Notícias representação
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A indústria revisou para cima sua estimativa para as receitas com exportações de carne bovina do Brasil em 2011, para 5,3 bilhões de dólares, um valor que se aproxima do recorde de 5,4 bilhões de dólares registrado em 2008, por conta dos preços mais altos registrados neste ano, informou a Abiec nessa terça-feira (08/11). Inicialmente, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) previa receita de 5 bilhões de dólares neste ano. Em 2010, as vendas externas totalizaram 4,8 bilhões de dólares.
Câmbio - Contudo, a taxa de câmbio em boa parte do ano deixou o produto brasileiro menos competitivo, pressionando o volume dos embarques, que são estimados pela Abiec em cerca de 1 milhão de toneladas em 2011, contra 1,23 milhão de toneladas do ano passado. O pico nos embarques de carne bovina foi registrado em 2007, quando o volume exportado atingiu 1,6 milhão de toneladas. "O faturamento cresceu, mas o Brasil perdeu competitividade, e este vácuo está sendo coberto pelos EUA, que está acessando mercados em que antes não estava", disse à Reuters Fernando Sampaio, diretor-executivo da Abiec.
Real - A perda de competitividade brasileira é efeito principalmente do real valorizado no primeiro semestre, que deixava mais caro o produto brasileiro. Os Estados Unidos, por outro lado, ficaram mais competitivos em boa parte do ano pelo dólar mais fraco. Para Sampaio, os EUA também se beneficiaram de uma oferta maior de animais para abate, por conta de uma seca.
Exportações - O levantamento da Abiec mostra que as exportações de carne bovina entre janeiro e outubro deste ano somaram 913,7 mil toneladas, queda de 15 por cento ante igual período do ano passado. Os dados da Abiec incluem as vendas de carne in natura, industrializada e miúdos. As exportações renderam 4,46 bilhões de dólares até outubro, incremento de 8,2 por cento sobre igual período do ano passado, reflexo da alta dos preços.
Preço médio - O levantamento da Abiec mostra que o preço médio da tonelada exportada subiu para 4.883 dólares, de janeiro a outubro, contra 3.831 dólares em igual período do ano passado. A Rússia segue como principal mercado em receita e volume, apesar do embargo parcial imposto às carnes brasileiras desde 15 de junho. "O embargo não afetou tanto como poderia se supor. Tem frigorífico suficiente para atender à demanda russa", afirmou o executivo. Ele ponderou que houve uma queda em volume para o mercado russo, mas que segue a tendência geral, por conta dos preços elevados.
União Europeia e Chile - Segundo Sampaio, dois mercados merecem destaque neste período, a União Europeia que recebeu volumes maiores em agosto e setembro, por conta da maior oferta dos bois confinados, normalmente dentro do sistema de rastreabilidade. Outro país que reforçou as compras neste segundo semestre é o Chile. O país, que havia embargado as compras do Brasil em 2005 por conta da aftosa, reabriu seu mercado em 2009. Neste período, o Chile recorreu ao Paraguai para atender sua oferta, mas desde a reabertura ao Brasil suas compras vêm crescendo gradativamente. Agora, a situação se inverteu, o caso de aftosa no Paraguai fez os chilenos buscarem a carne brasileira. (Reuters / Agrolink)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A esperança de exportadores agrícolas em limitar o impacto dos crescentes subsídios agrícolas que a Rússia continuará fornecendo a seus produtores está em uma regra que o Brasil conseguiu incluir no acordo para a entrada de Moscou na Organização Mundial do Comércio. A regra estabelece que os subsídios não podem ser concentrados em alguns poucos produtos. Ou seja, haverá limite de ajuda por produto especifico, de forma que a Rússia não poderá focar os recursos apenas no aumento de sua produção de carnes, por exemplo.
