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O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou queda 0,4% de setembro para outubro de 2011 e passou de 101,1 para 100,7 pontos. Com a décima queda consecutiva, o índice atinge o menor nível desde agosto de 2009 (100,2), ficando abaixo da média de 103,9 pontos verificada desde 2003.
Efeito - Segundo a FGV, o resultado é decorrente da queda de 0,9% do Índice da Situação Atual, para 102 pontos. Já o Índice de Expectativa avançou ligeiramente (0,2%), ao passar para 99,4 pontos. Entre os quesitos analisados no Índice da Situação Atual, a proporção de empresas que consideram boa a situação dos negócios diminuiu de 20,5% para 19%, enquanto a parcela das que a avaliam como fraca manteve-se em 9,5%. As perspectivas para a produção nos três meses seguintes continuam modestas, mas o indicador de 124,1 pontos supera ligeiramente os dos três meses anteriores.
Aumento da produção - Das 1.243 empresas consultadas, 34,2% preveem aumentar a produção nos três meses seguintes (contra 34,9% em agosto), enquanto 10,1% pretendem reduzi-la (contra 11,9%). Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 83,6% para 83,5% no período, o menor nível desde novembro de 2009 (82,9%). O Nuci está agora 1,7 ponto percentual abaixo do de outubro do ano passado e muito próximo à média de 83,3% desde 2003. (Agência Brasil)
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Apesar dos sinais de desaceleração na economia, a confiança do consumidor brasileiro foi a que mais cresceu no último trimestre entre 56 países pesquisados pela empresa global de análises Nielsen.Segundo o estudo, a confiança dos consumidores brasileiros subiu 16 pontos entre o segundo e o terceiro trimestre deste ano, de 96 para 112 pontos (um índice acima de cem indica otimismo). A confiança dos brasileiros fica atrás somente da de indianos (121 pontos), sauditas (120) e indonésios (114) e está no mesmo nível que a dos filipinos (112).
Confiança global - O levantamento, porém, indicou uma piora na confiança global com a economia, com uma queda de um ponto no índice global, que ficou em 88 pontos. A França, com um índice de 56 pontos, foi o país que registrou a maior queda na confiança entre os segundo e o terceiro trimestre, com perda de 13 pontos. Hungria (37 pontos), Portugal (40), Romênia (49), Coreia do Sul (49), Croácia (49) e Grécia (51) são os países com menor índice de confiança, segundo a pesquisa.
América Latina - O aumento da confiança do consumidor brasileiro ajudou também a impulsionar o índice de confiança nos países da América Latina, que subiu de 91 pontos, no segundo trimestre, para 97. Apesar disso, o índice de confiança entre os consumidores latino-americanos ainda está dois pontos abaixo do registrado no último trimestre do ano passado. A pesquisa da Nielsen indicou ainda que 47% dos consumidores latino-americanos consideram que suas perspectivas de emprego para os próximos 12 meses são boas ou excelentes.
Otimismo - Entre os brasileiros, a proporção dos que consideram as perspectivas de trabalho boas ou excelentes aumentou de 61% para 70% entre o segundo e o terceiro trimestre. O otimismo dos brasileiros com o mercado de trabalho fica atrás somente do otimismo dos indianos e dos tailandeses. A pesquisa também indicou um aumento de 65% para 78% na proporção de brasileiros que consideram boas ou excelentes as perspectivas para suas finanças pessoais no próximo ano. (BBC Brasil / Agência Brasil)
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O Brasil passou a ser um dos países a sofrer mais vigilância entre os 151 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) por suspeita de crescente protecionismo, num cenário de tensão causado pela queda da demanda global. "O Brasil corre o risco de virar a 'Geni' do comércio internacional, levando bordoadas de todo lado", disse um importante observador próximo da OMC, resumindo a situação atual e comparando o país à personagem da música "Geni e o Zepelim", de Chico Buarque.
Novas medidas restritivas - Relatório da OMC para os líderes do G-20 diz que a Índia, o Brasil e Rússia foram os países do grupo que mais impuseram novas medidas restritivas ao comércio nos últimos meses, embora os três tenham também adotado várias ações de liberalização.
Monitoramento - A OMC tem um novo mecanismo para monitorar de perto os países e pede aos governos a confirmação de medidas comerciais, sem porém fazer comentário sobre a compatibilidade ou não com as regras internacionais. Nos últimos tempos, a lista sobre o Brasil não cessa de aumentar, indo de aplicação de licença não automática a importação, passando por preferência nacional nas licitações, subsídios no crédito e aumento de tarifas.
