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Fortalecer o cooperativismo e contribuir para a promoção do desenvolvimento local. É com esse sentimento que o Sistema Sicoob chega à cidade de Medianeira, no Oeste paranaense. A inauguração da primeira agência no município aconteceu no último dia 13 de abril. Participaram da solenidade membros da diretoria e do conselho, colaboradores do Sicoob Três Fronteiras, o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Paraná, Jefferson Nogaroli, o presidente da Caciopar, Kaled Nakka, os presidentes das associações comerciais de Medianeira, Foz do Iguaçu e Cascavel, entre outras autoridades. Após descerramento da faixa inaugural, foi oferecido um coquetel de confraternização para os convidados. (Informe Sicoob Central Paraná)

RAMO CRÉDITO II: Espaço Universitário é inaugurado no PAC Paraná

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Foi inaugurado na última quinta-feira (18/04), nas instalações do Posto de Atendimento Cooperativo (PAC) Paraná (Sicoob Metropolitano), localizado em Maringá (PR), o Espaço Universitário, onde foram disponibilizados tablets e acesso à internet, revistas, jornais, redes sociais, etc. A ideia é que estudantes se identifiquem com a cooperativa e iniciem as suas movimentações financeiras ainda jovens e, após sua formatura, continuem operando com o Sicoob. O objetivo maior é formar a cooperativa do futuro.

 

Presenças - Estavam presentes na solenidade o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita, os diretores do Sicoob Metropolitano, ldeval Luis Cuhoni, Hermenegildo Rubim e Israel Sutil de Oliveira, o diretor administrativo-financeiro do Sicoob Central PR, Aguinaldo Benecioto, a vice reitora da Universidade Estadual de Maringá (UEM),  Neusa Altoé, a professora pedagoga da UEM, Nair Altoé, o coordenador de finanças da Associação Atlética Academia de Engenharia da UEM, Eduardo Silva Marino, os estudante Vitor, Andre, Priscila e Thaise da Empresa Jr. de Consultoria, e o Kenos Gustavo, mestrando. (Informe Sicoob Central Paraná)

CÓDIGO FLORESTAL:Plenário inicia votação nesta terça-feira

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Os deputados começam nesta terça-feira (24/04) a discussão do texto do Senado para o Código Florestal (PL 1876/99). Como há divergências sobre as mudanças feitas pelo relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), a expectativa é que a votação só seja concluída nesta quarta-feira (25/04). A matéria será analisada em sessão extraordinária.O relator não liberou o seu parecer, mas adiantou que vai propor a retirada das regras de recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) em torno dos rios. Os textos aprovados tanto na Câmara quanto no Senado estipulam que, para cursos d’água com até 10 metros de largura, os produtores rurais devem recompor 15 metros de vegetação nativa.

 

Dispositivos - A retirada de outros dois dispositivos do texto do Senado atende aos ruralistas. O primeiro dividia os produtores rurais em categorias para receber incentivos; o segundo impedia o recebimento de crédito agrícola por produtores que não promovessem a regularização ambiental em cinco anos.

 

Mudanças - Ao todo, são 21 mudanças propostas por Piau e algumas delas deverão ser decididas por meio de destaques  para votação em separado, a favor ou contra o parecer do relator, seja para manter o texto da Câmara ou o do Senado. Nesta fase do processo legislativo, o Regimento Interno não permite a criação de novos textos, apenas a montagem da redação final com partes do substitutivo do Senado e da Câmara; ou a aprovação integral de uma das versões. (Agência Câmara)

EXPORTAÇÃO I: Avicultura cresce em ritmo chinês no Paraná

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O mercado avícola paranaense alcança índices de crescimento semelhantes aos registrados na economia da China, uma das que mais se expandem no mundo – perto de 10% ao ano. No ano passado, o setor teve aumento de 4,7% na produção em relação a 2010, de acordo com dados do Sin­­dicato das Indústrias de Pro­­dutos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). O faturamento chegou a US$ 2,05 bilhões – 20% a mais do que no ano anterior. Novos investimentos tentam manter essa velocidade de expansão nos próximos três anos.