Possibilidade - Na cena comercial, em Genebra, a avaliação é de que os russos vão entrar na OMC com a bizarra possibilidade de aumentar os subsídios por uma razão simples: os Estados Unidos, a maior potência e grande exportador agrícola do mundo, não fez pressão nesse ponto sobre Moscou. Os russos dão US$ 5 bilhões de subsídios agrícolas que podem distorcer o comércio, e poderão amplia-los para US$ 9 trilhões em 2012-2013, até baixa-los gradualmente para US$ 4 4,4 bilhões em 2018.
Cotas de carnes - Sobre as cotas de carnes, negociadores acreditam que os exportadores em geral estão contentes, mesmo sem prazos para a Rússia transformar os limites quantitativos a importação em tarifas, um antigo pleito brasileiro. A avaliação é que as condições do comércio brasileiro mudaram bastante com a forte apreciação do real, e os produtores brasileiros não têm o preço tão baixo como antes do inicio das negociações. Assim, pelo menos fica assegurado o acesso via cotas, comparado a dúvida sobre a competitividade no caso de tarifa de importação mais alta no mercado russo. Só para os suínos a cota anual de 400 mil toneladas, sem tarifa, será eliminada em dezembro de 2019. A partir daí, Moscou aplicará alíquota de 25%. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A partir da próxima sexta-feira (11/11), Cascavel será a sede da 32.ª edição da Expovel. O evento, que ocorre durante dez dias no parque de exposição do município, tem na programação nove leilões, cinco julgamentos, quatro rodeios e cinco shows musicais, além de encontros técnicos. Nesses encontros, serão discutidos a produção de leite e a integração da lavoura-pecuária, atividades que têm se destacado na região. Os 200 mil visitantes, segundo expectativa da organização, poderão visitar os 300 estandes, incluindo setores da indústria e prestação de serviço. Informações: www.expovel.com.br. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A presidente Dilma Rousseff sancionará, na quinta-feira (10/11) pela manhã, em cerimônia no Palácio do Planalto, a lei que altera em até 50% as faixas do Simples Nacional, também conhecido como Supersimples. Para se enquadrar no regime tributário diferenciado do Simples, as micro e pequenas empresas podem ter faturamento anual de até R$ 360 mil – o limite anterior era de R$ 240 mil. Para as de pequeno porte o faturamento máximo passou de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões. O limite para os empreendedores individuais também foi ampliado, de R$ 36 mil para R$ 60 mil anuais. A nova lei prevê, ainda, que os exportadores poderão faturar até o dobro se essa receita corresponder a vendas para outros países.O projeto de lei complementar que alterou o Supersimples, aprovado pelo Senado no início de outubro, determina que as novas tabelas de enquadramento devem valer a partir de 1º de janeiro de 2012. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O início de 2012 pode ser mais animador para a indústria do que foram os últimos meses. Após uma safra de indicadores desalentadora para o setor, economistas começam a projetar uma retomada para a atividade no próximo ano, ainda que moderada. “Trabalhamos com um quadro um pouco mais otimista para 2012, quando a indústria deve ter recuperação”, afirmou Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria.
Capacidade instalada - Como evidência de um cenário menos preocupante do que o atual, Bacciotti aponta a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que caiu entre agosto e setembro, de 82,2% para 81,6%, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o economista, esse recuo é causado pelo desaquecimento da atividade, mas em certa medida é também devido à maturação de investimentos realizados na ampliação da capacidade, o que prepara a indústria para um eventual aumento de produção no futuro.
Pouco previsível - José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, espera crescimento da indústria em torno de 3% em 2012, mas ressalta que a base de comparação será baixa – avanço inferior a 2% da produção em 2011 – e que o cenário continua pouco previsível. “No ano que vem, [o comportamento] vai depender do andar na Europa, que é absolutamente incerto. Se a crise afetar o câmbio, e segurá-lo acima de R$ 1,75, pode ajudar um pouco, paradoxalmente, porque protege a indústria das importações e permite alguma exportação com câmbio mais favorável”, comentou. Por outro lado, uma recessão mais profunda no continente teria como efeito queda nas exportações. “Trabalhamos com situação em que o câmbio não explode e a Europa não acaba, então a indústria deve crescer em relação a este ano”, disse.