Outro relatório - Em outro relatório, a União Europeia aponta a Argentina e o Brasil como os dois maiores usuários de medidas protecionistas recentemente. Em comparação com 2009-2010, os europeus dizem que o Brasil está agora "ativamente" acelerando para alcançar o vizinho com "medidas inquietantes que impactam sobre o comércio e o investimento". Além de se queixar de uma série de restrições, a UE acusa o Brasil de ter começado a aumentar tarifas de importação, independentemente da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, vendo uma tendência que "vai continuar no futuro próximo".
Minério de ferro - Uma "preocupação crescente" específica dos europeus é de que o Brasil siga a Índia e aplique taxa de exportação sobre minério de ferro, afetando o suprimento do produto e fazendo o preço aumentar nos próximos meses.
Conjuntura internacional - Para parceiros, as restrições ao comércio por parte do Brasil se tornaram ainda mais relevantes diante da conjuntura frágil da economia internacional. Mas também levando em conta a posição agressiva até recentemente do país com vitórias contra os Estados Unidos no caso do algodão e da União Europeia no caso do açúcar.
Política industrial - Quando as medidas de política industrial começaram a tomar contornos mais comerciais, incluindo reforço da defesa comercial e mais agilidade para encurtar o prazo de investigações sobre importações ditas desleais, o país passou a ser suspeito de enveredar o caminho do protecionismo.
Alta do IPI - As medidas eram consideradas, porém, da "área cinzenta". Os parceiros reclamavam sem excesso e o Brasil podia justificar com ou menos dificuldade. Porém, a alta do IPI para carros importados, em setembro, rompeu completamente a barreira. O consenso na área comercial em Genebra é de que o país dessa vez sequer teve a sutileza de esconder a inconsistência com as regras da OMC e atropelou duas delas de uma só vez, sobre benefícios vinculados a desempenho exportador e conteúdo nacional.
Ataque - O Japão e a Coreia do Sul começaram o ataque contra a alta do IPI no Comitê de Acesso ao Mercado. Mais queixas virão em outros comitês e dessa vez o Brasil não poderá escapar com argumentos de procedimento e precisará dar explicações. O passo seguinte pode ser o questionamento diante dos juízes da OMC, o que pode conduzir à retaliação mais tarde.
Compras governamentais - Outra medida que "acendeu a luz" de parceiros foi a nova margem de preferência de 25% que o governo Dilma Rousseff dará para as empresas nacionais nas compras governamentais. A UE anunciará em dezembro uma nova legislação sobre compras governamentais, visando sobretudo o Brasil, China e Rússia. Vai exigir reciprocidade ou do contrário também fechará seu mercado a empresas brasileiras no setor.
Credibilidade afetada - A credibilidade brasileira está sendo afetada em várias áreas na cena comercial. O país, antes reclamante, passou a ser questionado nos comitês de diferentes temas na OMC. O peso de seus argumentos também mudou para menos, nas discussões de preparação da conferência ministerial de dezembro e sobre o futuro das negociações da Rodada Doha.
Câmbio - Outra constatação repartida por vários negociadores na cena comercial é de que a proposta brasileira para a OMC discutir impacto do câmbio no comércio, apresentada em maio, está mais comprometida. Não há a menor chance de o país conseguir tão cedo apoio para levar a OMC a abrir negociação do impacto de câmbio sobre o fluxo comercial. A ideia de antidumping cambial, para impor tarifa adicional na importação originária de parceiro com câmbio desvalorizado, não tem como decolar tão cedo. Tudo isso é visto no momento na OMC como pretexto para o Brasil impor novas medidas protecionistas. (Valor Econômico)
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O sol aparece nesta segunda-feira (31/10), em toda a Região Sul, mas a previsão é que o frio prevalesça no decorrer desta semana, com temperatura próxima de 0 grau Celsius (°C) nas áreas mais altas do Planalto Sul de Santa Catarina, com formação de geada fraca. Segundo previsão do Centro de Informações de Recursos de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri), a chegada ao estado de uma massa de ar seco e frio derruba as temperaturas ao amanhecer e à noite. No decorrer desta segunda, os termômetros devem oscilar entre 4ºC e 26°C na Região Sul. Na manhã desta segunda, as temperaturas mais baixas foram registradas no município catarinense de Urubici (2,7°C), em São José dos Ausentes, 4,8 °C, e em Inácio Martins, no Paraná, com 7,8°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Chuvas - Com o avanço da frente fria para o Sudeste do país, o tempo fica mais quente no Paraná, melhorando a situação das 134.729 mil pessoas que passaram o fim de semana contabilizando prejuízos causados pela forte chuva, acompanhada de rajadas de ventos e granizo, que atingiu o estado no último sábado (29/10). Segundo boletim da Defesa Civil, atualizado na manhã desta segunda, 23 municípios foram atingidos, a maioria na região oeste do estado. Uma pessoa morreu no município de Foz do Iguaçu. Uma laje atingiu a cabeça de um homem, de 56 anos.
