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Responsável por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário do Paraná, o setor cooperativista do estado está cada vez mais bilionário. Nos últimos três anos, o número de cooperativas com faturamento igual ou superior a R$ 1 bilhão quase dobrou, subindo de cinco em 2008 para oito no ano passado.
Industrialização - O salto tem sido impulsionado por investimentos em industrialização, realizados principalmente através de linhas de crédito desenhadas especialmente para atender às necessidades do setor, como o Programa e Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção (Prodecoop) e do Programa de Capitalização das Cooperativas Agropecuárias (Procap/Agro).
Tendência - Como a meta de industrialização cooperativista evolui dois pontos porcentuais a cada ano, a tendência é que novas unidades apareçam no ranking das cooperativas bilionárias, prevê a Organização das Coopeativas do Paraná (Ocepar). "Das 82 unidades instaladas no Paraná, 35 tem agroindústria de diferentes tamanhos", revela Flávio Turra, gerente técnico e econômico da entidade.
Estreia - Depois de se aproximarem da marca de R$ 900 mil em receita no ano passado, Frimesa e Coopavel prometem estrear neste ano na lista de cooperativas que faturam R$ 1 bilhão. Com estratégias comerciais direcionadas ao mercado doméstico, a Coopavel, instalada em Cascavel (Oeste do estado), busca ao máximo a agregação de valor e a diversificação da fonte de renda. Sustentado no aumento da produção de frango (8%), venda de insumos (10%) e de recepção de grãos (10%) o faturamento da cooperativa deve alcançar R$ 1,1 bilhão até o fim deste ano, prevê o diretor-presidente, Dilvo Grolli.
Commodities - O resultado é atribuído não somente aos investimentos realizados nos últimos anos, mas também à alta internacional das commodities, que fortaleceu financeiramente a cooperativa, afirma o dirigente. "Tomamos o valor máximo liberado pelas linhas do governo. Só do Prodecoop, foram R$ 10 milhões. Agora, estamos investindo mais R$ 40 milhões em um moinho de trigo, que deve entrar em funcionamento até junho de 2012", conta Grolli.
Impacto negativo - Se a valorização da soja e do milho contribuiu para o desempenho da Coopavel neste ano, para a Frimesa a alta dos grãos pesou negativamente nos custos de produção. Concentrada na industrialização de carne suína e de leite, a cooperativa teve seu potencial de faturamento limitado em 2011. Mesmo assim, pretende chegar à receita de R$ 1 bilhão. "A meta era crescer 20% em faturamento, mas não conseguiremos cumpri-la. Tivemos de segurar o estoque de carnes para vender no segundo semestre, quando a demanda aumenta por causa das festas de fim de ano", lembra Valter Vanzella, diretor-presidente da empresa.
Consolidação gradativa - Na avaliação de Turra, o processo de transformação de matérias-primas deve se consolidar gradativamente no estado e a tendência é que as cooperativas que já industrializam parte ou totalmente sua produção diversifiquem os negócios. Para processar 50% da produção cooperativista, meta traçada até 2015, o setor precisa investir R$ 1,5 bilhão por ano, calcula. Sozinho, o sistema faturou R$ 21 bilhões em 2010, 10% mais do que no ano anterior, segundo dados da Ocepar. Para 2011, a meta é alcançar R$ 23 bilhões. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
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A falta de investimentos no setor sucroenergético deve levar o Brasil a se tornar importador de etanol. Para evitar desabastecimento durante o período de entressafra de cana-de-açúcar, no início do ano que vem, o país deve buscar no exterior cerca de 650 milhões de litros, multiplicando por nove o volume importado em 2010 (75,6 milhões de litros). Especialistas alertam que o descompasso entre oferta e demanda, que vem ocorrendo desde o ano passado, tende a tornar a balança comercial do produto deficitária nos próximos anos.
Mais que o dobro - De janeiro a junho deste ano, 406,9 milhões de litros do combustível entraram no país, mais que o dobro do volume total importado entre 2000 e 2009, de acordo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Usinas, tradings e distribuidoras já teriam firmado contratos para outros 250 milhões de litros. Segundo informações da Bioagência, empresa que negocia a produção de 26 usinas do Centro-Sul do país e detém 8% do mercado nacional, as cargas devem começar a chegar aos portos brasileiros entre o fim deste mês e o início de setembro. "A probabilidade de continuarmos importando etanol nos próximos anos é muito grande", adverte o diretor da empresa, Tarcilo Rodrigues.
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Problema estrutural - O problema é estrutural e tem origem em 2006, quando a expansão mal planejada provocou excesso de oferta, deprimiu os preços do açúcar e do etanol e fez com que as usinas começassem a ter dificuldades para saldar dívidas. Em 2008, quando começava a se ajustar, o setor foi surpreendido pela crise internacional, que secou o crédito e obrigou empresas a engavetar projetos de investimento.
Renovação - "Desde então, não conseguimos mais renovar os nossos canaviais. Com isso, a produtividade caiu de 95 toneladas para 76 toneladas por hectare e o ATR (quantidade de açúcar da matéria-prima) também diminuiu", relata o representante da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) em Ribeirão Preto (SP), Sérgio Prado. Ele lembra que o problema foi agravado pelo excesso de chuvas em 2009, secas em 2010 e geadas neste ano.
Moagem - Nas contas da Unica, as indústrias da região Centro-Sul do país - com cerca de 90% da produção brasileira - terão disponíveis para a moagem 533,5 milhões de toneladas de cana, 4,2% menos do que o processado na safra passada (556,94 milhões). É a primeira queda desde o surgimento dos carros flex, em 2003. E há quem acredite que o aperto na oferta de matéria-prima será ainda maior. "O mercado acredita que vamos chegar a, no máximo, 515 milhões de toneladas", revela Arnaldo Corrêa, gestor de riscos da Archer Consulting.
Menos etanol - Qualquer que seja o número final, irá redundar em uma produção menor de etanol. Mesmo considerando a projeção conservadora da Unica, haverá déficit na oferta do combustível, que deve recuar a 22,5 bilhões de litros para um consumo estimado 2 milhões de litros/mês, ou 24 bilhões de litros/ano."As importações resolvem momentaneamente a situação, mas não equacionam o problema no médio e longo prazo", declara Corrêa.