Ritmo das vendas - Thiago Carlos, economista da Link Investimentos, projeta crescimento nulo da produção industrial em outubro, mas modesta recuperação já entre novembro e dezembro. Para o próximo ano, no entanto, avalia que os empresários do setor irão observar primeiro o ritmo de vendas no fim de ano para então planejar a produção no início de 2012. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Dois mil representantes das cooperativas de todo o Estado são esperados em Curitiba, no dia 02 de dezembro, para comemorar as conquistas obtidas ao longo de 2011, no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses. A programação contempla um painel com autoridades, coordenado pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, e que terá a presença do governador Beto Richa, ministros, senadores, deputados federais e estaduais, presidentes de entidades representativas e diretores da organização.
Palestras - Também serão apresentadas duas palestras: “Acelerando resultados para conquistar a liderança”, ministrada pelo consultor técnico da Ferrari, Clovis Tavares de Melo Filho, e “A música venceu”, com o maestro João Carlos Martins. No Encontro, haverá ainda a apresentação de talentos culturais do cooperativismo paranaense e homenagens.
Clique aqui e confira a programação completa do Encontro Estadual dos Cooperativistas Paranaenses
Agentes vão avaliar atividades e planejar ações para 2012
Reunir os agentes de Desenvolvimento Humano (DH), de Cooperativismo e de Autogestão (DA), com o propósito de avaliar os resultados do ano e planejar as ações para 2012, buscando a melhoria contínua e a integração entre as áreas de DH e DA no Sescoop/PR e nas cooperativas. É com essa finalidade que será realizado, nos dias 17 e 18 de novembro, o Encontro Estadual dos Agentes de DA e DH, no Hotel Estância Betânia, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O evento deverá reunir 70 participantes.
Programação – A palestra de abertura será ministrada pelo doutor em Comunicação, Dado Schneider, que vai falar sobre relacionamento entre diferentes gerações dentro de uma organização. Uma equipe da consultoria empresarial El-Kouba vai realizar atividades de integração vivencial. Haverá ainda uma apresentação da cantora paranaense Maria Eliane Bastos, seguida da entrega do Prêmio Cooperjovem de Redação.
Informações - Mais informações com a analista de Desenvolvimento Humano, Fabianne Ratzke, (41 3200-1126 /
Clique aqui e confira a programação completa do Encontro Estadual dos Agentes de DH e DA
- Artigos em destaque na home: Nenhum
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Reunir os agentes de Desenvolvimento Humano (DH), de Cooperativismo e de Autogestão (DA), com o propósito de avaliar os resultados do ano e planejar as ações para 2012, buscando a melhoria contínua e a integração entre as áreas de DH e DA no Sescoop/PR e nas cooperativas. É com essa finalidade que será realizado, nos dias 17 e 18 de novembro, o Encontro Estadual dos Agentes de DA e DH, no Hotel Estância Betânia, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O evento deverá reunir 70 participantes.
Programação – A palestra de abertura será ministrada pelo doutor em Comunicação, Dado Schneider, que vai falar sobre relacionamento entre diferentes gerações dentro de uma organização. Uma equipe da consultoria empresarial El-Kouba vai realizar atividades de integração vivencial. Haverá ainda uma apresentação da cantora paranaense Maria Eliane Bastos, seguida da entrega do Prêmio Cooperjovem de Redação.
Informações - Mais informações com a analista de Desenvolvimento Humano, Fabianne Ratzke, (41 3200-1126 /
Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ) ou com a assistente de treinamento Stella S.Tonatto, (41 3200-1129 /Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).
Clique aqui e confira a programação completa do Encontro Estadual dos Agentes de DH e DA
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Retratar o mercado de atuação do cooperativismo de crédito no atendimento a pequenos empresários e empreendedores. Com esse objetivo, o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) começou nesta segunda-feira (07/11) uma pesquisa com as cooperativas que atuam no segmento. A iniciativa tem o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e, segundo Sílvio Giusti, gerente de ramo de crédito da OCB, favorecerá a definição de estratégias para desenvolvimento do setor, com ações conjuntas entre o Sebrae e o sistema cooperativista.
