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TRIGO: Abaixo do preço de custo

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Às vésperas da colheita, os produtores de trigo do Paraná se deparam com preço abaixo do custo. O plantio foi reduzido em 13% e, com as quebras climáticas (por geada e chuva), a produção tende a cair 27%. Porém, mesmo com a redução de 920 mil toneladas - que vai limitar a safra paranaense a 2,5 milhões de toneladas, conforme a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) -, o valor pago ao produtor não alcança o mínimo estipulado pelo governo federal (R$ 28,62 por saca de 60 kg, tipo 1 pão). A cotação segue entre R$ 25 e R$ 26/sc, diante de um custo avaliado em R$ 30/sc pelo setor.

Falta de estímulo - Maior produtor nacional, com 52% da colheita, o Paraná não recebe do mercado estímulo para ampliar o cultivo, apesar de o país precisar importar metade das 10,5 milhões de toneladas que consome. A influência da produção paranaense nos preços tem sido reduzida, a ponto de a comercialização ficar travada na hora da colheita, quando os moinhos se dizem abastecidos e o produtor prefere armazenar o cereal a vender pelo preço médio.

 

Maior oferta mundial - O cenário de preço abaixo do custo, neste ano, é atribuído ao aumento da oferta mundial do produto. A tendência, segundo especialistas, é que essa pressão prevaleça até a colheita. "A quebra do Paraná deve passar quase despercebida pelo mercado, porque a maior influência dos preços vem de fora. Como a produção global está crescendo, acredito que o preço mínimo estipulado pelo governo deverá ser um bom valor de venda", avalia Élcio Bento, analista da Safras e Mercado, de Porto Alegre (RS). Ele considera que a colheita de 5,4 milhões de toneladas de trigo esperada para esta temporada não mudará a situação no país. "A vocação do Brasil é importar trigo", sentencia.

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Produção nacional - A previsão de produção do país de 5,4 milhões de toneladas tende a ser revisada para baixo, pelas perdas registradas no Paraná. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já admite redução de 400 mil toneladas e divulgará novo levantamento nos próximos dias. O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor, com 37% da safra, deve compensar parte da quebra paranaense. Ampliou o plantio em 7% e pode ter colheita 6% maior, de 2 milhões de toneladas. Nos dois estados líderes em produção, no entanto, ainda podem haver perdas em dois terços das lavouras - que estão em fase de floração e frutificação - pela ocorrência de geada ou chuva em excesso.

 

Desistência - O quadro está fazendo com que os agricultores desistam do trigo. Não se trata mais só de ameaça. Depois de uma sequência de prejuízos, José Roberto Mortari, de Londrina (Norte), abandonou o cereal. "Sempre plantei com seguro, mas, mesmo assim, enquanto o custo de produção estiver acima de R$ 30 por saca e o governo pagar preço mínimo equivalente, plantar dá prejuízo. Para garantir rotatividade de culturas na fazenda, Mortari planta milho e aveia no inverno.

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Importância da cultura - Diante das dificuldades vividas pelos agricultores, o agrônomo Robson Mafioletti, assessor técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), chama a atenção para a importância do trigo. "Apesar dos custos elevados, o produtor não pode parar de produzir no inverno. Se a produção acabar no Brasil, a dependência externa aumenta e isso pode inviabilizar os moinhos."

 

Qualidade - Ele argumenta que o trigo brasileiro tem qualidade. Mesmo assim, somente produtividades de 3 mil quilos por hectare estariam sustentando a triticultura. A marca média do Paraná ano passado foi de 2,95 mil quilos por hectare, mas tende a cair a 2,58 mil nesta safra. Neste sentindo, ainda há um longo caminho pela frente. Em países líderes em produtividade, como a França, o clima garante mais de 10 toneladas por hectare. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

INVESTIMENTO II: Cooperativas devem manter tradição de negociar produção

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Os produtores de grãos dos Campos Gerais tradicionalmente vendem a colheita para as cooperativas. Elas é que negociam com os eventuais clientes. A vinda da unidade de processamento de milho da Cargill pode alterar essa relação. "Tudo vai depender de como vai se comportar o mercado, mas nós vamos manter nosso programa de fidelização", adianta o presidente da cooperativa Castrolanda, Frans Borg. Ele afirma que não sabe como irá se comportar a Cargill no que se refere à secagem do grão.

Secagem - "O milho exige um processo de secagem muito criterioso. Ele vem da lavoura com 30% de umidade e os clientes exigem níveis de até 13%. Não sabemos se a Cargill terá um sistema próprio de secagem", completou. A diretoria não se manifestou com relação ao formato de compra, mas o diretor Marcelo Martins confirmou que pretende trabalhar em parceria com o setor produtivo da região.

Um cliente a mais - O vice-presidente da cooperativa Batavo, Gaspar João de Geus, vê a inserção da empresa no município de Castro como um cliente a mais para o milho. "A cooperativa financia a produção e os produtores têm um compromisso conosco", afirma, lembrando que a cooperativa mantém mecanismos de rastreamento de toda a produção dos 600 produtores de milho cooperados.

 

Fomento - O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, acrescenta que a partir da safra de 2012 o governo estadual pretende fomentar a produção de milho com a subvenção que irá ocasionar o barateamento do seguro.