Situação de emergência ou calamidade pública - Nenhum município decretou, até agora, situação de emergência ou de calamidade pública. Na região oeste, onde a chuva derrubou seis torres de transmissão de energia, 8 mil residências, das 300 mil afetadas, ainda estão sem energia elétrica, a maioria na área rural. De acordo com a gerência de Operações da Companhia Paranaense de Energia (Copel), cerca de 400 funcionários da empresa passaram o domingo trabalhando no local. O trabalho de reparo continua e a previsão é que a situação se normalize até o final do dia.
Torres de transmissão - A tempestade derrubou três torres de transmissão da Copel e outras três de Furnas Centrais Elétricas – responsável pela distribuição da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu. As torres de Furnas estão localizadas no município de Vera Cruz do Oeste, localizado a 78 quilômetros de Foz do Iguaçu. Segundo a assessoria da empresa, sistemas de controle e de proteção minimizaram os impactos e não houve consequência para o atendimento da carga suprida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).
Recuperação - Equipes de emergência permanecem em campo levantando danos e trabalhando na recuperação dos circuitos. Não há previsão para a conclusão dos trabalhos. (Agência Brasil)
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O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, assumiu o compromisso de aderir ao Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), do Governo Federal, e incentivar agricultores e pecuaristas a adotar práticas sustentáveis. O Seminário de Sensibilização e Difusão do Plano reuniu cerca de 130 pessoas, nesta quinta-feira (27/10), em Curitiba, e teve a participação do secretário nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Erikson Camargo Chandoha.
Reforço - No Paraná, será reforçado o trabalho de recuperação de pastagens e de disseminação de práticas de desenvolvimento sustentável na lavoura, pecuária e floresta. O Plano ABC pretende capacitar 9 mil técnicos e produtores em todo o País para a prática da Agricultura Verde. Chandoha conta com a parceria dos estados para a implementação das técnicas de conservação e de desenvolvimento sustentável do programa. Ele disse não ter dúvidas que o programa ABC encontrará terreno fértil no Paraná, pela capacidade dos seus técnicos das instituições públicas e privadas.
Resistência inicial - Chandoha está consciente que, no início, pode haver resistência dos produtores. “Não é simples convencer o agricultor ou o pecuarista que o que ele fazia não é mais recomendável”, afirmou o secretário nacional. Para tentar romper com padrões, serão promovidos cursos e abertas linhas de financiamento para recuperação de áreas degradadas e construir sistemas sustentáveis de produção.
Impacto – As emendas para o dimensionamento do impacto de cada ação no balanço de carbono dos programas estão sendo escritas pelos técnicos da Embrapa e serão divulgadas dentro de poucos dias. Chandoha disse que a Agricultura Verde e a sustentabilidade da agropecuária brasileira deverão ter ampla repercussão internacional, a partir da conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, que será realizada em junho do ano que vem, no Rio de Janeiro.
Oportunidade - “O ABC vai ser a grande oportunidade para o País demonstrar o que se pratica de agricultura sustentável e como se promove a recuperação de áreas degradadas”, disse Chandoha. Segundo ele, o Brasil está consciente que desmatou muito e precisa recuperar as áreas perdidas.
Colaboração - As instituições da iniciativa privada anunciaram total colaboração com o poder público para a implementação das medidas. A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) está capacitando, em parceria com o Banco do Brasil, os profissionais que prestam assistência técnica nas cooperativas para a elaboração dos projetos, conforme anunciou o superintendente da entidade Nelson Costa.
Cursos de qualificação - O Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) se comprometeu em financiar 50% dos cursos de qualificação para os técnicos e 100% dos cursos de qualificação dos produtores. O anúncio foi feito pelo superintendente da entidade Ronei Volpi, que também é um dos 13 integrantes do Fórum do Desenvolvimento do Agronegócio, instituído pelo governador Beto Richa.
