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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou os parâmetros para o monitoramento dos níveis de resíduos e contaminantes em vegetais. Durante o ano safra 2011/2012, serão monitoradas as culturas de abacaxi, alface, amendoim, arroz, banana, batata, café, castanha-do-brasil, feijão, laranja, limão, lima ácida, maçã, mamão, manga, melão, milho, morango, pimenta-do-reino, pimentão, soja, tomate, trigo e uva. Os critérios foram apresentados na Instrução Normativa nº 25, publicada na sexta-feira (12/08), no Diário Oficial da União (DOU).
Limites máximos - A norma determina os limites máximos de agrotóxicos, contaminantes químicos e biológicos – como micotoxinas e salmonelas – seguros para o consumo, bem como os tipos de análises, o número de amostras a serem coletadas e os laboratórios participantes. Segundo o fiscal federal agropecuário da Coordenação de Controle de Resíduos e Contaminantes do Ministério da Agricultura Nélio Ricardo Castro, o órgão ampliou a quantidade de amostras exigidas para o monitoramento e incluiu novos contaminantes na legislação em relação ao ano passado.
Monitoramento ampliado - “A cada ano o ministério vem ampliando o monitoramento para atender às exigências do mercado interno e dos importadores, como a União Europeia. São culturas de importância econômica e de elevado consumo. A preocupação é assegurar a saúde dos consumidores e prover a abertura de novos mercados”, salienta.
Análises - De acordo com a norma, as análises serão realizadas nos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagros) de Minas Gerais, Pará, Goiás e São Paulo e em mais dois estabelecimentos credenciados participantes do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal). Os limites para a presença dessas substâncias são estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com a legislação nacional.
PNCRC/Vegetal - Em vigor desde 2009, o Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC/Vegetal) prevê o monitoramento das culturas para avaliar os níveis de agrotóxicos e contaminantes em determinados alimentos. Se os produtos apresentarem níveis de substâncias nocivas acima dos estabelecidos, ou não autorizadas para a cultura, ou ainda proibidas, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) encaminha equipes de fiscalização para os estabelecimentos produtores/beneficiadores. Nesses locais, os fiscais federais agropecuários desenvolvem campanhas educativas. Também podem aplicar sanções aos agentes que não adotem as Boas Práticas Agrícolas (BPAs) ou as Boas Práticas de Fabricação (BPFs) para mitigar o risco de ocorrência de novas não conformidades. (Mapa)
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A Rússia receberá a carne de 37 frigoríficos brasileiros com exportações suspensas temporariamente para o país, desde que o embarque tenha ocorrido entre 6 de julho e 1º de agosto. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa), Francisco Jardim, houve um mal-entendido com o Serviço Federal de Fiscalização Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor), que estabeleceu a data de início do embargo antes de comunicar a decisão ao governo brasileiro.
Suspensão - Como a suspensão dos 37 frigoríficos foi proposta pela missão brasileira que visitou a Rússia entre os dias 4 e 6 de julho, que apresentou junto uma lista de 88 plantas que cumpriam todas as exigências sanitárias russas, o Rosselkhoznadzor entendeu que as exportações brasileiras já tinham sido finalizadas na data do encontro, em Moscou. O Mapa enviou, então, uma carta às autoridades russas pedindo a correção da data para o dia 1º de agosto, já que o documento só chegou ao Brasil em 29 de julho.
Fim do embargo - A Rússia ainda não se pronunciou sobre o fim do embargo aos frigoríficos dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e de Mato Grosso, em vigor desde 15 de junho. (Agência Brasil)
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Os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e das Relações Exteriores e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) vão realizar missões comerciais com o intuito de alcançar países do Leste Europeu, da América Central, do Caribe, do México e da África.
Sudeste Asiático - Outra região em que o Brasil tem interesse, apesar de demandar mais empenho para ingressar, é o Sudeste Asiático, mais especificamente a Índia. Segundo o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Alessandro Teixeira, o Brasil vai "entrar forte" nesses países e não "vai brincar de fazer negócio". Ele destacou um estudo detalhado intitulado Estratégia Nacional de Exportações 2011-2014, que também faz parte do pacote de estímulo ao setor industrial, anunciado pelo governo federal no início do mês.
Segmentos - O estudo identificou oportunidades de negócios para empresas de diversos segmentos como os de açúcar e álcool, adubos e fertilizantes, automotivo, de bebidas, de café, de carnes, de couro e calçados, de equipamentos médicos, farmacêutico, de máquinas agrícolas, de móveis, de produtos metalúrgicos e de químicos e têxteis. "O estudo tem toda a análise do comércio exterior por produto e por fator agregado. Tem como nós vamos chegar a cada mercado, o que nós vamos exportar, para onde a gente quer crescer, quais os principais países. Tem muita inteligência comercial aqui, vamos com objetivo definido", disse.