 

Mercado - Para o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinelli, a relação entre cooperados e a Cargill, e até mesmo o comportamento do preço do grão, vai depender do mercado. Ele destaca, no entanto, a valorização do milho perante a instalação da fábrica no Paraná. "Eles vão processar milho em grande quantidade e em alto nível de tecnologia, isso vai valorizar o nosso milho", apontou. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

CARNE SUÍNA: Exportações brasileiras somam mais de 36 mil toneladas em julho

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As exportações brasileiras de carne suína somaram 36.154 toneladas e renderam US$ 93,85 milhões em julho, destacou nesta segunda-feira (08/08) a Abipecs, entidade que representa produtores e exportadores do segmento. Em volume, a queda em relação ao mesmo mês de 2010 foi de 17,5%; em valor, de 13,3%. De acordo com a Abipecs, os recuos refletem "o prejuízo causado pelo embargo sanitário russo decretado em 2 de junho e que entrou em vigência no dia 15 daquele mês". (Valor Econômico)

OPINIÃO: Como domar incautos com ameaças de catástrofes

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*Maurício Carvalho de Oliveira

Em reunião da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação, realizada no Ministério da Agricultura, no dia 2 de agosto, o representante da CNA informou aos membros presentes que, ainda em agosto, a Confederação promoverá um evento para discutir a "Pegada Hidrológica" dos produtos agropecuários, convidando um especialista da USP para debater o tema.

Por pegada hidrológica entende-se a quantidade de água "consumida" para se produzir um determinado produto ou alimento e que está virtualmente incorporada aos mesmos. Diz-se, por exemplo, que para produzir um quilo de carne, se consome 15.000 litros de água, para produzir um quilo de tomate se consome 600 litros, uma taça de vinho se gasta 120 litros, para se produzir uma xícara de café  se consome 140 litros, e assim por diante.

Esse é um tema que merece reflexão, principalmente por parte dos técnicos envolvidos no processo produtivo agropecuário (engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas), pelos próprios produtores rurais e suas entidades representativas, vez que o mesmo é mais um imbróglio criado por nós mesmos, ou por organizações que, ao difundir e repetir inverdades inconsequentes, leva o público urbano a uma visão distorcida e paranoica do que é a produção agropecuária.

Todos sabemos que o volume de água no planeta Terra, regulado pelo ciclo hidrológico, é constante e inalterado ao longo do tempo. Que a agropecuária pode, inclusive, ser uma aliada no que se refere a sua preservação, quando falamos em Plantio Direto, e em  sua melhoria da qualidade nos cultivos irrigados, com o reuso em todo seu processo, seja na fisiologia da planta ou em seu caminhamento pelo perfil do solo.

Sabemos que a água é um dos principais insumos no processo produtivo agropecuário. Entretanto, sabemos claramente que essa água não é "consumida" como apregoam os catastrofistas de plantão. Mas sim, retorna ao ciclo hidrológico em sua forma pura de vapor d'água. Portanto, a água não é consumida, mas usada para um fim nobre, que é a produção de alimentos, retornando na forma de chuva aos nossos mananciais.

Essa nova moda chamada "pegada hídrica" que espertalhões jogam para a sociedade urbana, é apenas mais uma forma de desfocar a atenção e ações para os reais problemas da sociedade, em especial a brasileira. Daí um coro de ‘especialistas" apresenta um tema novo, com vistas a ganhar espaço na mídia e importância entre seus pares. Mesmo que para isso seja preciso usar de uma inverdade científica.

O real problema relativo a água no Brasil está no tratamento do esgoto urbano. O saneamento básico atende,  atualmente, apenas 43% de nossa população. Jogado diretamente em nossos mananciais, o esgoto urbano representa poluição e doenças de veiculação hídrica, além dos impactos negativos em toda a vida aquática. Isso sim, merece discussão e empenho de toda sociedade no sentido de que o mesmo seja minimizado em benefício da sociedade.

Outro problema que diretamente afeta a qualidade do solo e da água, são os lixões espalhados a céu aberto, onde humanos, urubus e ratos, apenas para falar em bichos de grande porte, chafurdam nesse ambiente insalubre e fétido. Basta que nos transportemos, mesmo que mentalmente, até a periferia de uma cidade qualquer desse país. Estes sim, deveriam ser nosso foco principal. Tratar de mazelas como o esgotamento sanitário e o lixão sólido, e assim, estar efetivamente cuidando de nossas águas, de nosso meio ambiente.

Ao agricultor cabe cuidar da produção de alimentos de qualidade, com sustentabilidade ambiental e, dessa forma, contribuir para com a segurança alimentar do planeta. Pegada hidrológica pode ser tema de discussão entre ecologista de asfalto ou aproveitadores das pessoas menos informadas.

*Maurício Carvalho de Oliveira  é  engenheiro agrônomo, Secretário Executivo da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura

CÓDIGO FLORESTAL I: Senador Luiz Henrique escreve artigo com base em documento da Ocepar

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A necessidade de compatibilizar a produção agropecuária brasileira com a preservação do meio ambiente para vencer o desafio da crescente demanda alimentar foi defendida pelo senador Luiz Henrique em artigo publicado, neste domingo (07/08), no jornal "A Notícia", de Joinville (SC). O senador faz uma reflexão sobre o tema com base no documento elaborado pela Ocepar, que traz as propostas do cooperativismo paranaense para o aperfeiçoamento da legislação ambiental. O material foi entregue pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, a parlamentares e autoridades políticas, na semana passada, em Brasília. Luiz Henrique será o relator do Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 30/2011, que trata do novo Código Florestal Brasileiro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado. Veja abaixo a íntegra do artigo.

OPINIÃO:

O "milagre" da nossa agricultura

 

*Luiz Henrique

 

Como contribuição ao debate sobre o novo Código Florestal, a Organização das Cooperativas do Paraná elaborou um profundo diagnóstico do perfil da agricultura brasileira.