Novas lavouras - O ponto zero para que o mercado do etanol comece a sair da crise é a recuperação dos canaviais. "O que precisamos hoje não são novas usinas, mas sim novas lavouras", diz Prado. Segundo o governo, a indústria sucroenergética brasileira trabalha hoje com 20% de sua capacidade produtiva ociosa. Se houvesse matéria-prima disponível, poderia moer 150 milhões de toneladas de cana adicionais. "Visitei, nas últimas semanas, várias regiões de produção de São Paulo e vi que o replantio de áreas envelhecidas está ocorrendo", conta o representante da Unica. "O problema é que essas novas áreas só entrarão em produção daqui a 18 meses e, pelo menos até lá, a oferta vai continuar apertada", observa. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza leilões para a comercialização de 140 mil t de trigo; mais de 1 mil t de feijão; 62 mil t de milho; e 165 mil t de arroz nesta semana. Os grãos negociados são provenientes dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.
Operações de venda - A partir das 9h desta quarta-feira (03/08), está programada uma operação de venda de 43 mil t de trigo safra 2008/2008 dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Após o término do primeiro leilão, serão comercializadas 97 mil t do grão produzidas em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Os interessados devem estar cadastrados na bolsa por meio da qual pretendam realizar a operação. Outro requisito para participar é estar em situação regular no Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi).
Pepro - Na quinta-feira (04/08), será realizado um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) para escoamento de 140 mil t de arroz em casca oriundo dos três estados da região Sul e de Mato Grosso do Sul. Outras 25 mil t do produto em casca beneficiado, produzidos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, serão negociadas em uma operação de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). Os grãos adquiridos nas operações de PEP e Pepro não podem ter como destino final a região Nordeste, Sul, Sudeste, Centro-Oeste; os estados de Tocantins, Pará, Roraima; nem os países Argentina, Paraguai, Uruguai e Suriname.
Feijão e milho - Após o término dos leilões de arroz, serão realizadas operações de venda de quase 2 mil t de feijão e 62 mil t de milho. Os interessados na venda de milho devem ser cooperativas e/ou produtores de aves, suínos, bovinos (de leite e de corte), indústrias de insumo para ração animal ou alimentação humana à base do grão. (Mapa)
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O comércio entre o Brasil e a Argentina atingiu níveis recordes em julho, com um volume de US$ 3,566 bilhões, representando um aumento de 23,9% em comparação com igual mês de 2010. As importações brasileiras de produtos argentinos somaram US$ 1,525 bilhão, com um aumento de 21,9%. Trata-se do maior valor da série histórica, segundo a consultoria argentina Abeceb, com base em números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Barreiras - Apesar das barreiras comerciais do país vizinho, as exportações brasileiras ao mercado argentino aumentaram 25,5%, atingindo o valor de US$ 2,041 bilhões, o segundo mais alto da série. "O resultado comercial da Argentina com o Brasil apresentou um déficit de US$ 516 milhões em julho, o que implica um aumento de 37% em comparação com o mesmo mês do ano passado", diz a Abeceb.
Balança comercial argentina - balança comercial argentina com o Brasil acumula um déficit de US$ 2,96 bilhões nos primeiros sete meses de 2011. Neste período as exportações brasileiras para a Argentina acumularam alta de 32,2% enquanto as importações do Brasil de produtos argentinos cresceram 19,5%. Para o economista da Abeceb Maurício Claverí, "o comércio vai muito bem porque ambas as economias estão crescendo: a Argentina crescerá 7,5% enquanto o Brasil ficará acima de 4% (neste ano)". Ele disse que "as barreiras têm efeito parcial, mas o impacto pode ser melhor dimensionado quando se observa a desaceleração da importações da Argentina de produtos brasileiros, que vinham crescendo a um ritmo mensal de 30% e agora está em 20%". (Agência Estado)
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O plantio da soja foi antecipado no Paraná, atendendo a pleito das cooperativas do Paraná. A Portaria nº 275, com as novas datas, foi publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na última sexta-feira (29/07). Pelo zoneamento anterior, as primeiras lavouras podiam ser implantadas no Estado a partir do dia 1º de outubro, como no caso do município de Guaíra, Oeste do Estado, cuja semeadura poderá ser realizada nesta safra a partir do dia 20 de setembro, para solos do tipo 3 e variedades dos grupos II e III, de acordo com a nova portaria. "Nós havíamos solicitado a antecipação do cultivo da soja em pelo menos 10 dias, especialmente para as regiões Norte, Oeste, Centro e Noroeste, para permitir que o produtor possa, na sequência, plantar o milho safrinha até o final de fevereiro, que é a melhor época para implantação dessa lavoura", explica o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra. Ainda de acordo com ele, a semeadura da soja deverá ocorrer de forma distribuída no período recomendado pelo Mapa, com a maior concentração em meados de outubro. A expectativa é de que a oleagionosa ocupe no Paraná cerca de 4,5 milhões de hectares na safra 2011/12.
Outras medidas - O novo zoneamento da soja divulgado pelo Mapa contempla ainda outras reivindicações do setor cooperativista, como a eliminação de "janelas", ou seja, intervalos existentes nos prazos de plantios em alguns municípios paranaenses. Também houve a inclusão de municípios que se localizam em regiões produtoras de soja mas que antes não eram contemplados pelo zoneamento.
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Os produtores de soja dos municípios de Francisco Alves, Cafezal do Sul, Iporã e Altônia, localizados na região de Umuarama, no noroeste paranaense, foram finalmente atendidos pelo Ministério da Agricultura, que alterou a data para o plantio de soja determinado pelo zoneamento agrícola e climático para o solo de tipo 2 e o grupo de cultivares do grupo II e III. Durante os últimos oito anos, eles só podiam plantar a partir de 1º de novembro nos dois primeiros municípios e a partir de 11 de novembro nos dois últimos. Com a mudança, cuja reivindicação vinha sendo liderada por Cocamar e Ocepar com apoio técnico do Instituto Agronômico do Paraná e Embrapa, a data passou para o mês de outubro nessas localidades. Na última sexta-feira (29/07), o Ministério da Agricultura divulgou a portaria 275/2011, oficializando a alteração.