Mapeamento - “Assim, conseguiremos mapear a forma de atuação das cooperativas de crédito no que se refere ao atendimento e relacionamento com as micro e pequenas empresas. Nossa intenção é fomentar essa relação e oferecer produtos e serviços cada vez mais personalizados, respondendo às necessidades do público. Com isso, elevaremos, por consequência, a eficiência e a eficácia econômica e social das cooperativas”, avalia Giusti.
Questionário - As cooperativas têm de responder a um questionário com 36 perguntas sobre o perfil de cada organização e dos seus cooperados. Nessa relação, estão questionamentos sobre os produtos e serviços financeiros oferecidos ao quadro social, como o tipo de crédito mais acessado pelos associados e as taxas de juros aplicadas. Também farão parte da amostra o sistema de atendimento, a origem e o destino dos recursos. O resultado da pesquisa deve sair em dezembro deste ano. (Informe OCB)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
- Artigos em destaque na home: Nenhum
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O Centro Nacional de Pesquisa em Soja da Embrapa promove, nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro, em Londrina, um treinamento que visa identificar a campo os principais insetos-praga que atacam a cultura da soja, os danos causados e o momento adequado de proceder o controle, além de abordar estratégicas de manejo para evitar o surgimento de resistência das pragas ao controle químico. A capacitação terá oito horas e as vagas são limitadas. As inscrições podem ser efetuadas gratuitamente até o dia 22 de novembro ou até quando as vagas forem completadas, pelo telefone (43) 3371- 6068. Clique aqui e confira a programação completa do treinamento da Embrapa Soja.
- Artigos em destaque na home: Nenhum
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Em Goiás, o milho tem atraído cada vez mais atenção pela promessa de alta rentabilidade. Além de um faturamento maior que o da soja, o setor espera que a produtividade seja de 200 sacas (de 60 quilos) por hectare, contra cerca de 60 esperadas para a soja. Dados da cooperativa Comigo, de Rio Verde, mostram que o desembolso para a implantação do milho subiu 26% no ano e chega a R$ 2.050 por hectare. Já a soja exige investimento de R$ 1.204 por hectare, até 30% mais que no ano passado. Os valores foram calculados com base nos preços dos insumos em setembro. Com preço médio de venda estimado em R$ 42 por saca, a soja promete lucro de R$ 1,3 mil por hectare. A expectativa para o cereal, por sua vez, é de R$ 2,1 mil por hectare, considerando preço médio de R$ 21 por saca. “Desde o ano passado, venho ganhando mais dinheiro com o milho do que com a soja”, confirma Hugo Rodrigues, produtor do município. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O apoio das Forças Armadas às atividades de fiscalização nas fronteiras internacionais dos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul prosseguirá por mais 30 dias. O pedido do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Carlos Vaz, que responde interinamente pela pasta, foi aceito pelo ministro de Defesa, Celso Amorim. Para esta segunda fase, o efetivo militar a ser empregado deverá ser reduzido, pois a necessidade de apoio ficará restrita às barreiras volantes, conforme programa acertado pelas assessorias técnicas dos dois ministérios.
Aviso ministerial - A prorrogação do reforço já estava prevista nos avisos ministeriais assinados pelo ministro Mendes Ribeiro Filho nos dias 27 e 29 de setembro. Desde então, o Ministério da Defesa vem oferecendo apoio de logística, inteligência, comando e controle – inclusive com equipamentos de videoconferência localizados nos quartéis em municípios de fronteira – para que o corpo técnico do Ministério da Agricultura, em Brasília, mantenha contato direto com as equipes de campo da região.
Continuidade - O objetivo do acordo é dar continuidade às atividades de vigilância e prevenção que vêm sendo realizadas para evitar a introdução do vírus de febre aftosa no Brasil. Entre elas estão a proibição da importação de animais suscetíveis e produtos que representem risco; intensificação da fiscalização de trânsito de animais, produtos e sub-produtos na fronteira; aumento da vigilância em propriedades identificadas como de maior risco e análise e investigação epidemiológica da movimentação animal na região de fronteira.