Financiamento – O superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Paulo Roberto Meinerz, informou que o banco tem R$ 122 milhões para serem aplicados no programa ABC no Paraná, durante a safra 2011/12. Para o Brasil, o banco tem disponíveis R$ 850 milhões, no mesmo período. As taxas são atrativas, de 5,5% de juros ao ano e prazo de pagamento de até 15 anos dependendo da finalidade. Pelo ABC, o banco vai financiar investimentos para recuperação de áreas e pastagens degradadas; sistemas orgânicos de produção; sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta; florestas comerciais; recomposição de áreas de preservação permanente ou de reserva legal; viveiros florestais e florestas de dendê. (AEN)
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O sistema cooperativista está mobilizado para alterar alguns pontos da Resolução 3.658/11, que dispõe sobre o transporte rodoviário de cargas, e poderiam prejudicar o setor. A principal reivindicação é que o registro das operações no sistema de pagamento eletrônico seja feito unicamente via cooperativa, e que não exista a obrigatoriedade para os associados. Para reforçar a necessidade de mudança, representantes do cooperativismo se reuniram com integrantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta quinta-feira (27/10), na sede do órgão, em Brasília (DF). Pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), participaram o representante nacional do ramo, José Carneiro, e o analista de Ramos e Mercados Gustavo Beduschi.
Operacionalização - Segundo Beduschi, as propostas do cooperativismo já foram aprovadas pela área jurídica da agência e atualmente estão com a gerência que irá viabilizar a operacionalização. “Estamos defendendo uma condição de igualdade entre os atores do segmento de transporte de carga. Esperamos resolver a questão o quanto antes, afinal a fiscalização começará efetivamente no dia 20 de janeiro de 2012”, explica o analista da OCB.
Contratos - As sugestões do segmento foram encaminhadas à ANTT via ofício no último dia 15 de setembro. No documento, as cooperativas também ressaltavam que seu objetivo é acessar o mercado em busca de contratos com clientes para viabilizar trabalho aos seus associados. (Informe OCB)
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As cooperativas de transporte coletivo urbano de passageiros não serão atingidas pela incidência de 1,5% sobre o faturamento na contribuição do INSS, como proposto pela emenda 88 da Medida Provisória (MPV) 540/211. A MPV, que concede incentivos fiscais para a indústria nacional com o objetivo de aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, foi aprovada nesta quarta-feira (26/10), pela Câmara dos Deputados, na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 29/11. Para o setor, permanecerá a cobrança da alíquota de 20% sobre a folha de pagamento, pleito defendido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e apresentado ao relator da matéria, deputado Renato Molling (RS).
Reivindicação - O texto atende a uma reivindicação de todo o sistema cooperativista, uma vez que, no âmbito do setor, a folha de pagamentos é consideravelmente menor que o faturamento. Com o apoio dos deputados Luis Carlos Heinze (RS) e Valdir Colatto (SC), integrantes da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a OCB apresentou nova proposta de redação para o artigo, excluindo as cooperativas da mudança na incidência do INSS. Já no Plenário da Casa, Molling acatou a solicitação do setor e modificou o PLV instantes antes da sua leitura.
Brasil Maior - A iniciativa faz parte do plano Brasil Maior, lançado em agosto, e os benefícios, destinados a vários setores da economia, terão impacto de cerca de R$ 2,4 bilhões em 2011 e de R$ 15,3 bilhões em 2012. Agora, a matéria segue para o Senado Federal. Para acessar o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, clique aqui. (Informe OCB)
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Após 23 anos de espera, o Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (26/11) o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 1/10. O PLC regulamenta a competência da União, estados, Distrito Federal e municípios quanto à proteção, ao uso e à conservação dos recursos naturais. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, espera que, "com a aprovação da PLC 01, se reduza o grau de insegurança jurídica para empreendedores e se tornem cada vez mais eficazes as medidas de preservação ambiental”.
Determinação constitucional - O projeto vem atender à determinação constitucional, fixando normas de cooperação entre os entes federativos no que se refere ao licenciamento ambiental e à fiscalização das atividades licenciadas. De acordo com o consultor da OCB, Leonardo Papp, o PLC 01 define regras mais claras para o processo. “Embora todos os entes possam fiscalizar, prevalecerá a imposição de multas e outras medidas punitivas realizadas por aquele que licenciou a atividade”, explica Papp. Como resultado prático, a medida diminuirá a sobreposição de multas federais, estaduais e municipais que ocorre atualmente.
Saiba mais – A Constituição Federal de 1988 (CF/88) determinou que a União, os estados e os municípios têm competência comum em relação à matéria, ou seja, todos os entes federativos podem exigir a realização de licenciamento ambiental. Ao mesmo tempo, com o intuito de evitar conflitos, a CF também determinou que fosse editada uma lei complementar, para fixar normas de cooperação. No entanto, mesmo após 23 anos da sua promulgação, essa legislação ainda não havia sido editada. Diante da ausência de normas claras, ao longo desse período, agravaram-se os conflitos de atuação, gerando insegurança jurídica para o desenvolvimento de atividades produtivas e para a própria preservação do meio ambiente.