 

Maior produtor e exportador - Atualmente, o Paraná é o maior produtor e exportador de carne de ave do país. Em 2011, os centros de produção espalhados pelo interior do estado abateram cerca de 116 milhões de cabeças/mês – 30% da produção brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a média foi de 120 milhões de frangos/mês. A perspectiva de crescimento é “fantástica e viável”, afirma o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins. Ele atribui os resultados à política de investimento do setor. A estimativa é que, somente neste ano, sejam aplicados R$ 250 milhões em novas unidades e ampliação de fábricas.

 

Obras - “Tudo vai depender da evolução das obras que as empresas estão realizando. Quando as plantas estiverem a todo o vapor, o crescimento do setor será no ritmo chinês”, atesta Martins. A expectativa é que as construções sejam finalizadas até 2014. Para este ano, a estimativa é de crescimento de 5% no volume de carne industrializado. O setor emprega 550 mil pessoas.

 

Investimentos - Um dos principais investimentos do último ano foi a construção da indústria avícola BR Frango, em Santo Inácio, no Norte do estado. Inaugurada no início do mês, o complexo está abatendo 60 mil cabeças/dia. A partir de 2013, a capacidade de produção vai saltar para 420 mil aves/dia. A marca investiu cerca de R$ 120 milhões para viabilizar o negócio.

 

Cocari - Produção semelhante terá a indústria de aves da Cocari, em Mandaguari, no Norte do estado. A cooperativa está investindo para viabilizar sua própria unidade. Hoje o serviço é realizado por um parceiro que abate 30 mil aves/dia. “A planta poderá abater 350 mil aves/dia no início de 2013”, ressalta Marcos Trintinalha, vice-presidente da Cocari, que investiu R$ 88 milhões no negócio. “Queremos ser referência no Paraná e no Brasil. Comparada a outras unidades do segmento no estado, a nossa é o que há de mais moderno.” A inauguração está prevista para final de agosto e, na primeira etapa, a produção será de 100 mil aves/dia.

 

GTFoods - O Grupo GTFoods, criado no final do ano passado pela avícola Frangos Canção, está investindo R$ 15 milhões na construção de uma nova câmara automática de armazenamento e nova sala de cortes na unidade de Maringá. Outra fábrica que vai receber investimento, R$ 5 milhões, é a de Terra Boa. Para garan­­tir a matéria-prima, o GTFoods também vai investir nas unidades de granja matriz de ovos e granja matriz de recria. Atualmente, o grupo, que administra os ativos Frangos Canção, Gold Frango, Mister Frango e Bel­­laves, abate 400 mil aves/dia. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

EXPORTAÇÃO II: União Europeia e Oriente Médio são as bolas da vez

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A exportação de frango nos próximos anos deve influenciar de forma direta a balança comercial do Paraná. Isso porque parte significativa da produção dos frigoríficos tem como destino final o mercado externo, principalmente países da União Europeia e do Oriente Médio. Hoje, cerca de 30% da produção paranaense são exportados – mais de 1 bilhão de quilos.

 

Exigências - Para atingir esse objetivo sem embargos sanitários, as novas plantas estão sendo preparadas para atender às exigências da comunidade internacional, principalmente nos quesitos infraestrutura, limpeza e processos. Em Maringá, a futura indústria da cooperativa Cocari está providenciando uma área de descanso coberta para os funcionários, exigência do mercado europeu. A área faz a ligação entre os prédios de apoio da unidade. “Outras unidades industriais de aves terão que adaptar-se a essas normas. A Cocari já começa completamente adequada”, diz Marcos Trintinalha, vice-presidente da Cocari.

 

Vendas - As vendas externas de carne de frango do Paraná somaram US$ 2,048 bilhões em 2011, aumento de 20,86% em relação a 2010 - US$ 1,695 bilhão – de acordo com números do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). O resultado foi recorde para o estado.