Reflete ampla reportagem da revista inglesa "The Economist" que aborda, em matéria intitulada "The miracle of the cerrado", a fantástica expansão das atividades agropecuárias naquela região brasileira, situada, sobretudo, no centro do País.


Segundo a reportagem, "se você perguntar qual produtor agrícola vai ser mais importante nos próximos 40 anos, a resposta seria provavelmente: alguém que aumentou muito a sua produção e parece capaz de continuar aumentando; alguém que possui reservas de água e de terras; alguém que seja capaz de manter um grande rebanho bovino; alguém que seja produtivo sem subsídios estatais massivos; e, talvez, alguém com disponibilidade de savanas... Em outras palavras, você estaria descrevendo o produtor do Brasil".


Por incrível que pareça, esse "milagre" a que se refere a conceituada revista inglesa é realizado em apenas 31% do território brasileiro, contra 59% da China, 57% da Espanha, 56% da Holanda, 54% da França, 49% da Argentina e da Alemanha, 47% da Itália e 45% dos Estados Unidos. Mas se considerarmos isoladamente a produção de grãos (soja, milho, trigo etc.), vamos ver que o plantio dessas espécies agrícolas ocupa apenas 7% (eu disse sete por cento!) de todas as terras existentes no País.


Em 30 anos, de 1981 a 2011, usando, repito, apenas 7% do território nacional, a nossa safra graneleira bateu todos os recordes, dando, como em nenhum outro país do mundo, um salto de 52 milhões para 161 milhões de toneladas! Isso significa um aumento explosivo de 214%.


Outro dado importante: enquanto a produção de grãos cresceu 214%, em três décadas, a área cultivada ampliou-se em 25%. Ou seja, a agricultura soube produzir muito mais em menos terras, não precisou avançar tanto, como se imaginava, sobre as florestas. Obteve reconhecido ganho tecnológico, aumentando, significativamente, a produtividade por hectare.


O chamado agronegócio, baseado, predominantemente, nas exportações de grãos, de carnes bovina, suína e de aves; de sucos, açúcar e combustíveis biológicos, gerou divisas para o País na ordem de 76 bilhões de dólares.


Nesses mesmos 30 anos, a produtividade do campo dobrou e a exportação de produtos agrícolas sextuplicou. Foi só graças a esse desempenho rural que o País obteve um elevado ritmo de crescimento e manteve o equilíbrio das contas externas.


Hoje, o chamado agronegócio já representa 26% do produto interno bruto nacional e, não obstante represente apenas 17% da população brasileira, gera, direta e indiretamente, no campo e na cidade, 37% dos empregos do País.


Segundo relatório da Organização das Nações Unidas, em 2050 a população mundial alcançará a impressionante cifra de 9 bilhões de habitantes, o que requererá uma ampliação da produção de alimentos na ordem de 70%. E ao Brasil caberá a missão de contribuir com 40% desse megaestoque.


Se soubermos compatibilizar preservação com produção, o Brasil cumprirá esse seu desafio.

 

*Luiz Henrique da Silveira | Senador

CÓDIGO FLORESTAL II: CRA debate impacto da recomposição ambiental de áreas produtivas

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) promoveu um debate, na tarde da última sexta-feira (05/08), para avaliar os custos e os impactos econômicos decorrentes da recomposição ambiental de áreas produtivas, dentro da discussão do novo Código Florestal (PLC 30/2011). O requerimento para o debate foi apresentado pela senadora Ana Amélia (PP-RS).

Preço alto - O procurador da Fazenda Nacional, Luiz Carlos Silva de Moraes, lembrou que o Brasil tem 58% de vegetação nativa e disse que o "grande problema" é o que fazer com essa terra. O procurador citou estudos que mostram que a concentração populacional coincide com as regiões com mais necessidade de recomposição ambiental. Para o procurador, é preciso "engenharia de produção" e é preciso urgência na aplicação das medidas.

 

Necessidade - Luiz Carlos Moraes ainda afirmou que a manutenção do meio ambiente não é favor, mas uma necessidade pública e destacou o preço de uma possível recomposição ambiental. Ele lembrou que, de acordo com a legislação, o poder público deve dar as mudas de espécies nativas para recuperar áreas degradadas. Só para essa medida, seriam necessários R$ 380 bilhões. De acordo com o procurador, o novo código pode aliviar a situação, mas não vai resolver. Moraes disse que a sociedade vai pagar essa conta por meio de tributos ou por meio de aumento de preços dos alimentos. "Todos queremos um meio ambiente mais bem preservado, mas a que preço?", questionou o procurador.

 

Referencial - O assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) Antônio da Luz disse que um dos papéis do Brasil é ser um país referencial nas questões ecológicas, com um bom nível de preservação ambiental. Segundo Antônio da Luz, a demanda mundial por alimentos vai aumentar muito nas próximas décadas e o Brasil passa a ter um papel fundamental nesse cenário. O assessor da Farsul disse que o Brasil tem uma condição rara, que pouquíssimos países têm, pra produzir alimentos. Para ele, a demanda por alimentos pode vir até a provocar guerras, e o Brasil pode ser o diferencial entre o conflito e a paz.No Rio Grande do Sul, informou Antônio da Luz, 95% da produção agrícola trabalham com captação de carbono, que por meios naturais ou artificiais diminuem o efeito estufa e o aquecimento global.

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Impactos - Antônio da Luz reconheceu a importância de aliar os interesses econômicos, sociais e ambientais na produção agrícola, mas criticou o novo Código Florestal por conta dos possíveis impactos na economia do Rio Grande do Sul. Segundo o assessor da Farsul, a aplicação rigorosa da nova legislação pode diminuir em R$ 14 bi o Produto Interno Bruto (PIB) do estado e também pode significar menos 1,3 milhão de empregos. " Não é com o código do jeito que está que vamos conseguir equilibrar todas essas questões", criticou.