O que muda – Entre as principais inovações do PLC 01, estão: (i) estabelecimento de regras claras em relação aos tipos de empreendimentos que precisam ser licenciados; (ii) definição de parâmetros mais seguros para identificar qual ente federativo detém a competência para licenciar determinada atividade; (iii) indicação de uma listagem de atividades administrativas incumbidas a cada ente federativo, de modo a diminuir o risco de conflito de atuação; (iv) expressa determinação de que o licenciamento ambiental será realizado apenas por um único ente federativo, evitando a exigência de mais de uma licença ambiental para o mesmo empreendimento; (v) obrigatoriedade de que os órgãos ambientais observem os prazos estabelecidos para a tramitação dos licenciamentos ambientais. (Informe OCB)
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O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) expediu nesta quarta-feira (26/10) licença de instalação para que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realize a dragagem de manutenção dos pontos críticos do Canal da Galheta. Com isso, a Appa lançará, nos próximos 15 dias, o edital de licitação para a contratação da draga que irá realizar o serviço.
Profundidade original - A dragagem irá restabelecer a profundidade original do Canal da Galheta, que é de até 15 metros, permitindo que navios de maior calado naveguem em Paranaguá. Hoje, a Capitania dos Portos autoriza que navios com calado de até 11 metros naveguem pelo Canal da Galheta durante o dia e, durante a noite, 10,8 metros. Com a finalização dos trabalhos, navios com calado de até 12,5 metros poderão voltar a navegar pelo Canal da Galheta.
Emergencial - Desde 2009 não é realizada uma dragagem de manutenção do Canal da Galheta. No início deste ano, por determinação do governador Beto Richa, foi realizada a dragagem emergencial nos berços de atracação, trabalho que não era feito há seis anos.
Manutenção - A dragagem de manutenção deverá custar em torno de R$ 25 milhões e será paga com recursos próprios da Appa. Deverão ser retirados das áreas críticas ao longo do Canal cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos. A área de despejo ficará a 22 quilômetros do local dragado. Para realizar o serviço, será contratada uma draga auto-transportadora do tipo Hoper. O trabalho levará cerca de oito meses para ser concluído e durante este tempo não haverá restrições de navegação no Canal. Os procedimentos de entrada e saída de navios prosseguirão sem alterações, apenas obedecendo alguns cuidados adicionais de segurança.
Operação - Paralelamente à expedição da licença de dragagem dos pontos críticos, o Ibama continua analisando a documentação enviada pela Appa para conceder a licença de operação dos portos de Paranaguá e Antonina. Para o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron, a liberação da dragagem dos pontos críticos já demonstra a boa vontade do Ibama em tratar os assuntos relativos a Paranaguá. “O Ibama tem nos apoiado e sabe das nossas necessidades de realização das dragagens e obras nos portos. O órgão está analisando a documentação, nós estamos fazendo as adequações que nos solicitaram e acreditamos que conseguiremos a licença de operação dos portos”, disse Maron.
Realização - A dragagem que será realizada agora não dispensa as demais dragagens de manutenção e aprofundamento dos portos, que só poderão ser realizadas depois da emissão da licença de operação. (AEN)
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O transporte de cargas e de passageiros sobre trilhos está diante de um novo ciclo de investimentos, que poderá contemplar mais de R$ 110 bilhões em recursos públicos e privados nesta década. De um lado, concessionárias privadas de ferrovias planejam investir para aumentar a eficiência de suas malhas, de olho no aumento da movimentação de minério de ferro, produtos siderúrgicos, grãos e contêineres. De outro lado, governos estaduais e a União começam a financiar projetos de metrôs, monotrilhos, trens de alta velocidade e regionais, que poderão mudar a forma de deslocamento de milhões de pessoas nas grandes cidades brasileiras.
Percentual da movimentação de cargas - No início da privatização da malha ferroviária, em 1997, o setor respondia por 17% da movimentação de cargas no país. Desde então, depois de mais de R$ 24 bilhões investidos, a participação do modal pulou para 25%. E vai aumentar.
Regiões - No Nordeste, a Transnordestina, um projeto de R$ 5,4 bilhões, terá 1.728 km de trilhos que interligarão a cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (PE). Na região Norte, a Vale trabalha para duplicar 605 km de trilhos da estrada de ferro Carajás e ampliar a linha ferroviária em 100 km para criar uma conexão à serra sul da mina de Carajás. No Centro-Oeste, a ALL trabalha para estender em 260 km sua malha, com a construção de um trecho entre Alta Araguaia e Rondonópolis, enquanto a estatal Valec trabalha para concluir a ferrovia Norte-Sul.