Distorção - Até então, quem plantasse fora da época determinada, não tinha direito a cobertura do seguro em caso de intempérie. "Fica corrigida uma distorção", afirma o engenheiro agrônomo Aparecido Carlos Fadoni, gerente do departamento de Produção Agrícola da Cocamar. Segundo ele, os produtores estavam impossibilitados de aproveitar a melhor época para o plantio.
"A luta valeu" - Em setembro do ano passado, Fadoni, acompanhado dos agricultores João Wilton Bonamim, Alécio Andreato e Albertino Afonso Branco, esteve mais uma vez na Embrapa para pleitear a mudança. "A luta valeu", destaca Albertino Branco. "Agora, vamos poder antecipar o plantio buscando uma melhor produtividade, sem contar que cultivando dentro do período do zoneamento vamos ter direito ao seguro". O gerente da Cocamar em Iporã, Eleutério Roncato Neto, explica que, antes da alteração, quem plantava fora do prazo assumia todos os riscos. "Agora os produtores vão trabalhar mais tranquilos, pois serão amparados em caso de frustração de safra". Segundo ele, a próxima batalha é pelo zoneamento do milho safrinha, que ainda não existe para a região.
Revisão anual - O zoneamento agrícola foi usado pela primeira vez no ano de 1996 para a cultura do trigo. Recebe revisão anual e é publicado na forma de portarias, no Diário Oficial da União e no site do Ministério da Agricultura. Atualmente, os estudos de zoneamentos agrícolas de risco climático já contemplam 40 culturas, sendo 15 de ciclo anual e 24 permanentes, além do zoneamento para o consórcio de milho com braquiária. É um instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura. São analisados os parâmetros de clima, solo e de ciclos de cultivares, a partir de uma metodologia validada pela Embrapa. (Imprensa Cocamar)
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Encerra, nesta segunda-feira (01/08), o prazo de confirmação das inscrições ao 3º Fórum de Avicultura, que deve ser feita pelo e-mail
Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . O evento, promovido pelo Sistema Ocepar, acontece no dia 04 de agosto, no Hotel Copas Verdes, em Cascavel, Oeste do Estado. A professora doutora Elizabeth Santin, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), vai abrir a programação do Fórum, ministrando palestra sobre os fatores de influência na imunidade em frangos de corte. A programação inclui ainda a abordagem do tema "Sistemas de Ambiência, Instalações e Desempenho Zootécnico", com o representante da empresa Nutron Alimentos, Tuffi Bichara.Outros temas - Já a professora doutora Anderlise Borsoi, da FCBS, da Universidade Federal Tecnológica do Paraná, vai falar sobre "Bactérias Emergentes, Saúde Pública e Segurança Alimentar" e o professor doutor da SCA, da UFPR, Sebastião A. Borges, discorrerá a respeito dos fatores que determinam a composição de custos avícolas. O Fórum encerra com discussões sobre as causas nutricionais de lesões no trato gastrointestinal em frangos de corte. A palestra sobre o assunto será apresentada pelo representante da Froilano Consultoria, Antonio Froilano de Melo Carvalho.
Objetivo - "O objetivo deste fórum é promover a troca de informações atualizadas sobre temas relevantes na produção de frango de corte e de promover o intercâmbio de ideias entre os profissionais, consultores convidados e o corpo técnico das cooperativas do Paraná", afirma o médico veterinário e assessor da Ocepar, Alexandre Amorim Monteiro, coordenador do evento. O público alvo são os gestores, técnicos e analistas da área de avicultura das cooperativas paranaenses.
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A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola - Coodetec sedia, mais uma vez, o Workshop Região Sul de Máxima Produtividade de Soja. O evento, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), acontece no dia 10 de agosto, no auditório do Centro de Treinamento da Cooperativa (BR 467, Km 98, Cascavel-PR).
A partir das 9 horas, profissionais agrícolas e produtores de soja terão acesso aos resultados do 2º Fórum Nacional de Máxima Produtividade, que será realizado na quarta-feira, dia 3 de agosto, em Brasília. Ainda durante Workshop em Cascavel, o Cesb fará um relato sobre o andamento das pesquisas sugeridas em 2010 e haverá debate sobre as tecnologias utilizadas para obter excelentes resultados em lavouras de soja. Após o almoço, os participantes irão visitar os laboratórios da Coodetec. As inscrições para o Worshop Região Sul de Máxima Produtividade de Soja devem ser feitas até o dia 08 de agosto, através do e-mail
Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou por telefone, (45) 3321-3529. (Imprensa Coodetec)
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A Comissão de Governança Cooperativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) esteve reunida na semana passada para dar continuidade às discussões sobre o guia de boas práticas de governança para o setor, a exemplo do trabalho que o IBGC já realiza para outros tipos de sociedades comerciais. Composta por representantes de cooperativas, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do IBGC, a comissão tem como meta a consolidação do manual no ano de 2012.
Reuniões temáticas - Na reunião ocorrida na quinta-feira (28/7), o grupo decidiu pela realização de reuniões temáticas, daqui até o fim do ano, onde será discutido, mês a mês, o conteúdo do guia. Segundo Iradélia Silva, consultora em Cooperativismo do Sescoop/SP, a proposta é que o manual aborde assuntos como princípios da governança cooperativa, representatividade e participação, gestão executiva, auditoria e conflito de interesses, entre outros. "Esses são os temas propostos até agora. Durante as reuniões, teremos condições de avaliar a necessidade de inclusão de possíveis subtemas", relata a consultora.
Capítulo - Cada membro da comissão está responsável pelo desenvolvimento de um capítulo do guia. Serão sete no total, mais a introdução, que será elaborada pelo representante do IBGC e coordenador do grupo, Marcelo Berthoud. "Nosso objetivo é fazer com que o manual de boas práticas atenda perfeitamente às necessidades de todas as cooperativas que temos, tanto as grandes quanto as menores", ressalta Iradélia. E complementa: "até o fim deste ano, nossa meta é discutir todos os temas dos capítulos que vão constituir o manual para, em 2012, darmos início à produção do material".
Alinhado com as diretrizes - A gerente de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas do Sescoop, Susan Vilela, também compõe a comissão e destaca que "a principal missão do grupo é trabalhar para que o guia esteja plenamente alinhado com as diretrizes do Sistema Cooperativista". (Informe OCB)
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De 2000 até 2010 o número de participantes nos cursos de formação profissional promovidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Paraná) teve aumento de 245,8%, passando de 49.521 para 171.253. Já entre os participantes de cursos de promoção social, foi registrado um acréscimo de 267,2%, chegando a 31.962 no ano passado, em comparação aos 8.705 de 2000. Esses índices mostram a crescente busca do produtor e trabalhador rural pela formação profissional.