 

Injustiças - A importância de uma nova legislação ambiental também foi destaque no debate. O secretário de Agricultura do Estado de Rondônia, Anselmo de Jesus, disse que o atual código florestal comete "várias injustiças" com o agricultor. O secretário citou como exemplo o limite de exploração de apenas 20% da propriedade familiar na Floresta Amazônica. Anselmo de Jesus cobrou urgência na aprovação do novo Código Florestal. "Uma nova legislação é de muita importância", disse Anselmo de Jesus.O secretário também cobrou mais reconhecimento para os estados que preservam a floresta amazônica e destacou a Agricultura de Baixo Carbono (ABC) como um exemplo positivo que alia produção com preservação ambiental. Anselmo de Jesus ainda disse que espera que Rondônia mostre para o Brasil um novo modelo de produção agrícola.

 

Uso da água e do solo - O gerente de Uso Sustentável da Água e do Solo da Agência Nacional de Águas (ANA), Devanir Garcia dos Santos, disse que o novo Código Florestal pode colaborar para um melhor uso da água e do solo. Ele lembrou que 18% da água potável do mundo estão no Brasil e uma das funções da ANA é conciliar a gestão do uso da água com o uso do solo. O gerente da ANA disse que a quantidade e a qualidade da água estão diretamente relacionadas com a condição e a preservação do solo. Para Devanir dos Santos, o respeito ao solo é o primeiro passo para uma produção sustentável. "O problema não é produzir ou deixar de produzir, mas sim produzir adequadamente",  afirmou.

 

Mata ciliar - O gerente da ANA ainda defendeu a manutenção de 30 metros de mata ciliar, conforme prevê o novo Código Florestal, e de 50 metros de mata nativa na área de nascente. Devanir dos Santos, porém, criticou o novo código pela previsão de possibilidade de redução de metragem de preservação de área nativa e por permitir a possibilidade de anistia a quem desmatou. Afirmou que é preciso valorizar quem cumpriu a lei. "Quando não respeitamos a natureza, ela também não nos respeita. O preço que vamos pagar é muito caro", lamentou.

 

Êxodo rural - Edson Martins, representante da Confederação Nacional de Municípios (CNM), disse que as questões ambientais sempre preocuparam a instituição. Martins citou estudos da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para dizer que o homem do campo pode ficar em situação difícil e migrar para a cidade, caso a atual legislação ambiental seja rigorosamente aplicada. Segundo Edson Martins, o atual Código Florestal pode comprometer vários setores do campo, desde a produção de arroz até a criação de búfalos - que, em algumas situações, estariam ilegais de acordo com o código atual. O representante da CNM disse que 5 milhões de pessoas podem migrar para a zona urbana - e isso causaria um grande impacto nos municípios. Martins ainda afirmou que o novo código poderia resolver a situação, trazendo para a legalidade várias atividades rurais. "A participação de todos os setores é fundamental para a aplicação do código em todo o país, buscando um desenvolvimento mais sustentável", afirmou. A senadora Ana Amélia lembrou que um possível êxodo rural em grandes proporções pode comprometer o consumidor urbano, já que os alimentos e outros produtos primários vêm do campo.

 

Trabalho da CRA - O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), presidente da comissão, lembrou os trabalhos da CRA no primeiro semestre e destacou a presença de especialistas, cientistas e agricultores nos debates. Acir Gurgacz também louvou a participação popular, que ocorreu em todos os debates, por telefone e por meio da internet. De acordo com o senador, os 13 seminários realizados foram instrumentos para que a CRA possa apontar soluções e cumprir seu papel de auxiliar a agricultura e o país. Acir Gurgacz ainda elogiou a persistência do agricultor brasileiro e a participação do governo no setor. No entanto, o senador cobrou mais apoio para o produtor familiar. O parlamentar também ressaltou a importância do debate sobre o novo Código Florestal e defendeu o equilíbrio entre a produção e a preservação ambiental. "- A agricultura brasileira bate recordes sucessivos e se consolida como uma das mais fortes do planeta", afirmou.

 

Demanda - O senador citou dados do Ministério da Agricultura, para dizer que o Brasil vai precisar integrar mais 6 milhões de hectares até 2020, para acompanhar a demanda pela produção agrícola. Daí, a importância de debater os custos e os impactos da recomposição ambiental de áreas produtivas. (Agência Senado)

SESCOOP/PR: Pós em energias renováveis inicia com aula sobre cooperativismo

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O curso de Pós graduação em Energias Renováveis, com ênfase em Biogás, foi aberto oficialmente na última sexta-feira (05/08), na sede da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, com a presença do diretor presidente da Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek, do diretor presidente do Parque Tecnológico de Itaipu, Juan Carlos Sotuyo, do superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, e do Superintendente ISAE/FGV, Norman de Paula Arruda Filho. Na oportunidade, Ricken entregou a Samek o documento da Ocepar com as propostas para o aperfeiçoamento do novo Código Florestal Brasileiro.

O curso - Cerca de 30 profissionais de cooperativas do Paraná estão matriculados na especialização, que é resultado de parceria entre o Sistema Ocepar, Fundação Getúlio Vargas e Itaipu Binacional. O curso terá duração de aproximadamente 20 meses, totalizando 446 horas/aula. Na sexta-feira, o superintendente da Coordenadoria de Energias Renováveis, Cícero Bley Junior, fez a apresentação do curso. No sábado (06/08), os alunos tiveram aula sobre cooperativismo.