Operação - "Até 2015, esses projetos deverão entrar em operação e contribuir para que o modal ferroviário amplie seu espaço, podendo chegar a 28% na movimentação de cargas", afirma Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). Ele estima que os investimentos das concessionárias, com recursos próprios, poderão chegar a R$ 3 bilhões anuais entre 2012 e 2015. O BNDES, um dos principais financiadores do segmento, também enxerga um cenário promissor. Para Dalmo Marchetti, gerente do departamento de transportes e logística, as liberações do BNDES para o segmento podem ficar em R$ 5,7 bilhões nos próximos três anos, cerca de R$ 1,9 bilhão anual. Em 2011, o desembolso deve atingir R$ 1,4 bilhão.
Usuários - Marchetti vê ainda outro elo que poderá resultar em mais recursos para o setor: os usuários. Em 2010, o banco aprovou financiamento de R$ 980 milhões para a Rumo, braço logístico da Cosan, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do país. Parte do dinheiro vai para a duplicação de um trecho da malha ferroviária que vai do interior paulista até o porto de Santos, e é operada pela ALL. "Esta é uma nova possibilidade regulatória, podemos ver mais operações desse tipo sendo feitas", diz Marchetti.
Minério de ferro - Com cerca de 80% de participação na movimentação de cargas, o minério de ferro segue como principal produto escoado pelos trilhos, posição que não deverá mudar nos próximos anos. A indústria de mineração prevê que, até 2015, o setor deva receber US$ 45 bilhões de investimentos. Em paralelo, cargas como grãos, açúcar e combustível devem continuar ganhando espaço com a ampliação da malha no Nordeste e no Centro-Oeste.
Contêineres - Outro segmento que pode ter participação ampliada no escoamento de cargas é o de contêineres. Cálculos do governo estimam que a movimentação de cargas no porto de Santos irá saltar de 103 milhões de toneladas neste ano para 230 milhões de toneladas em 2024, enquanto a movimentação de contêineres deverá passar de 2,8 milhões de TEUs (um contêiner de 20 pés) para 9 milhões de TEUs em 2024. Apenas 1% dos contêineres chega ao porto transportado por trilhos, enquanto a maioria esmagadora vem por caminhões. "Há um desequilíbrio claro da matriz de transportes", disse José Roberto Serra, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), em recente seminário. (Valor Econômico)
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Vários eventos estão sendo promovidos pelas cooperativas em todas as regiões do Estado, com apoio do Sescoop/PR. Clique aqui e confira a programação.
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O Comitê Executivo do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná realizou, na manhã desta quinta-feira (27/10), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, uma avaliação do encontro ocorrido no último dia 17, com a presença de parlamentares que representam o Estado no Congresso Nacional, do governador Beto Richa e secretários estaduais. Na oportunidade, integrantes do Fórum apresentaram as propostas de obras prioritárias em infraestrutura de transporte e a demanda de investimentos existente. Solicitaram ainda apoio da bancada paranaense na viabilização de recursos para a execução dos projetos nos modais portuário, ferroviário, rodoviário e aeroviário. O superintendente adjunto da Ocepar, Nelson Costa, afirmou que a entidade considerou excelente o resultado da reunião. “Posteriormente, nós estivemos em Brasília, onde entregamos nossas propostas ao coordenador da bancada paranaense, Fernando Giacobo. Ele informou que já havia recebido um documento semelhante do governo do Estado e nos solicitou explicações sobre as diferenças existentes entre os dois materiais. O deputado também pediu que encaminhássemos as propostas do Fórum Futuro 10 aos demais parlamentares do Estado”, explicou Costa.
Outros temas – A reunião ocorrida nesta quinta, conduzida pelo coordenador diretivo, Guilherme Cunha Pereira, também discutiu as próximas ações do grupo e o andamento das questões relacionadas a outro setor considerado prioritário pelo Fórum denominado Inovação e Empreendedorismo.
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Teve início, na última segunda-feira (24/10) e vai até domingo (30/10), a Semana do Sabor em Francisco Beltrão-PR. Essa é uma semana gastronômica em que restaurantes do município oferecem o que há de melhor na culinária e com preços especiais. A Levida, marca de produtos alimentícios da Coasul Cooperativa Agroindustrial, está patrocinando o evento. Os pratos à base de carne de frango servidos durante o evento serão preparados com os produtos da marca. A iniciativa é do Núcleo de Gastronomia e Hotelaria e da Associação Comercial local.