Demanda - Essa preocupação vem ao encontro de uma demanda cada vez mais presente no meio rural: a falta de mão de obra qualificada. Pesquisa realizada pelo Senar, em 30 municípios do Estado, apontou que 53% dos produtores consultados tem dificuldade de contratar funcionários. Além disso, 72% afirmam ter necessidade de capacitar seus funcionários. As maiores demandas foram: serviços gerais da agricultura, com 16,5% do total; operação e manutenção de máquinas e equipamentos agrícolas, com 13,4%, e bovinocultura de corte e leite, com 6,3%.
Administração - Presente no Paraná desde 1993, o Senar promove, em média, 1 mil treinamentos e cursos por mês. ''As propriedades precisam ser administradas como empresas e, para tal, a capacitação é muito importante'', avalia Elcio Chagas da Silva, gerente técnico do Senar. A capacitação na área de gestão foi um dos destaques em 2010. No total, foram 748 participantes, um aumento de mais de 200% em comparação a 2009. Essa capacitação possibilita aos produtores saber como administrar os recursos disponíveis, qual produção é mais segura no momento e qual a técnica mais indicada de cultivo. ''O empreendedorismo resulta em maior rentabilidade e melhor uso dos recursos por parte do agricultor'', conclui.
Tendência - De 2000 a 2010, o volume de carga horária cresceu 359,5%, passando de 58.574 para 269.145 no ano passado. ''Essa é a tendência de busca por mais conteúdo de formação por parte do produtor. Os agricultores têm cada vez mais necessidade dessa especialização na atividade, pois precisam estar próximos da tecnologia e atuar na gestão de qualidade da atividade'', salienta. Silva avalia que, nos últimos anos, foi observado o crescimento da participação da mulher e o aumento da escolaridade dos participantes. Segundo ele, a maior escolaridade é reflexo do aumento no número de jovens aderindo à atividade agropecuária, da maior abrangência dos cursos e da expansão da cultura de atualização profissional.
Emater - Em maio deste ano o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) completou 55 anos de atuação no Paraná. Atualmente, 850 extensionistas se dedicam à missão de promover o desenvolvimento sustentável por meio da transmissão de conhecimentos técnicos ao agricultor nas 395 unidades espalhadas pelo Estado. ''A extensão faz educação informal no campo, com o objetivo de melhorar a renda e a qualidade de vida do agricultor e preservar do ambiente'', ressalta o diretor técnico do Emater, Natalino Avance de Souza.
Porta de entrada - Ele define o Emater como o braço do governo no campo e, consequentemente, a porta de entrada dos programas e políticas públicas voltados aos moradores rurais. ''O nível técnico dos agricultores do Paraná tem melhorado muito. Não é de graça que o Estado é o maior produtor de grãos do País'', avalia. Segundo Souza, o Emater possui dois pilares: trabalho com políticas governamentais e orientação do sistema de produção. ''O desafio do extensionista é compatibilizar as duas linhas. Ele precisa estar preparado para orientar e articular'', observa. (Folha Rural / Folha de Londrina)
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Prioridade para o Senar, o programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) recebeu o maior investimento da entidade em 2010: 17% dos esforços financeiros e de trabalho. Criado há sete anos, o programa já atendeu mais de 13 mil jovens. A previsão para este ano é atender 5.760 participantes em 260 cursos. Em 2010 o JAA promoveu 258 cursos, nos quais 3.837 foram aprovados.
Opção de carreira - Segundo Elcio Chagas da Silva, gerente técnico do Senar, a proposta do JAA é mostrar aos jovens, com idade entre 14 e 18 anos, que o meio rural é uma opção de carreira. O programa apresenta a diversidade de atividades disponíveis na agricultura, pecuária e silvicultura. ''Mostra também uma oportunidade de sucessão familiar de um negócio que já está estabelecido'', afirma.
Inclusão - Para incentivar e estimular os jovens produtores rurais, Elcio também sugere a inclusão de conteúdos do meio rural nas disciplinas convencionais da grade curricular das escolas, como em exemplos de questões de matemática em que pode ser solicitado ao aluno o cálculo de uso de insumos por área cultivada.
Permanência no campo - Para o engenheiro agrônomo da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, a busca por formação no meio rural é uma tendência. Segundo ele, a permanência dos jovens na atividade agropecuária depende da capacitação e atualização constante na atividade, que possibilitará a geração de renda e qualidade de vida no campo.
Formação - O doutor em comunicação, Dado Schneider, ressalta que o envolvimento do jovem na administração da propriedade deve passar pela capacitação. Segundo ele, o jovem que não tiver formação para trabalhar em sua atividade, falar inglês ou tiver conhecimento em informática, pode ficar à margem do desenvolvimento rural.
Casas Familiares Rurais - Na semana passada, o Governo do Paraná determinou a criação de um grupo técnico, envolvendo as secretarias da Agricultura, Educação e Planejamento, para estudar um projeto que garanta recursos para a ampliação da rede de Casas Familiares Rurais. A rede visa oferecer formação técnica a jovens do meio rural e pesqueiro, para incentivar a permanência dos alunos em suas regiões e criar alternativas de trabalho e renda.
Projeto de lei - No Paraná, o programa, promovido pela Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Sul (Arcafar Sul), atende 2.365 jovens, em 43 unidades que abrangem 118 municípios. A associação solicitou a elaboração de um projeto de lei que oficialize o programa e garanta recursos no Plano Plurianual (PPA) para a construção de 24 novas casas. O curso tem duração de três anos em regime de internato e atende jovens agricultores com idade de 16 a 26 anos. (Folha Rural / Folha de Londrina)
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A Universidade Estadual de Maringá abriu inscrições para a sexta turma do Curso Internacional de Cooperativismo e Desenvolvimento Rural, que será realizado pelo Departamento de Agronomia da UEM e pela Universidade de Alicante, Espanha. As aulas serão ministradas em módulos à noite na UEM, no bloco C-67. O primeiro módulo acontecerá de 9 a 11 de agosto e o segundo, de 16 a 18. Serão apresentados conhecimentos de diferentes áreas e escolas de pensamento sobre o cooperativismo e o desenvolvimento rural, contrastando experiências brasileiras e estrangeiras.