RAMO SAÚDE I: Unimed Curitiba comemora 40 anos

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A Unimed Curitiba celebrou os 40 anos de fundação com um jantar comemorativo, na última sexta-feira 05/08), no Salão Nápoli do Restaurante Madalosso, em Curitiba. O evento contou com a participação do superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Renato Nobile, e do presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, demais dirigentes cooperativistas, cooperados, fornecedores, clientes e parceiros A instituição é responsável por 61% dos planos de saúde de Curitiba. "É uma conquista que deve ser comemorada", destacou o diretor-presidente da cooperativa, Sérgio Ioshii. Para ele, as comemorações devem se estender a todos os que são importantes para a Unimed Curitiba, que ajudam a construir sua história.

Bom desempenho - Segundo Ioshii, a gestão profissionalizada, a modernização do sistema de informação e a grande estrutura de atendimento são os principais fatores para o bom desempenho registrado na última década. "A projeção é alcançar R$ 1,3 bilhão de movimentação econômico-financeira este ano, sendo que cerca de 86% desse valor serão repassados à rede de prestadores, aos médicos cooperados e aos nossos fornecedores", diz.

 

Papel social - Atualmente, a Unimed Curitiba possui mais de 550 mil beneficiários, quase 4 mil médicos cooperados e também o maior número de hospitais, clínicas e laboratórios credenciados. Ioshii ressaltou ainda o papel social desempenha pela organização, que é reunir o maior número de pessoas, tanto física quanto jurídica, em torno da filosofia cooperativista. (Com informações da OCB)

COODETEC: Resultados do verão também na safrinha

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AGROLEITE: Evento impulsiona negócios da cadeia leiteira

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Com foco na geração de negócios, a 11ª Agroleite começa nesta segunda-feira (08/08), com expectativa de repetir o desempenho do ano anterior. A organização espera movimentar R$ 28 milhões e receber 48 mil visitantes nos cinco dias de evento. Castro, cidade que sedia a feira, é o município com a maior produção nacional de leite, tendo atingido a marca de 166 milhões de litros em 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mercado favorável - ''O mercado está muito favorável para a cadeia leiteira paranaense e nacional'', avalia o coordenador técnico da Agroleite, Henrique Costales Junqueira. Segundo ele, com esse cenário a tendência é de que os produtores estejam mais interessados em investir em sua propriedade. A Agroleite reúne proprietários das principais fazendas leiteiras do País, profissionais dos diversos segmentos da cadeia leiteira e representantes do poder público e associações. Na edição anterior, 62% dos visitantes fecharam negócios dentro da feira.

 

Aplicações práticas - Ao percorrer os 120 estandes do evento, o público encontrará as últimas aplicações práticas da tecnologia para o segmento, maquinário, equipamentos para ordenha, tratores, colheitadeiras de forragem, insumos e representantes de laboratórios apresentando lançamentos para a atividade. Durante a programação estão também previstos seminários, simpósios, fóruns, leilões, torneio leiteiro e julgamentos.

 

Tecnologia e orientação - ''Temos uma produção leiteira diversificada e o maior evento do País focado na cadeia leiteira apresenta tecnologias e orientações para todos os produtores, desde os pequenos até os que possuem mais de mil vacas'', afirma Junqueira. Segundo ele, os principais criadores das raças holandesa, jersey, simental e pardo-suíça levarão cerca de 600 animais para o evento.

 

Imigração holandesa - Em 2011, a imigração holandesa para Castro completa 60 anos e a Agroleite homenageia a tradição cultural da cidade com decoração especial. ''A primeira atividade que os imigrantes desenvolveram aqui foi a pecuária leiteira'', lembra Junqueira. A Agroleite é promovida pela Cooperativa Castrolanda, que este ano deve produzir 180 milhões de litros de leite.

 

Destaque - Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a região Centro-Oriental do Paraná, que envolve os municípios de Castro, Carambeí, Palmeira e Arapoti, apresenta altos índices de produtividade na cadeia leiteira, sendo comum rebanhos com produtividade igual ou maior a 10 mil litros/vaca/ano. A Seab avalia que os altos índices de produção desta região são fruto de forte seleção genética realizada ao longo de anos pelos colonizadores holandeses e alemães. O manejo adotado pelos produtores, a nutrição de qualidade, os cuidados sanitários e a multiplicação genética através do uso de práticas modernas de biotecnologias são outros fatores que colaboram para o sucesso local.

 

Serviço - 11ª Agroleite / Local: Parque de Exposições Dario Macedo, Castro-PR / Data: 8 a 12 de agosto / Entrada franca / Informações: www.agroleitecastrolanda.com.br. (Folha Rural / Folha de Londrina)

EMBARQUES I: Cooperativas paranaenses lideram exportações

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O aumento das exportações de produtos originários de cooperativas brasileiras no exterior é um fenômeno cada vez mais recorrente. Relatório da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) confirma tal desempenho e mostra que no primeiro semestre de 2011, o setor registrou um crescimento em receita de 37,7% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado.

Receita - De janeiro a junho desse ano foram exportados, em receita, US$ 2,7 bilhões, contra US$ 1,99 bilhões em relação a 2010. O Paraná, de acordo com a entidade, lidera o ranking de estados exportadores, representando 36,7% do total de produtos enviados. Em receita, o Paraná gerou nesse primeiro semestre US$ 1 bilhão, ficando à frente do Estado de São Paulo, que representou 29,7% das exportações (US$ 815 milhões) e Minas Gerais com 14,1% (386,5 milhões).