 

Mercado interno - Por outro lado, o mercado interno continua tendo grande importância para o escoamento da produção brasileira. O crescimento do consumo foi de 7,5% no ano passado, conforme a União Brasileira de Avicultura (Ubabef), chegando a 47,4 quilos per capita. O brasileiro já consome mais frango que o cidadão norte-americano (44,4 quilos/ano). Além dos estados do sul, os do Centro-Oeste e do Centro-Norte também investem no setor. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

CARNE ESPECIAL: Gado angus da CooperAliança terá certificação de qualidade

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O Paraná é o quinto estado a integrar o programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus. A carne que chegava aos supermercados com o selo CooperAliança – produzida pela Cooperativa de Carnes Nobres do Vale do Jordão, de Guarapuava – terá a certificação angus de qualidade, após três anos de negociações. Além do Paraná, os estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás integram o programa, que envolve 14 frigoríficos. A CooperAliança abate cerca de 500 animais angus por mês (metade do total de abates) e quer triplicar esse volume. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

SOJA: Estimativa de queda histórica para preço do grão no exterior

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Um dos produtos com maior peso na pauta de exportação do Brasil, a soja pode sofrer uma retração "histórica" de preços internacionais nos próximos meses. Pelo menos é o que prevê o presidente da Hackett Financial Advisors, Shawn Hackett, em relatório divulgado nesta segunda-feira (23/04) a seus clientes. "Os produtores deveriam aproveitar os preços atuais e vender da forma mais agressiva possível. Estamos próximos das [cotações] máximas para o resto do ano e, possivelmente, para os próximos vários anos". Hackett enumera as razões que o levam a apostar na queda. Segundo ele, a safra sul-americana, que foi duramente castigada pela estiagem em 2011/12, é "provavelmente maior" do que se imagina e deverá ser revisada para cima.

 

Atrativos - Além disso, Hackett avalia que os preços atuais da commodity tornaram-se "muito atrativos" e devem convencer os agricultores dos EUA a plantar entre 800 mil e 1,2 milhão de hectares a mais do que o esperado em 2012/13, "o que deve garantir um aumento expressivo nos estoques de passagem para 2013".

 

Recorde de contratos futuros - O analista afirma, ainda, que os fundos especulativos detêm um volume recorde de contratos futuros de soja na bolsa de Chicago, "de fato, mais de 35% da produção esperada para os EUA". "Os fundos raramente mantêm uma posição por mais de três meses, e cada um desses contratos será 'devolvido' ao mercado quando chegar a colheita. Duvido que o mercado vai aceitar 35 milhões de toneladas de soja a US$ 14 por bushel", afirma.

 

Câmbio - Hackett chama a atenção, finalmente, para os efeitos do câmbio no Brasil. Para ele, a alta do dólar frente ao real (que infla os preços domésticos da commodity) abre caminho para que as cotações internacionais caiam e, mesmo assim, mantenham-se atraentes para estimular o plantio necessário no país. "[Um preço entre] US$ 8 e US$ 10 por bushel pode resolver o problema", afirma. Por fim, ele afirma que as margens de esmagamento de soja na Ásia estão "terríveis" e devem frustrar as elevadas expectativas de exportação dos Estados Unidos para a China.

 

Queda - Depois de atingir o patamar mais elevados em sete meses na semana passada, os futuros da soja fecharam a segunda-feira  em queda em Chicago. Os contratos para julho caíram 8,50 centavos de dólar, para US$ 14,41 por bushel, devolvendo parte dos ganhos registrados na sexta-feira. Os preços da soja já subiram 19,3% em 2012.

 

Tendência sazonal - Vinícius Ito, analista da Jefferies Bache, afirma que há uma tendência sazonal de queda das cotações a partir de julho, quando o cenário para a safra americana fica mais evidente. Mas ele pondera que ainda é cedo para fazer previsões sobre a extensão do movimento.