Programação - Na programação, estão Gestão Social de Cooperativas Populares no Brasil, Cooperativa Integrada no Contexto do Cooperativismo Paranaense, Empreendimentos de Economia Solidária e Desenvolvimento Local, A Importância das Cooperativas Espanholas no Turismo Rural, Produtor Rural e Cooperativo Agropecuária e As Cooperativas Agrárias e o Desenvolvimento Local e Regional: experiências em Santander, Colômbia. Os professores são da UEM, da Universidade Federal de Lavras, da Integrada Cooperativa Agroindustrial, da Unioeste, da Universidade de Alicante e da Pontifícia Universidade Javeriana de Bogotá/Colômbia.
Inscrições - Inscrições pelo site www.uem.br , link Guia de Recolhimento, código 2820. Informações complementares pelo fone 3011-8921, site www.dag.uem.br/cooperativismo ou com o coordenador do curso, professor Osvaldo Hidalgo da Silva, pelos e-mails
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A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) promoveram na noite de quinta-feira (28/07) uma audiência pública em Paranaguá para apresentar e discutir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) das obras de dragagem de aprofundamento dos canais de navegação, berços de atracação e bacias de evolução do sistema aquaviário dos Portos de Paranaguá e Antonina.
Profundidade do canal de acesso - De acordo com o EIA/Rima apresentado pela empresa Acquaplan, responsável pelo documento, o objetivo da Appa com a obra é aumentar a profundidade do canal externo de acesso ao porto de Paranaguá para 16 metros. Na área interna, a profundidade passará a ser de 14 metros. Hoje, a profundidade da bacia de evolução é de 12 metros, em média, e inferior em alguns berços, o que limita a operação de navios de grande porte e reduz a competitividade do porto paranaense frente a outros terminais nacionais.
Área total - A área total a ser dragada é de aproximadamente 30 quilômetros. A estimativa é que sejam retirados oito milhões de metros cúbicos de sedimentos, num período de nove meses de obras. A área de despejo do material dragado ficará a cerca de 40 quilômetros do cais comercial do Porto de Paranaguá, em mar aberto. O custo total da campanha é estimado em R$ 90 milhões e será pago com recursos da Appa (50%) e do PAC, do governo federal.
Colaborativa - A diretora de licenciamento ambiental do Ibama, Gisela Damm Forattini, presidiu a audiência, realizada no Clube Olímpico de Paranaguá. Para ela, foi uma audiência absolutamente colaborativa. "Mostrou que a comunidade tem uma preocupação grande com a questão biótica e socioeconômica, mas que a cidade e seus moradores apóiam essas obras e entendem a necessidade de modernização do porto com o aprofundamento da baía. Os pescadores também tiveram uma boa oportunidade de se manifestar e mostrar suas ansiedades e preocupações", afirmou a diretora.
Satisfatória - O superintendente da Appa, Airton Vidal Maron, disse que a audiência pública foi muito satisfatória. "Toda a comunidade participou e, de uma forma inteligente, tentou contribuir com propostas para melhoria do projeto", afirmou. "Isso mostra que o governo Beto Richa está no caminho certo ao potencializar e melhorar as condições do porto. As obras vão redundar em mais empregos e riqueza, atingindo o objetivo do governo de melhorar a qualidade de vida da população, com respeito ao meio ambiente", disse Maron.
Qualidade ambiental - O oceanógrafo Fernando Diehl, responsável da Acquaplan pelo Estudo de Impacto Ambiental das obras, disse que ficou surpreso com andamento da audiência, porque todos os questionamentos manifestados pelo público mostraram preocupação com a economia da região e principalmente com a manutenção da qualidade ambiental da baía. "As pessoas tentam buscar garantias de que o complexo estuarino de Paranaguá tenha boas condições e que possa compatibilizar a atividade de conservação ambiental com a atividade econômica portuária", afirmou Diehl.
Manifestações pertinentes - A bióloga Camila Domit, pesquisadora do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, disse que as manifestações feitas pelas entidades presentes mostraram-se bastante pertinentes e que o encontro teve uma ampla participação, com diferentes frentes de interesse no processo. "Temos ainda um prazo para manifestação, o que é bastante democrático, e esperamos que as portas estejam abertas junto ao Porto, ao Ibama, ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e outras instituições, para que o máximo de pessoas possam participar e fazer disso um processo de gestão participativa", afirmou.
Complexo - "O processo é complexo, possui vários temas e cada tema tem que ser discutido em seu público alvo, para que seja prevenido o que pode ser prevenido e que possa ser mitigado ou compensado o que não tiver outra forma de ser realizado", disse a bióloga.
Manifestações formais - O Ibama abriu um prazo regulamentar de 15 dias para receber manifestações formais em relação ao EIA/Rima e depois deve concluir a análise de toda a documentação, bem como das manifestações feitas durante a audiência. O passo seguinte será a emissão da Licença Ambiental Prévia, que permitirá a realização da licitação da dragagem, que será feita pela Secretaria Especial de Portos (SEP). A expectativa é que as obras possam ser iniciadas ainda neste ano, ou no início de 2012.
Participantes - Cerca de 200 pessoas participaram da audiência. Além de trabalhadores, empresários, profissionais liberais e representantes dos diversos segmentos ligados às operações portuárias e das comunidades pesqueiras, o encontro teve a participação de representantes de entidades diversas ligadas ao comércio, indústria e do terceiro setor; representantes de órgãos reguladores e fiscalizadores das áreas de meio ambiente, de infraestrutura e do Ministério Público federal e estadual; pesquisadores, prefeitos e vereadores de municípios litorâneos, entre outros membros da comunidade da região interessados em conhecer e debater os possíveis impactos provocados pelas obras. (AEN)
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Técnicos da Fomento S.A., agência de fomento do governo do Paraná, estão percorrendo o Estado para divulgar as linhas de crédito e financiamentos para empreendedores que queiram modernizar e ampliar suas atividades. A intensificação da divulgação das oportunidades oferecidas pela Fomento S.A. faz parte da estratégia do governo do Estado para estimular a geração de emprego e renda. "A Fomento tem os menores juros do mercado e apoia o micro e o pequeno empreendedor, do campo e da cidade, sem burocracia e em condições favoráveis de taxas, prazos e garantias", explica o gerente de Produtos, Emilio Carlos Ribeiro Mattos.