Investimento - Desde a notificação do foco da doença no Paraguai, no dia 19 de setembro, o Ministério da Agricultura já investiu R$ 3,8 milhões na operação militar instalada em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Outros R$ 450 mil foram gastos com diárias de fiscais federais agropecuários, técnicos e policiais militares envolvidos nas atividades nos quatro estados, além dos recursos aplicados pelos governos estaduais na incrementação das medidas de fiscalização na fronteira internacional. (Mapa)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
A Rússia poderá entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC) no fim do ano com capacidade para aumentar os subsídios que concede ao setor agrícola. E sem compromisso para acabar com restrições ao acesso de exportações de carnes bovina e de frango. Os compromissos finais da Rússia sobre o acesso a seu mercado começaram a circular na OMC na véspera das negociações finais para que o país seja aceito como sócio da entidade.
Distorção do comércio - Em janeiro, os russos disseram que concediam US$ 5 bilhões de subsídios agrícolas que podem distorcer o comércio. E vão se tornar membros da OMC com capacidade para ampliar a US$ 9 bilhões os subsídios em 2012-2013, até baixá-los gradualmente para US$ 4,4 bilhões em 2018.
Sistema de cotas - Além disso, a Rússia conseguiu só parcialmente um prazo de transição para passar de um sistema de cotas, que limita as importações, a outro sistema apenas de tarifa de importação. É o caso para a carne suína, favorecendo o Brasil. Negociadores agrícolas se dizem satisfeitos com o resultado.
Dúvidas - A expectativa na OMC é de que nesta terça e quarta-feira (08 e 09/11)será possível tirar as últimas dúvidas sobre as condições de acesso de carne bovina de alta qualidade para o mercado russo. Somente Argentina, EUA e Canadá têm acordos com definição sobre esse tipo de carne, feitos em 2005. Outros países querem assegurar que o limite do preço desse tipo de carne, de US$ 8 mil por tonelada, sirva também para eles. E quando o preço baixar, que seus exportadores também sejam beneficiados.
Pacote final - No pacote final, a Rússia concorda em autorizar a importação de 530 mil toneladas de carne bovina originária de todos os países membros da OMC por ano, e mais 40 mil toneladas de importação de cortes frescos ou resfriados (fresh or chilled). Nos dois casos, a tarifa de importação será de 15%. No caso da cota de carne congelada, 60 mil toneladas serão reservadas para os produtores dos EUA, 60 mil para a União Europeia e 3 mil para a Costa Rica. Na cota de carne bovina fresca ou resfriada, 29 mil toneladas foram reservadas para os europeus venderem aos mercado russo.
Brasil - Para o Brasil, a venda é pela "cota para outros". E a expectativa de ganhos pode vir também com o compromisso de que, se americanos e europeus não preencherem suas cotas específicas, outros exportadores podem vender a parte não utilizada. Para a carne de frango, a Rússia fixou cota de importação de 250 mil toneladas para o produto congelado e com osso e de 100 mil para o frango desossado, com alíquota de 25%. A maior parte da cota para frango desossado, de 80 mil toneladas, foi reservada para os produtores da UE. Também foi aberta cota para importação de peru (14 mil toneladas), com tarifa de 25%. Para a carne suína, a cota anual será de 400 mil toneladas, sem tarifa. A Rússia concordou em eliminar o limite quantitativo a importação a partir de janeiro de 2020. A partir daí vai aplicar alíquota de 25% sobre a entrada do suíno estrangeiro. Já caso das carnes bovina e de frango, se Moscou decidir pela eliminação das cotas algum dia, a tarifa passa para 27,5% para carne bovina e 37,5% para frango. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
Preocupada com a crescente competição da Ásia e dos países desenvolvidos em um mercado no qual o Brasil vem ganhando importância, a presidente Dilma Rousseff decidiu que a África terá uma estratégia especial do governo para exportação de mercadorias e serviços. Técnicos já estudam criar novos mecanismos de garantia de financiamentos, um dos maiores obstáculos ao aumento de negócios com o continente, e, a pedido de Dilma, será criado um "grupo África", para associar vendas e investimentos a programas de desenvolvimento local.