 

Pico de precificação - "A intensidade da queda depende de onde o mercado vai estabelecer o pico de precificação, e isso não está claro. Por enquanto, o plantio segue com clima favorável nos Estados Unidos. Se houver algum problema, é possível que o mercado tenha fôlego para subir mais ainda", diz o analista. De acordo com ele, os fundamentos do mercado indicam que a soja pode atingir até US$ 15 por bushel. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA: Superintendente dos portos apresenta programa de expansão

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O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, apresentou nesta segunda-feira (23/04) o Plano de Trabalho e Programa de Expansão dos Portos de Paranaguá e Antonina em audiência na Assembleia Legislativa do Paraná. Ele também falou das novas diretrizes da administração.

 

Novo cronograma - O superintendente afirmou que está trabalhando para estabelecer um novo cronograma de atividades com vistas à modernização e expansão das atividades portuárias. Entre as medidas previstas está o repotenciamento da capacidade do corredor de exportação, com a modernização dos ship loaders e ampliação da armazenagem de granéis.

 

Apresentação - Dividino abriu a apresentação falando sobre o cenário da bacia de Paranaguá e sobre as necessidades prementes para a manutenção das atividades portuárias em curso, bem como do Programa de Expansão para os próximos 20 anos. O porto já deu início à recuperação das defensas que protegem o cais na atracação e desatracação de navios.

 

Missão - Dividino disse que recebeu do governador Beto Richa e do secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, a missão de transformar ideias em realizações. “Não bastam boas ideias, precisamos transformá-las em projetos, buscar a aprovação da comunidade, licenças ambientais, estabelecer a engenharia financeira do empreendimento. Só assim se transformam em realizações”, disse.

 

Antonina – Os deputados estaduais puderam fazer perguntas, questionar o Programa de Expansão, e tirar dúvidas em relação ao futuro dos portos paranaenses. Alguns parlamentares pediram explicações sobre a inclusão do Porto de Antonina no programa de dragagem que será iniciado nos próximos meses. Dividino esclareceu que pela primeira vez de Antonina será contemplado no processo de dragagem e vai retomar a profundidade de 8,5 metros, fato que não ocorre há mais de uma década. “Conheço de perto os problemas de Antonina e temos uma preocupação especial com a cidade. O porto bateu recordes de movimentação no ano passado e, a partir da nova dragagem, vamos viabilizar ainda mais as operações naquele terminal”, disse.

 

Dragagem - Questionado sobre a contratação de um serviço de dragagem, em vez da compra de uma draga, o superintendente explicou que nos custos de uma campanha de dragagem, o valor da draga corresponde a apenas 22% do total da obra. “Além do custo do equipamento, tem que se levar em conta os custos com revisões, pessoal para operar, docagem. Comprar uma draga não é rentável em nenhum cenário, mesmo se vendesse serviços de dragagem para outros portos”, disse.

 

Ações administrativas - O superintendente também prestou esclarecimentos sobre ações administrativas que estão em curso para resolver e reduzir as pendências trabalhistas; para aumentar a eficácia e a profissionalização dos quadros do porto; sobre projetos para garantir a eficiência da operação dos equipamentos portuários; modernização de equipamentos; projetos para reduzir a geração de resíduos; negociação com o governo federal para captação de recursos, entre outras questões.

 

Brasília – Após apresentar os esclarecimentos aos parlamentares, Dividino informou que a Appa apresentará o Plano de Trabalho na Secretaria de Portos (SEP) e na Agência de Transportes Aquaviários (ANTAQ), órgãos que estabelecem a política e a fiscalização do segmento portuário brasileiro. “Precisamos estar sintonizados com as diversas esferas governamentais com o propósito final de atender às demandas do comércio exterior, da indústria, do agronegócio, enfim, de todos aqueles que precisam de um porto moderno, ágil e com baixos custos operacionais”, disse. (AEN)