Empregados - O empreendedor que obtém recursos da agência de fomento, em contrapartida, se compromete a manter o mesmo número de empregados durante o período em que paga pelo financiamento. "As empresas são monitoradas mensalmente para verificar o número de empregados", informou Mattos.
Seminário - De 11 a 15 de julho, a Fomento S.A. participou do Seminário de Crédito promovido pelo Sebrae PR e FIEP nas cidades de Toledo (12), Cascavel (13) e Foz do Iguaçu (14). As linhas de financiamento Microcrédito (Banco Social) e Probem foram apresentadas a empresários locais.
Exemplo - Homero Sais Dutra, de São Miguel do Iguaçu, é um exemplo de como os financiamentos da Fomento S.A. são compensadores para os empreendedores. Depois de avaliar as possibilidades de financiamento em bancos, ele já tinha descartado os planos de ampliar sua loja de implementos agrícolas - a Ceifagril. "A obra só foi possível em razão do juro baixo da Fomento S.A.", afirmou. Este foi o primeiro empreendimento financiado pela Fomento S.A. na cidade.
Visitas - Empresas que solicitaram o financiamento e já obtiveram recursos do Probem também foram visitados pelo gerente de Produtos como parte da política que visa estreitar relações com os clientes. Ele citou como exemplo a empresária Kássia Regina Demarco Stein, que financiou R$ 105 mil para a aquisição de máquinas e equipamentos para uma indústria que produz armários para cozinhas, localizada no município de São Miguel do Iguaçu. (AEN)
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste domingo (31/07) que líderes dos dois partidos americanos haviam chegado a um acordo à noite para aumentar o teto de endividamento do governo e, ao mesmo tempo, cortar os gastos públicos Já o presidente da Câmara, John Boehner, um importante líder do oposicionista Partido Republicano, disse a seus correligionários que haviam chegado às diretrizes de um acordo com Obama para aumentar o teto de endividamento, segundo um parlamentar.
Aumento - No fim da tarde, funcionários do Congresso haviam dito que o acordo aumentaria o teto de endividamento em cerca de US$ 2,4 trilhões, o que poderia evitar que o país deixasse de pagar algumas de suas contas. Um tal acordo ainda teria de conquistar o apoio dos republicanos, que são maioria na Câmara, e ser aprovado no Senado, controlado pelo Partido Democrata, de situação. "Ainda não terminamos", disse Obama. Ele acrescentou que o acordo não inclui tudo que ele queria nas negociações. A Casa Branca e líderes do Senado acreditam que uma aprovação por larga margem no Senado tornaria difícil para a Câmara recusar.
Moratória americana - O acordo evitaria uma moratória americana, uma perspectiva que tem assustado investidores, economistas e governos ao redor do mundo nos últimos dias. Ainda não estava claro ontem à noite se o acordo discutido em Washington impediria que agências de avaliação de risco rebaixassem a nota AAA dos títulos de dívida do Tesouro americano, que estão presentes nas reservas internacionais de muitos países. As consequências de uma moratória ou de um rebaixamento da dívida podem ser inúmeras e imprevisíveis, especialmente num momento em que a economia do mundo desenvolvido ainda tem dificuldades para retomar o crescimento.
Etapas - O pacto discutido em Washington aumentaria o teto de endividamento em US$ 2,4 trilhões em três etapas e traria inicialmente cerca de US$ 900 bilhões em cortes de gastos ao longo de 10 anos. Um comitê especial de parlamentares seria incumbido de encontrar outros US$ 1,5 trilhão em reduções de déficit, o que poderia ser feito via reforma tributária e mudanças em programas de assistência social.
Questões mais difíceis - Apesar de todo o drama, o acordo deixa sem resposta as questões mais difíceis, abrindo o caminho para meses e anos de debate adicional e de dificuldades fiscais. Ele impõe tetos para gastos nos próximos dez anos, mas deixa para comitês do Congresso a decisão sobre que programas serão cortados. E ele lança um debate feroz e de longa duração sobre como reescrever a legislação tributária e que mudanças fazer em programas usados por milhões de americanos, como a Previdência Social e o Medicare, de assistência médica a idosos. Essas questões acabaram sendo arquivadas nesse debate. Então, embora uma incerteza seja retirada da economia americana com o aumento do teto de endividamento, várias outras seriam prolongadas.
Questão rotineira - Durante anos, aumentar o limite para o governo tomar empréstimos foi uma questão rotineira no Congresso. A batalha esquentou desta vez porque muitos parlamentares disseram que não aumentariam o limite de US$ 14,29 trilhões a menos que isso fosse ligado a um pacote de redução do déficit. Representantes do Tesouro têm avisado há meses que, sem um aumento do teto de endividamento até 2 de agosto, o governo ficaria sem dinheiro para pagar suas contas, inclusive contratos com empreiteiros, os beneficiários da previdência e a pensão de veteranos de guerra.
Diferenças - Os dois partidos vinham se digladiando há semanas para resolver suas diferenças em questões de gastos e endividamento, com acusações e nomes feios partindo de ambos os lados, enquanto o público assistia com crescente dissabor, sugerem pesquisas de opinião. Mesmo que a briga sossegue por enquanto, pode levar tempo para as feridas políticas cicatrizarem. "Espero que esse acordo garanta ao povo americano que nós vamos cumprir com nossas obrigações - não apenas fiscalmente, mas também vamos cumprir nossas obrigações para com eles para governar", disse o senador republicano John McCain.
Rebaixamento - Alguns economistas avisaram que o tamanho e a certeza dos cortes do déficit não são o bastante para o governo dos EUA evitar um rebaixamento de sua nota de crédito, que é a mais alta possível. "A espada de Dâmocles, na forma de um possível rebaixamento da nota de crédito, ainda está sobre a cabeça dos EUA e do sistema financeiro mundial", disse Ham Bandholz, economista-chefe da UniCredit Research. Outros especialistas têm sido mais otimistas, prevendo que um rebaixamento da nota produziria só um pequeno aumento dos juros.