 

2010 - Em 2010, as cooperativas brasileiras exportaram o recorde de US$ 4.417 bilhões, 21,76% a mais do que no ano anterior. O Paraná fechou o ano na frente, com 37,11% do valor exportado, o correspondente a US$ 1,64 bilhão (+10,05%).

 

Pauta maior - Gilson Martins, do departamento de Gerência Técnica e Econômica da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), revela que o Estado está ampliando seu leque de exportações ano a ano. ''Em 2010, as exportações gerais de todo o sistema cooperativista estadual gerou uma receita de US$ 1,65 bilhão, US$ 54 milhões a mais do que 2009. Para este ano, a estimativa é de atingir uma arrecadação de US$ 2 bilhões'', calcula.

 

Produtos agropecuários - Os recordes são puxados principalmente pelos produtos agropecuários. Só no complexo soja (grão, óleo e farelo), por exemplo, o Estado movimentou em 2010 US$ 448 milhões. ''De 2006 até 2010, as exportações estaduais praticamente dobraram'', sublinha Martins. Segundo ele, uma das razões para esse destaque é o aumento da organização de produção das cooperativas, começando com a assistência técnica dada por elas no campo que, em consequência disso, incentiva a ampliação da produtividade das lavouras paranaenses.

 

Convidativo - José Aroldo Galassini, presidente-executivo da Coamo, afirma que o mercado de exportações de commodities está convidativo para o complexo soja, que representa 40% do que a cooperativa envia ao mercado externo. Segundo ele, a valorização do produto na Bolsa de Chicago trouxe benefícios para as cooperativas brasileiras.

 

Produtos industrializados - Martins, da Ocepar, comenta que o foco ainda é o envio de matéria-prima para o exterior mas destaca que as cooperativas estão investindo na industrialização de seus produtos, um nicho de mercado em crescimento. ''No ano passado, 44% da pauta de exportações do Paraná foram de produtos industrializados'', reforça Martins.

 

Oportunidades de mercado - O especialista destaca o tipo de produto que irá ser exportado depende exclusivamente da demanda do mercado. Europa e China, por exemplo, importam, em sua maioria, farelo de soja. ''Ficamos atentos às oportunidades do mercado. Não adianta enviar produto industrializado, por exemplo, se não houver quem compre'', explica. Martins cita o caso da Europa, que só compra matéria-prima para a produção de ração animal. Segundo ele, ante a crescente demanda por esses produtos, o cooperativismo paranaense foca seu mercado na venda de commodities (in natura), cuja produção só no segmento de grãos, por exemplo, representa 20% de tudo o que é produzido no Brasil.

 

Garantia de venda - Martins acrescenta que as exportações beneficiam tanto as cooperativas quanto os cooperados, que têm a garantia de venda do produto, independentemente da situação de mercado. Os principais destinos das exportações do Paraná são a China (22%), Alemanha (19%), França (8%), Japão (7%) e Holanda (5%). (Folha Rural / Folha de Londrina)

EMBARQUES II: Balança comercial positiva

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A balança comercial das cooperativas brasileiras, de acordo com o relatório divulgado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), também foi positiva no primeiro semestre de 2011. O saldo, segundo a entidade, foi de US$ 2,58 bilhões, com um superávit recorde de 37,3% se comparado ao mesmo período de 2010. A expansão do setor, de acordo com a OCB, foi de 44,4% nas importações, que passaram de US$ 114,3 milhões no ano passado para US$ 165,1 milhões nesse ano. Uma das justificativas para o aumento das importações, de acordo com a OCB, é devido principalmente à alta nos preços dos insumos que chegou a comprometer a renda do produtor. Porém, de acordo com a OCB, os agricultores que estão organizados no sistema cooperativista deverão ter o impacto minimizado pelas compras conjuntas antecipadas. (Folha Rural / Folha de Londrina)

PLP 591/2010: OCB discute com o Sebrae projeto de lei sobre micro e pequena empresa

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Na última quinta-feira (04/08), o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participou de audiência com o diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Alberto dos Santos, para tratar do Projeto de Lei Complementar (PLP) 591/2010, que apresenta reformulações à lei das Micro e Pequenas Empresas. A principal mudança para as cooperativas é a possibilidade de se tornarem optante pelo SIMPLES. Acompanhando a reunião estiveram o Superintendente e a gerente de Relações Institucionais da OCB, Renato Nobile e Tânia Zanella, e o analista de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Edimir Santos.

Contra os princípios - De acordo com Edimir, a alteração proposta pelo projeto concederia uma abertura de precedentes, na contramão da essência cooperativista. "O texto inicial do PLP 591/2010 retira a vedação da lei de que as cooperativas, salvo as de consumo, não podem participar da sistemática de apuração do Simples Nacional e determina que elas passem a compor o grupo de sociedades que apuram seus tributos pelo Simples", detalha. Na prática, isso significa que as cooperativas passariam ser consideradas empresas, com faturamento, lucro, o que fere um dos princípios básicos do cooperativismo.