Integração - A parceria da LeVida com a promoção demonstra a integração da marca com o empresariado do ramo na região e, principalmente, que os produtos LeVida já conquistaram seu espaço no mercado regional. Essa será uma excelente oportunidade de o público em geral poder experimentar os produtos LeVida em pratos preparados pelos melhores restaurantes de Francisco Beltrão. Uma combinação de qualidade e talento com resultados muito saborosos!
Locais - Os restaurantes participantes da semana são: Churrascaria Pampeana, Armazém Brazuka, Restaurante Galileo anexo ao Hotel Província, Restaurante Ítalo, Vêneto, Cristal Palace Hotel, Churrascaria Marabá, Kasa Nostra, Francisco Beltrão Palace Hotel, Luthi pizzaria, Restaurante e Pizzaria Forna Telly e Restaurante Pequim. Mais informações pelo site www.semanadosabor.com.br. (Imprensa Coasul)
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A Cotriguaçu, cooperativa central que tem como sócias a C.Vale, a Coopavel, a Copacol e a Lar, vai investir R$ 50 milhões na construção de um ponto de apoio logístico no município de Cascavel, Oeste do Paraná. O valor inclui a construção de estruturas e câmaras frias (R$ 40 milhões) e a compra de 60 vagões ferroviários (R$ 10 milhões). As obras devem começar em 15 dias e a inauguração está prevista para daqui a 18 meses.
Primeiro passo - Trata-se do primeiro passo das cooperativas para ampliar o transporte por meio de trens em parceria com a Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. (Ferroeste). "A Cotriguaçu tem terminal portuário em Paranaguá e agora terá terminal ferroviário", explicou o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli, que também comanda a Coopavel. A cooperativa ganhou a concessão de uma área de 11,5 hectares próximo ao terminal da Ferroeste para erguer a estrutura.
Produção de frangos - As quatro filiadas da Cotriguaçu atuam no segmento de carnes e, juntas, produzem 44 mil toneladas de frango por mês, sendo 20 mil toneladas para exportação. Juntas, elas abatem 1 milhão de frangos por dia, contou o executivo. Parte da produção (20%) já segue para o porto por ferrovia, mas a intenção é aumentar o volume. "Também temos interesse em criar estrutura logística para grãos", adiantou Grolli, sobre os planos de construir armazéns em Cascavel no futuro, a partir de 2013.
Recursos - Fundada em 1975, a Cotriguaçu tem também moinho de trigo e deve faturar R$ 130 milhões em 2011. Para os investimentos, ela vai usar recursos próprios e estuda a possibilidade de fazer financiamento do Banco do Brasil ou do BRDE, que é repassador de recursos do BNDES. Com o transporte por trens, Grolli quer reduzir custos com logística e aumentar a competitividade para exportação.
Ferroeste - A Ferroeste tem 248 quilômetros de ferrovia, entre Cascavel e Guarapuava, e opera com prejuízo. O governo quer aumentar o volume de transporte e investir em locomotivas. Para chegar ao porto de Paranaguá, a empresa precisa usar direito de passagem por vias da América Latina Logística (ALL) ou optar por intermodalidade, com caminhão.
Em negociação - Maurício Theodoro, presidente da Ferroeste, informou que até 2015 haverá novos investimentos por parte das cooperativas, que estão sendo procuradas para ajudar a viabilizar os planos da estatal. "Estamos negociando intermodalidade com a Coamo". Hoje a Ferroeste tem dez locomotivas (seis delas em operação) e 60 vagões. Ela transporta apenas 5% da capacidade da região onde está instalada. Vai transportar 1 milhão de toneladas em 2011. Theodoro quer chegar a 2 milhões em 2013. (Valor Econômico)
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Cana-de-açúcar, café, laranja e algodão herbáceo foram os produtos que mais impulsionaram o crescimento do valor da produção agrícola brasileira em 2010, que foi de R$ 154 bilhões. A elevação nas lavouras, que foi de 8,9% comparada com 2009, foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e faz parte da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM). O estudo avalia as variáveis fundamentais da safra dos 64 principais produtos de lavouras temporárias e permanentes da agricultura nacional, com detalhamento municipal.
Mercado externo - A valorização dos produtos agrícolas no mercado externo foi responsável, em parte, pelo crescimento da receita da produção agrícola. A área plantada permaneceu em 65 milhões de hectares, mas a produção agrícola tem crescido com novas tecnologias, investimentos e clima favorável. A cana-de-açúcar expandiu a produção em 3,7% e o valor da produção, em 14,9%. O café elevou a produção em 19,1% e o valor da produção, em 34,4%. A laranja e o algodão herbáceo também apresentaram aumento de 28,3% e 19,4% no valor da produção, respectivamente.