Senado - O Senado deve aprovar qualquer acordo assinado por líderes partidários. Mas a Câmara é uma questão muito mais difícil, já que os mais conservadores do Partido Republicano forçaram o presidente da casa, o também republicano John Boehner, a retirar e reescrever um plano que ele havia criado e para o qual tinha pedido apoio desses parlamentares. Depois de engrossar o palavreado do projeto, a Câmara o aprovou por uma pequena margem.
Rejeição - Um acordo provavelmente seria rejeitado pelos membros mais liberais do Partido Democrata e pelos mais conservadores dos republicanos. Os democratas estão descontentes porque os cortes de gastos vão atingir programas sociais e não são acompanhados de aumentos de impostos.
Corte insuficiente - Mas alguns republicanos acham que os cortes não foram profundos o bastante. Uma questão-chave para Boehner é se ele pode convencer mais de metade dos 240 deputados de seu partido a aprovar o acordo, já que não o fazer levantaria dúvidas sobre até que ponto ele tem o apoio do partido. "Precisamos fazer algo o mais rápido possível, e acredito que todos os lados estão cientes da urgência", disse Reid, o líder da maioria no Senado. Ele se descreveu como "cautelosamente otimista", mas acrescentou: "Otimismo nos últimos dias tem sido frequentemente pisoteado."
Mais teimoso - Ambos os partidos estão saindo feridos da briga, que pôs a economia do país em risco enquanto eles competiam para ver quem era mais teimoso. Muitos democratas estão irados porque republicanos conseguiram tantas concessões em cortes de gastos, e acusam Obama de ter cedido fácil demais. Do lado republicano, parlamentares apoiados pelo movimento conservador Tea Party exibiram sua força durante o debate, mas sua confrontação com líderes partidários levantou questões sobre seu futuro no partido. (The Wall Street Journal/ Valor Econômico)
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Mesmo que o pior tenha sido evitado com o acordo anunciado neste domingo (31/07) à noite, o governo brasileiro prevê que a economia dos EUA passará por um período difícil, com forte aperto fiscal, o que deve ter impacto na demanda mundial e afetará o Brasil. Por isso, a presidente Dilma Rousseff propôs na semana passada uma resposta conjunta sul-americana.
Contração fiscal - No governo brasileiro já há um consenso de que, mesmo com o acordo deste domingo, haverá um período de ao menos dois anos de forte contração fiscal nos EUA, com efeitos previsíveis sobre o nível de atividade na economia mundial. A estagnação do mercado mais dinâmico do mundo deve ter repercussões no comércio, e essa foi uma das razões pelas quais Dilma, na reunião da Unasul, no Peru, na semana passada, propôs que haja uma "resposta" coordenada dos países da América do Sul.
Produtos asiáticos - Um dos alvos é a concorrência de produtos asiáticos, favorecidos pela valorização das moedas sul-americanas. Uma resposta conjunta será discutida na reunião dos ministros de Economia dos países da Unasul, nesta quarta-feira, em Lima, e em encontro dos ministros com os presidentes de bancos centrais no dia 11, em Buenos Aires.
Preocupação - O governo brasileiro acompanhou com preocupação o desenrolar do impasse político nos EUA sobre a elevação do teto da dívida. Antes do anúncio do acordo em Washington, na noite, o governo estudava medidas para garantia de liquidez na economia, como fez durante a crise financeira de 2008, quando ajudou bancos e empresas garantindo a expansão de crédito por meio de instituições públicas.
Resposta doméstica - As medidas seriam lançadas caso o impasse política nos EUA ameaçasse levar a economia mundial a uma retração. Essa seria a resposta "doméstica" ao risco de "default" americano, informou um integrante da equipe econômica.
Garantias menores - Segundo assessores da presidente Dilma, não estava em jogo apenas a credibilidade dos títulos americanos. Bilhões de dólares são negociados nos mercados usando esses títulos como garantia, e o possível rebaixamento da classificação dos papéis americanos, já aventado pelas agências de rating, obrigaria governos, bancos centrais e outros participantes do mercado a aceitar um título sem as mesmas garantias de antes, sob pena de causar sérios problemas ao sistema bancário.
Otimismo - Apesar do impasse, parte do governo brasileiro estava otimista na semana passada quanto a um desfecho favorável em torno do pacote de medidas para elevar o limite da dívida e reduzir o déficit público nos EUA, que acabou sendo anunciado ontem à noite pelo presidente Obama. "Eles têm bala na agulha"', disse o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao Valor, na sexta-feira. Tombini demonstrava até mais preocupação com a crise da Grécia.
Oposição - O presidente Barack Obama negociava com o Congresso americano um aumento no teto de endividamento do Executivo, mas sofria forte oposição do Partido Republicano. Se esse limite, atualmente de US$ 14,3 trilhões, não for elevado (o Congresso deve votar formalmente o acordo hoje), os EUA ficariam sem dinheiro em caixa suficiente para cumprir com todas as suas obrigações financeiras, o que poderia forçar uma moratória com impactos imprevisíveis sobre a economia mundial.
Reflexos - Mesmo com o otimismo de Tombini quanto ao acordo entre Obama e o Congresso, as autoridades brasileiras não baixaram a guarda no acompanhamento da crise americana, cujos reflexos pode ser profundos no Brasil.
Monitoramento - Não chegou a ser montado um "gabinete de crise", como ocorreu em outras ocasiões, mas a presidente e a equipe econômica monitoraram pessoalmente os desdobramentos da situação nos EUA. Dilma acompanhou o noticiário por meio de agências de notícias e é leitora da mídia internacional ("Financial Times" e "The Economist"). A presidente também recebia, por e-mail, relatórios de bancos e consultorias sobre o tema.
Interlocutores - A presidente teve como seus interlocutores mais frequentes sobre a situação nos EUA o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o secretário-executivo da pasta, Nelson Barbosa, e Tombini. Quando algum estudo, relatório ou artigo repercute no noticiário, Dilma pedia uma cópia do original. O governo evitou comentar o impasse político nos EUA. Diplomatas brasileiros afirmam que um enfraquecimento do governo Obama teria consequências negativas para o cenário político internacional. "Nos interessa um parceiro forte", disse um diplomata.