Perda de terreno - "Se ficarmos com uma atitude passiva em relação à África, vamos perder terreno lá, e temos é de ganhar terreno", disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Ele decidiu comandar a missão da Agência de Promoção de Exportações (Apex) que, na próxima semana, levará empresários brasileiros a Angola, Moçambique e África do Sul, para discutir investimentos e perspectivas de comércio com os governos e setor privado desses países.
Reunião - Nos próximos dias, ele fará a primeira reunião do "grupo África", com pelo menos cinco ministérios, especialistas e executivos, para discutir as diretrizes da presidente. Há duas semanas, quando se reuniu com dirigentes da Vale e das principais construtoras do país, em Moçambique, Dilma disse que o governo continuará apoiando a atuação privada na África, mas quer um projeto geral para o país, no qual esses negócios se enquadrariam e trariam, explicitados, os benefícios sociais que levarão ao país. Como será esse projeto é um dos temas do "grupo África".
Crescimento - O comércio com a África cresceu de forma continuada de 2003 até 2008. Depois de queda de 15% em 2009, devido à crise mundial, as exportações brasileiras têm se recuperado rapidamente. No ano passado, quando atingiram US$ 9,3 bilhões, já eram quase três vezes o valor registrado em 2002.
Financiamentos BNDES - Os financiamentos do BNDES, que também impulsionam as vendas de serviços (especialmente os de engenharia) ao exterior, não seguiram o mesmo ritmo: após chegar ao recorde de US$ 766 milhões em 2009 - 36% dos desembolsos do banco para esses financiamentos - o valor caiu para menos de 8% do total (US$ 200 milhões). Neste ano, até outubro, houve ligeira recuperação, para quase 10% dos desembolsos totais. O gerente de comércio exterior do departamento do BNDES voltado à exportação de serviços de engenharia, Fabrício Catermol, atribui essas variações aos ciclos de demanda por recursos. "Nesse tipo de produto, o efeito da crise é menor."
Legado - No encontro com os empresários, Dilma cobrou das empresas a inclusão, em todos os projetos, de iniciativas para deixar "um legado" aos africanos, sob a forma de transferência de tecnologia, treinamento de mão de obra ou programas sociais. A presidente acredita que essas medidas, já incorporadas em alguns dos projetos de empresas brasileiras na região e em programas de cooperação, como o realizado pela Embrapa e Senac, diferenciam o Brasil de outros países, especialmente da China, igualmente ativos no continente.
Estratégias diferentes - O Brasil tem estratégias diferentes de acordo com a região da África, explica o coordenador de inteligência comercial e competitiva da Apex, Marcos Lélis. Ao norte, onde os mercados para manufaturados são solidamente ocupados por empresas europeias, o governo tem incentivado a exportação de bens primários, especialmente alimentos: carnes, açúcar e café, entre outros. "Temos mais chance de vender mais produtos com maior valor agregado no sul da África, porque temos mais investimento direto lá", avalia Lélis.
Missão comercial abortada - A instabilidade no norte da África, com a revolta popular que derrubou governos na região, fez abortar uma missão comercial que estava prevista neste ano, e passaria pelo Egito e Nigéria.
Alvo principal - As perspectivas de investimentos em alta nos países ao sul do continente fazem da África Subsaariana o alvo principal do Brasil no próximo ano. Em Angola, país onde o Brasil está presente desde os anos 80, a Apex identificou pelo menos 36 produtos com mercado "a consolidar", nos quais o Brasil já tem participação expressiva, de até 30%. São máquinas de diversos tipos, matérias-primas como madeira, têxteis e calçados especiais, para segurança e obras, veículos e outros produtos, na maioria associados à demanda criada por empresas brasileiras em contratos de infraestrutura no país.