 

Peculiaridades - Como o Sebrae ajudou na elaboração do projeto, a OCB contextualizou as peculiaridades que envolvem as sociedades cooperativas e levou seu parecer ao conhecimento do Diretor Técnico Carlos Alberto, que disse  concordar com o posicionamento da OCB, se comprometendo a apoiar essa decisão. O PLP 591/2010 já passou por duas das quatro comissões que o analisarão na Câmara dos Deputados e, em ambas, o pleito cooperativista foi atendido. A expectativa agora, segundo a gerente Tânia Zanella, é que o mesmo aconteça também nas demais comissões e no Plenário da casa. (Informe OCB)

RAMO TURISMO E LAZER: Portaria regulamenta cadastro de serviços turísticos

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As cooperativas que atuam no ramo de turismo e lazer devem ficar atentas às novas regras do Ministério do Turismo (MTur) que instituíram o Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). A Portaria nº 130/2011 foi publicada no Diário Oficial da União no último dia 28 de julho e pretende promover o ordenamento, a formalização e a legalização dos prestadores de serviços turísticos no Brasil, por meio do cadastro de empresas e profissionais do setor. Para as cooperativas desse segmento, o cadastro será realizado por meio da apresentação dos seus atos constitutivos, entre outros o Estatuto e Ata da Assembleia Geral de Constituição, devidamente registrados na junta comercial, e na Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Benefício - Para o representante nacional do ramo, Remy Gorga, o cadastro é algo que vai beneficiar o setor, tendo em vista que permitirá a participação de cooperativas em eventos, feiras e ações realizados pelo MTur e pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), tais como o Salão do Turismo, Vai Brasil e Portal de Hospedagem.  "O cadastro é excelente fonte de consulta do mercado turístico brasileiro", diz. Outro ponto importante destacado por Gorga é a facilidade do acesso a linhas de financiamento específicas para o turismo, por meio de bancos oficiais, além da participação em programas de qualificação promovidos e apoiados pelo MTur.

 

Braços executivos - A portaria também enfatiza o papel das secretarias como braços executivos do MTur nos estados e atende à Política Nacional de Turismo, baseada na gestão compartilhada e descentralizada. O Cadastur é um sistema online que recebe cadastros obrigatórios dos prestadores de serviços turísticos de meios de hospedagem, agências, transportadoras, organizadoras de eventos, parques temáticos, acampamentos e guias. A inscrição no mesmo é gratuita e mais informações podem ser acessadas no seguinte endereço: http://www.cadastur.turismo.gov.br/cadastur/ComoCadastrar.mtur. (Informe OCB)

EVENTO II: Paraná será sede de Encontro Nacional de Comércio Exterior

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O Paraná vai ser a sede do principal encontro de comércio exterior do Brasil. Organizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) o Encomex - Mercosul será realizado em Curitiba, nos dias 1 e 2 de dezembro, e contará com o apoio do Governo do Estado. O secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, foi a Brasília nesta segunda-feira (08/08) para definir detalhes do evento com a secretário de Comércio Exterior do Ministério, Tatiana Prazeres. "Teremos ênfase ao comércio exterior no Mercosul. Vamos mobilizar empresários de pequeno e médio porte de toda a região para estabelecer novos contatos, criar novas rotas de negócios e consolidar no Paraná ações e políticas de apoio ao comércio exterior", adiantou Ricardo Barros. Trata-se da terceira edição do Encomex - Mercosul. Foz do Iguaçu e Porto Alegre foram sede do evento em 2009 e 2010, respectivamente.

Encomex - O Encontro Nacional de Comércio Exterior foi criado para estimular maior participação do empresariado brasileiro no comércio internacional, levando informações de relevância acerca da estrutura, do funcionamento, das regras básicas do intercâmbio comercial brasileiro, dos mecanismos de apoio à exportação, das oportunidades de negócios e contatos, contribuindo substancialmente com a divulgação da cultura exportadora.

 

Programação - A programação do evento é composta por palestras, oficinas setoriais e temáticas e curso básico de exportação - todos direcionados ao pequeno e médio empresário. Os Encomex são uma oportunidade para que os envolvidos no processo exportador sanem suas dúvidas, ampliem conhecimentos, atualizem informações sobre o comércio exterior e acessem novos mercados.

 

Aproximação- Em 2009, foi realizado o primeiro Encomex Mercosul, em Foz do Iguaçu. O encontro internacional busca aproximar os setores produtivos e governamentais dos países que compõem o bloco - Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai - e também da Venezuela. A segunda edição ocorreu em Porto Alegre, em 2010, com um público de cerca de 1.500 pessoas, 120 empresas brasileiras, 24 empresas de outros países da América Latina e 12 empresas europeias, e foram realizadas mais de 900 rodadas de negócios. (Assessoria de Imprensa da Seim)

TRIGO: Rússia cobra até 40% menos pelo cereal exportado e ganha terreno

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A retomada das exportações de trigo da Rússia, suspensas desde julho de 2010 em razão da forte seca que derrubou sua produção na temporada passada (2010/11), deverá render ao país um domínio global considerável nesse mercado nos próximos meses, sobretudo por conta dos baixos preços praticados atualmente. Conforme analistas, o trigo russo está sendo vendido a valores de 30% a 40% mais baixos que o produto americano ou europeu. Com oferta disponível e descontos, as exportações do país saíram do zero em junho e alcançaram 2 milhões de toneladas em julho. A expectativa é que o volume alcance 3,5 milhões de toneladas em agosto.

Oriente Médio e Ásia - Claus Keller, da consultoria alemã FO Licht, realça que o trigo da Rússia já predomina no Oriente Médio e poderá ganhar mais espaço também na Ásia. A escalada russa, que já tirou espaço da Austrália no mercado, conta com a "ajuda" das barreiras às exportações impostas pelo governo da Argentina, principal fornecedor do Brasil, outro grande importador. Com as travas, muitos produtores argentinos estão trocando o trigo pelo plantio de cevada, que poderá crescer 30% no ciclo 2011/12 e se aproximar de 4 milhões de toneladas. A China já manifestou interesse em importar. (Reuters / Valor Econômico)

ALGODÃO: Preços têm reação no país

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Depois de recuarem 61% entre 15 de abril e 20 de julho, as cotações do algodão no mercado interno reverteram o movimento e já subiram consideravelmente desde o fim de julho. No período de dez dias até sexta-feira (05/08) - e apesar da queda de sexta -, os preços subiram 21,6%, conforme o indicador Cepea/Esalq, em um movimento impulsionado pelo atraso na colheita da pluma e pelo aumento das exportações.