Informações - Na semana passada, autoridades brasileiras receberam informações sobre a situação diretamente da secretária-adjunta do Tesouro para Assuntos Internacionais, Lael Brainard. Ela disse a interlocutores em Brasília que, mesmo em caso de impasse no Congresso americano, o governo honraria a dívida. E que a data-limite de 2 de agosto não tem validade legal. É apenas o dia em que, segundo cálculos do Tesouro dos EUA, as receitas passariam a ser insuficientes para cobrir as despesas, caso o Executivo seja proibido de rolar a dívida em títulos vencida até aquele momento. Havia, de todo modo, um espaço de mais alguns dias antes que as restrições orçamentárias criarem constrangimentos impossíveis de evitar pelo controle das despesas na "boca do caixa".
Preocupação - Uma das preocupações dos auxiliares de Obama, levada ao governo Dilma, era o grande número de deputados republicanos (de oposição a Obama) em primeiro mandato, comprometidos com plataformas eleitorais de corte de gastos e veto a qualquer aumento de dívida ou impostos. São mais de 70, do total de 435 na Câmara. Mais da metade da Câmara firmou documento rejeitando propostas de aumento de impostos ou de dívida. Brainard disse ao governo brasileiro que mesmo a retirada de benefícios fiscais concedidos em governos anteriores é vista como alta de impostos por esse grupo. (Valor Econômico)
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O Brasil é campeão: com quase 50 investigações abertas contra importados acusados de preço desleal, é o país que mais iniciou ações desse tipo, nos últimos seis meses. São 78 as medidas já em vigor, sob a forma e tarifas punitivas, contra importados acusados de dumping (preços abaixo do normal); outros 47 casos estão sob investigação e 16 pedidos feitos pela indústria nacional estão em estudo, para se verificar se justificam abertura de processo. Ainda que todas essas iniciativas barrassem a entrada dos competidores estrangeiros, porém, o efeito sobre o total das importações seria ridículo.
Insistência preocupante - Há uma preocupante insistência entre autoridades e empresários em propor a defesa comercial como arma contra os males que enfrenta a indústria, sacrificada pelos aumentos de custos internos e pela vigorosa competição estrangeira. Sempre que ouve perguntas sobre a ação do governo contra a perda de competitividade dos produtos brasileiros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, cita a intenção de redobrar esforços da defesa comercial, com ações mais severas da Receita Federal nas alfândegas, contra os importados que ameaçam a produção brasileira.
Erro - É um erro pensar que essa movimentação atende às queixas dos empresários sufocados pelas importações. (Esta coluna já estava escrita quando, ontem, o jornal "O Estado de S. Paulo" publicou nova entrevista do ministro: ao lhe perguntarem sobre a nova política industrial, seu reflexo, imediato, foi citar a ação da Receita).
Número limitado - A defesa comercial tem seu papel, na proteção de um número limitado de setores. É uma reação legítima a condições irregulares de competição dos importados, e não se limita às ações anti-dumping. O Brasil também estuda a imposição de salvaguardas (sobretaxas e cotas, em caso de surto de importação que ameace a produção nacional), a aplicação de medidas anticircunvenção (importados por terceiros países para contornar barreiras contra determinado país), o uso de medidas compensatórias, contra subsídios indevidos a mercadorias estrangeiras, e ações diretas contra fraudes na importação.
Total - Somando todas, são 80 as medidas em vigor, 51 as investigações em curso e 26 os pedidos do setor privado ainda em análise para abertura de processos. Segundo dados da Organização Mundial do Comércio, entre outubro de 2008 e abril de 2011, os Estados Unidos aplicaram muito mais medidas contra importados, quase 70, do que o Brasil, que determinou barreiras para menos de 30 tipos de produtos. Argentina, com 39 tipos de produtos afetados pelas medidas baixadas nesse período, e a Índia, com 34, ficaram na frente.
Brasil - Mais ativo neste ano, o Brasil se destaca nos últimos seis meses como maior promotor de ações contra importados, mas esse tipo de medida é insuficiente, muito insuficiente para fazer mais que marolinha na balança de comércio do país. Limitadas por regras da OMC, as medidas de defesa comercial afetavam, em 2010, 107 dos 9,58 mil tipos de produtos (linhas tarifárias, no jargão dos especialistas) da pauta de importações brasileira.
Investigações - As investigações ainda em curso somariam 17 tipos de produtos à lista dos possíveis afetados por barreiras contra importados. Dos US$ 181 bilhões importados pelo país no ano passado, o total de importações sujeitas a sobretaxas e restrições devido à defesa comercial foi de pouco menos de US$ 4 bilhões, 2,1% do total.
Parcela pequena - As investigações ainda em curso afetariam mercadorias cuja importação somou US$ 1 bilhão em 2010, apenas 0,5% do total. Cálculos feitos por técnicos do setor, para o Valor, mostram que, se o país aplicasse uma tarifa de 100%, em média, a todas as importações de mercadorias sob investigação, a redução no total de importados obtida com a medida chegaria a, no máximo, US$ 1 bilhão. É menos do que foi importado, por dia, em média, no mês de julho. Ampliar o alcance das medidas a outras mercadorias importadas em condições nem tão irregulares não aumentaria muito o efeito da defesa comercial.
Indústria nacional - A retração dos grandes mercados mundiais, especialmente os Estados Unidos, o acúmulo de capacidade de produção em competidores como a China e a disseminação de medidas protecionistas nos principais parceiros comerciais do Brasil sugerem que o fortalecimento da defesa comercial é não só necessário como inadiável. Mas nunca será remédio para os males da indústria nacional.
Efeitos - O pronto discurso sobre defesa comercial serve apenas para evitar temas como a valorização do câmbio, que desequilibra mais dramaticamente as condições de competição da indústria. Segundo o Banco Central, descontando-se o efeito da inflação, o real, entre dezembro de 2005 e junho de 2011, valorizou-se cerca de 30% em relação a uma cesta de moedas, ponderada pela participação dos diversos países na pauta de exportações brasileira. O dólar desvalorizou quase 39%. O peso argentino, 38%. A gigantesca valorização do real equivale a uma redução real das tarifas de importação, e afeta a todo o sistema produtivo, não só ao que pode se beneficiar de medidas de defesa comercial. Falar de esforço da Receita como arma contra esse problema é como prescrever o uso de band-aid para deter hemorragia. (Valor Econômico)
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