Construção civil - A atuação das grandes empresas de construção civil é uma das alavancas para a venda de mercadorias brasileiras. "Nosso mercado para bens industrializados é principalmente América Latina e África. Com um projeto de abastecimento nessas regiões, vendemos canos, tratores, botas para os operários, por exemplo", disse o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior, Emílio Garófalo.
Garantias - Ele revelou que o governo estuda fazer com países africanos, como Gana, mecanismos de garantia de exportações baseados nas vendas de matérias-primas exportadas por esses países, como já ocorre com Angola, com quem o Brasil mantém uma espécie de conta-petróleo, em que a commodity dá segurança de pagamento pelas mercadorias e serviços que importa.
Petróleo - "Talvez o começo de produção de petróleo em Gana permita recursos para alavancar a infraestrutura lá", concorda o chefe do departamento de relações institucionais na área de comércio exterior do BNDES, Carlos Frederico Braga e Souza. Segundo o executivo, há perspectivas, em discussão no Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig), de venda de maquinaria agrícola e equipamentos ligados ao programa de estímulo à produção de alimentos, que tem apoio da Embrapa. Na reunião do Cofig, em outubro, segundo um executivo do setor privado, discutiu-se um pedido do governo de Gana para criação de uma linha de crédito vinculada às vendas de petróleo. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
As exportações brasileiras à África recuperaram-se da queda sofrida em 2008 e devem ultrapassar, neste ano, o recorde atingido em 2010, de US$ 10,2 bilhões. De janeiro a outubro, as vendas do país ao continente chegaram a US$ 9,9 bilhões, um terço acima do resultado no mesmo período do ano passado. Parte desse resultado pode ser atribuído à atuação das empresas brasileiras de construção civil e exploração de recursos naturais que, financiadas com recursos do BNDES e do Banco do Brasil, compram insumos de fornecedores brasileiros.
Odebrecht - "Por volta de 1,6 mil empresas foram para o exterior por meio das operações da Odebrecht ", disse o vice-presidente da empresa para América Latina e Angola, Luis Antônio Mameri. Para ele, a precariedade logística é um dos principais obstáculos enfrentados pelas empresas nos negócios com a África, que, mesmo assim, vêm crescendo. A Odebrecht, com 14,5 mil pessoas em suas operações na África, que representou 4% do faturamento bruto da empresa em 2010 (12% da área de engenharia e construção) tem seu mercado internacional mais antigo em Angola, também o país africano com história mais longa de relações com o Brasil, mais de 30 anos.
Alta do petróleo - Apesar do crescimento, o comércio brasileiro com a África é também cada vez mais deficitário, principalmente por causa da alta dos preços de petróleo, que representa 60% das importações brasileiras daquele continente. Entre janeiro e outubro, o Brasil comprou US$ 2,9 bilhões a mais do que vendeu aos africanos, bem mais que os US$ 2,1 bilhões do mesmo período no ano passado.
Logística - As dificuldades de logística, obtenção de garantias e barreiras linguísticas (além da oscilação no preço das commodities) são, segundo estudo ainda inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Banco Mundial, alguns dos motivos pelos quais o comércio entre o Brasil e o continente estar ainda abaixo de 10% do comércio exterior entre o Brasil e o mundo, apesar de ter quase dobrado entre 2004 e 2009. O estudo informa que desconhecimento mútuo e a corrupção também funcionam como obstáculo ao aumento das relações entre brasileiros e os países africanos.
Desenvolvimento local - "Temos procurado nos aproximar dos africanos como sócios no desenvolvimento local", diz o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior, Emílio Garófalo. "Nossa filosofia é de transferir tecnologia, fazer com que participem da elaboração do projeto para aprender a fazer", disse. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O volume financeiro das importações brasileiras na primeira semana de novembro foi 42,9% superior ao registrado em igual período de 2010, de acordo com análise do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgada nesta segunda-feira (07/11). A média diária de gastos com cereais e produtos de moagem cresceu 158%; combustíveis e lubrificantes, 92,1%; veículos automóveis e partes, 87,3%; plásticos e obras, 37,3%. A compra de produtos estrangeiros também avançou 25,6% em comparação com outubro, puxada praticamente pelos mesmos itens importados.