Colheita - Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), até agora 50% da área plantada da pluma no país foi colhida, quando o normal para este período seria um percentual de 60%. Por causa disso, só agora as exportações começam a ganhar impulso. De acordo com estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Safras & Mercado, os embarques estão 42% maiores do que em igual mês de 2010, em 27,7 mil toneladas.

 

Acumulado - Já no acumulado do ano comercial (de março a julho), os volumes não chegam à metade do que foi embarcado no mesmo intervalo do ano passado. Alcançam 58,9 mil toneladas, ante 121,6 mil toneladas de igual período do ano passado, segundo a Safras. Sérgio De Marco, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), diz que o produtor está cumprindo seus contratos de exportação e não está sobrando muito para o mercado interno.

 

Receio - Ele acredita também que os consumidores de algodão no mercado interno estão com receio de que a safra nacional não seja tão grande quanto se imaginava. Em meados do mês passado, a Abrapa revisou a colheita em 1,75 milhão de toneladas, 13% menos do que apontavam as estimativas iniciais. Agora, a entidade já elevou a estimativa de quebra para níveis entre 15% e 20%, de acordo com De Marco.

 

Estabilização - Mas Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, não acredita que os preços manterão essa recuperação por muito tempo. A partir de 20 de agosto, quando a colheita entrar em ritmo mais forte e os embarques estiverem avançados, poderá haver uma estabilização e um retorno para a tendência de baixa. "Acredito que o mercado esteja tomando um fôlego, mas a tendência segue de baixa, uma vez que a despeito da menor safra americana, a produção mundial vai crescer". As turbulências econômicas globais também exercem pressão baixista sobre as cotações.

 

Safra mundial - Relatório recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta para uma safra mundial de 123,16 milhões de toneladas, 7,5% maior do que a da temporada passada (2010/11). Com isso, os estoques mundiais vão crescer, prevê o USDA, de 44,4 milhões de toneladas para 51 milhões de toneladas.

Poucos negócios - O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Ivan Bezerra de Menezes Junior, afirma que houve um aquecimento inicial das vendas com o recuo dos preços. Mas que na medida em que as cotações começaram a subir novamente, as têxteis recuaram. "Praticamente não houve negócios nesta semana", observa Bezerra.

 

Divergência - Sobre os rumores de quebras de contrato, o vice-presidente da Abit informou que um volume que representa 0,25% da produção esperada de 1,8 milhão de toneladas da pluma é objeto de divergência entre as partes (comprador e vendedor) por causa do não cumprimento de contratos de algodão. Bezerra também preside o Comitê de Ética do Algodão, que inclui Abit, Abrapa, Anea (entidade que reúne exportadores de algodão) e corretores. "Ainda são casos pontuais", afirma ele. (Valor Econômico)

COMMODITIES: Tempo de pressão sobre as cotações

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A forte pressão baixista sobre os preços internacionais das commodities agrícolas provocada pelas turbulências econômicas em países desenvolvidos perdeu força na sexta-feira (05/08), mas produtos como o suco de laranja e o algodão voltaram a registrar grandes quedas e a semana que se inicia promete ser nervosa e de alta volatilidade nos mercados, sobretudo após o rebaixamento da nota dos papéis da dívida americana pela agência de avaliação de risco Standard & Poor's.

Valorização - Negociados em Chicago, milho e trigo, duas das commodities agrícolas de maior liquidez, resistiram ao pânico que dominou a bolsa principalmente na quinta-feira (04/08) e encerraram a semana passada com valorização. A soja, carro-chefe do agronegócio brasileiro, registrou queda, mas modesta. Nos casos de milho e soja, problemas climáticos nos Estados Unidos ainda colaboram para a sustentação das cotações.

 

Milho - Na sexta-feira, os contratos do milho com vencimento em dezembro - que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez - subiram 1,50 centavo de dólar por bushel (medida equivalente a 25,2 quilos) e fecharam a US$ 7,03, ainda acima da "barreira" dos US$ 7. Segundo cálculos do Valor Data, com a alta esses papéis atingiram uma valorização semanal de 5,12% e os ganhos acumulados em 12 meses alcançaram 68,18%.

 

Trigo - A segunda posição do trigo (dezembro) caiu 2,50 centavos de dólar por bushel (27,2 quilos) na sexta-feira e fechou a US$ 7,23. Mesmo assim o cereal registrou alta de 1,01% na semana passada, e assim a queda acumulada em 12 meses passou a ser de 10,88%, de acordo com o Valor Data.

 

Soja - Do trio de grãos, apenas a soja fechou a semana passada valendo menos do que na anterior na bolsa de Chicago. Após nova queda na sexta-feira - de 8,25 centavos de dólar por bushel (27,2 quilos) -, a baixa semanal foi de 1,52%, mas a alta acumulada em 12 meses ainda chega a 28,34%. As variações positivas da soja e do milho em 12 meses ganham relevância pela alta base de comparação. Em julho do ano passado, embalados por graves problemas na oferta de grãos da Rússia e países vizinhos, os preços voltaram a subir forte. O trigo, mais afetado pelas adversidades, subiu mais na ocasião e agora aparece com baixa no ano-móvel. (Valor Econômico, com Dow Jones Newswires)

CÓDIGO FLORESTAL: Koslovski busca apoio às propostas das cooperativas

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