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Estados e Municípios - São Paulo manteve a liderança na participação nacional do valor da produção, com aumento de participação de 16,8%, em 2009, para 18,2% em 2010. Mato Grosso teve queda de 11,3% para 8,9%, principalmente, devido à redução de participação percentual no valor da produção nacional de soja. Sorriso (MT), município líder no valor da produção agrícola nacional por dois anos consecutivos, caiu para 3º lugar em 2010, atrás de São Desidério (BA) e Cristalina (GO). (Mapa, com informações do IBGE)
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A oscilação cambial com desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para elevar a rentabilidade das vendas ao exterior em setembro. A exportação total do Brasil teve em setembro elevação de rentabilidade de 14,9%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado até o mês, na comparação com os nove primeiros meses do ano passado, a alta é de 6,1%. O maior ganho proporcionado pela variação cambial e pela manutenção de preços de exportação em patamares mais elevados mudou a evolução da rentabilidade dos embarques nos últimos meses.
Tendência de aumento - Até julho, explica Fernando Ribeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), a rentabilidade da exportação total já vinha com tendência de aumento. Na análise por setores de atividade, porém, o ganho estava muito mais concentrado em poucos setores, como os de produtos básicos - agricultura, pecuária e extração de petróleo e minerais metálicos, por exemplo. A alta de preços das commodities, explica o economista, puxava o ganho de rentabilidade da exportação total. Em julho, dos 20 segmentos da indústria de transformação, apenas 4 estavam com elevação de rentabilidade na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Ganho - Nos últimos dois meses, e de forma mais acentuada em setembro, a oscilação cambial permitiu um ganho de forma mais generalizada. Em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2010, praticamente todos os setores industriais tiveram maior ganho com as vendas ao exterior. Apenas dois deles - máquinas para escritório e de informática e outros equipamentos de transporte - tiveram redução de rentabilidade, de apenas 0,6% para os dois setores.
Outros segmentos - Outros segmentos que acumulavam perda, porém, tiveram ganho de rentabilidade em setembro. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o setor de máquinas e equipamentos amargou perda de 2% na rentabilidade em relação ao mesmo período de 2010. Em setembro, porém, o setor teve ganho de 13,5%. Na mesma comparação, artigos de borracha e plástico também vinham nos primeiros nove meses do ano com perda de 2%. Em setembro, tiveram alta de 9,8%. Produtos de metal apresentavam perda acumulada de 4,6% e ficaram, em setembro, com ganho de 13,5%.
Combinação - O aumento de rentabilidade, diz Ribeiro, resulta da combinação da desvalorização do real e da manutenção de patamares de preços relativamente altos. O preço médio da exportação total em setembro teve alta de 21,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado até setembro em relação ao mesmo período de 2010, o aumento foi de 26,2%. Embora o aumento seja maior nos básicos, que apresentaram 38,1% de alta no preço, a tendência também é seguida pelos manufaturados, que tiveram elevação de 14,6%.
Repasse - Ribeiro diz que essas exportações, contratadas há pelo menos dois ou três meses, ainda estão com preço que reflete a tentativa de repassar ao menos parte da perda com a tendência de valorização que o real mantinha até julho. "Essa é uma reação comum quando há valorização do real. Há uma elevação de preço na tentativa de manter alguma rentabilidade na exportação, mesmo que haja perda de quantidade. "
Manufaturados - A desvalorização da moeda nacional frente ao dólar nos últimos dois meses, porém, diz ele, não deve resultar em redução de preço de exportação de manufaturados tão cedo. "Não há segurança de que a taxa atual vai se manter, muito embora não se acredite que o dólar se estabilize em um patamar como R$ 1,55", diz o economista. "Além disso, o câmbio atual não altera fundamentalmente as condições de competitividade da indústria."
Alento - "O que está acontecendo agora é um alento", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). "A oscilação do câmbio criou expectativa positiva, mas ainda há muita dúvida no cenário internacional", diz. Ele acredita que as empresas irão alterar preços de exportação somente se houver estabilização do câmbio em taxa mais elevada. Um dólar a R$ 1,78, diz, ainda não oferece margem suficiente para redução de preço de modo que haja maior competitividade para produtos brasileiros, principalmente manufaturados.
Pontual - "O ganho de rentabilidade maior em setembro é importante, mas não sabemos se é pontual", diz Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "O impacto disso para as exportações de manufaturados vai depender da demanda do mercado internacional e também do custo que a valorização do real pode trazer para a compra de insumos e bens intermediários." (Valor Econômico)