Embarques - As exportações também aumentaram – 20,1% – em relação ao ano passado, mas em ritmo inferior ao outro lado da balança comercial. A venda de bens manufaturados cresceu 27,4%, com destaque para hidrocarbonetos, tratores, automóveis, açúcar refinado, máquinas e aparelhos para terraplenagem.
Produtos - No período, o país vendeu 22,4% a mais de produtos básicos, principalmente soja em grão, algodão em bruto, fumo em folhas, carne de frango, bovina e suína, café em grão e minério de ferro. O comércio externo de semimanufaturados nacionais recuou 6,5%.
Comparação - Na comparação com outubro, as exportações brasileiras na primeira semana de novembro tiveram queda de 4,1%. O maior recuo foi registrado na venda de produtos básicos. Manufaturados apresentaram aumento no volume financeiro exportado.
Deficitário - Com três dias úteis na semana, o saldo da balança comercial ficou deficitário em US$ 543 milhões, com média por dia útil de déficit de US$ 181 milhões. Entre os dias 1 e 6 de novembro o país exportou US$ 3,185 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 3,728 bilhões, com corrente comercial de US$ 6,913 bilhões. (Valor Econômico)
- Artigos em destaque na home: Nenhum
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira (07/11) que o crescimento da economia em 2011 deverá ficar mesmo entre 3% e 3,5%, abaixo do esperado pelo governo, em função do agravamento da crise internacional. Segundo ele, há pouco a fazer em relação ao crescimento deste ano, que tem menos de dois meses para acabar. Coutinho disse que o Brasil não deve ficar preso ao calendário.
Perspectiva de futuro - "O que vale é a perspectiva de futuro. Temos a convicção de que o Brasil pode voltar a crescer mais em 2012, 2013, 2014", afirmou. Em entrevista após discursar em seminário da Fundação Ford realizado na sede do BNDES, Coutinho reconheceu que o cenário internacional agravado pelo impasse na Europa provocou uma desaceleração na economia brasileira, sobretudo no investimento, além do programado pelo governo.
Alavancas importantes - No entanto, ele afirmou que o País manteve alavancas importantes do crescimento, como os investimentos em infraestrutura e na cadeia de petróleo, além do incentivo aos projetos privados e ao mercado de capitais. Coutinho afirmou que ainda é cedo para avaliar mudanças na política de moderação dos desembolsos do BNDES, até porque a natureza da crise atual é diversa da desencadeada nos Estados Unidos em 2008, que provocou um colapso das estruturas de crédito e forçou o banco de fomento a suprir essa demanda internamente.
Estratégia diferente - "A situação agora é outra e isso nos dá a oportunidade de uma estratégia diferente", disse Coutinho. "Pode haver uma desaceleração no curto prazo, mas ninguém está colocando plano de investimentos na gaveta. Ao contrário, o que tenho sentido são sinais de confiança na economia brasileira no longo prazo."
Poupança interna - Para o presidente do BNDES, o País precisa priorizar a formação de poupança interna para financiar investimentos. Além disso, segundo ele, o Brasil tem condições de manter uma política fiscal de relativa contenção, que ajude na redução do déficit fiscal e na tendência de queda na trajetória das taxas de juros no longo prazo.
Câmbio - Coutinho acrescentou que o Brasil precisa continuar atento para moderar a valorização do real, principalmente diante dos sinais de recessão na Europa. Para ele, medidas do Banco Central Europeu podem levar o governo a reforçar medidas para conter pressões sobre o câmbio no Brasil. "Dificilmente a Europa escapará de uma expansão monetária. Como o Brasil é um dos poucos países com autonomia para sustentar o crescimento, a atração de investimentos continuará elevada", afirmou. (Agência Estado)