Visitas previstas para o mês - Para este mês, estão previstas visitas à América do Sul. Entre os dias 22 e 30 de agosto, representantes de 43 empresas brasileiras dos setores de máquinas e equipamentos, casa e construção e moda e saúde vão participar das rodadas de negócios em Bogotá (Colômbia), Lima (Peru) e Santiago (Chile). Em novembro, as missões comerciais seguem para a África. Empresários brasileiros de 30 empresas vão a Angola, a Moçambique e à África do Sul buscar estratégias comerciais nas áreas de agronegócio, alimentos e bebidas, casa e construção, máquinas e equipamentos, e tecnologia e saúde.
Foco - O diretor de Negócios da Apex, Rogério Bellini, disse que o Brasil vai focar em inovação, design, tecnologia e sustentabilidade para agregar valor ao produto nacional. "O nosso desafio é levar a industria brasileira exportadora a se distinguir e se posicionar pelo produto brasileiro, com cara brasileira. A gente acredita que vai fazer isso via design e inovação", afirmou. (Valor Econômico)
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As projeções de inflação para este ano e 2012 caíram pela segunda semana seguida, de acordo com pesquisa feita pelo Banco Central (BC) com analistas do mercado financeiro. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,28% para 6,26%, em 2011, e de 5,27% para 5,23%, em 2012. Ambas estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%, mas abaixo do limite de 6,5%. A expectativa dos analistas para a taxa básica de juros, Selic, ao final de 2011 e do próximo ano está em 12,50% ao ano, atual patamar.
Outros indicadores - A pesquisa semanal do BC também traz projeções para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que caiu de 5,66% para 5,62%, este ano, e subiu de 4,78% para 4,86%, em 2012. A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 5,61% para 5,44%, este ano, e de 5,03% para 5%, em 2012. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), foi ajustada de 5,53% para 5,50%, este ano, e mantida em 5,01%, em 2012.
Preços administrados - A expectativa dos analistas para os preços administrados permanece em 5,30%, em 2011 e em 4,50%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo. (Agência Brasil)
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A população da Região Sul vai enfrentar grande variação do clima nesta semana. Segundo Gil Russo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva, veranico, temperaturas abaixo de 0 grau Celsius (ºC) e neve até o próximo fim de semana. “Hoje, deve chover apenas no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina e no Paraná, a previsão é de tempo bom até quinta-feira (18/08). A entrada de uma massa de ar polar de forte intensidade deve trazer muito frio e possibilidade de neve nas serras gaúcha e catarinense entre sexta-feira (18/08) e sábado(19/08).
Calor - Para esta segunda-feira (15/08), a previsão é de muito calor no Paraná. As estações do serviço de meteorologia do estado (Simepar) preveem temperatura máxima de 32 °C no norte, no decorrer do dia. “Há uma tendência de elevação da temperatura para todas as regiões paranaenses, que começa nesta segunda-feira e se estende até o meio da semana” confirma o meteorologista Fernando Mendes. (Agência Brasil)
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Uma Agroleite maior. É o que a organização de uma das mais importantes feiras do setor leiteiro no Brasil prevê para as próximas edições. Atualmente, ela ocorre no Parque Dario Macedo, em Castro (a 150 quilômetros de Curitiba). O projeto de um novo espaço foi apresentado durante a edição atual, que começou segunda-feira(08/08) e termina nesta sexta-feira (12/08). O investimento necessário foi inicialmente calculado em R$ 7,5 milhões – um quarto do valor que exposição deve movimentar neste ano.
Obras - Segundo a arquiteta responsável pelo projeto, Tatiana Hess, será construída uma arena para julgamento de raças e um barracão com capacidade de alojar até 700 animais. Em seguida, devem ser realizadas as obras de infraestrutura para estandes móveis de expositores da Agroleite. Os patrocinadores contarão com 15 estandes fixos com traços da arquitetura holandesa.
Apoio - “A ideia foi apenas lançada. Precisamos de apoio. O espaço foi idealizado para atender a Agroleite e pode servir a outros eventos”, ressalta Tatiana. O presidente da Castrolanda, Frans Borg, disse que a cooperativa, que realiza a feira há 11 anos, vai precisar da colaboração do poder público.
Participação - O prefeito de Castro, Moacyr Fadel, acredita que o projeto poderá ser implantado no próprio Parque Dario Macedo. No entanto, isso depende de o governo estadual ceder parte de uma área que faz divisa com o parque. Se isso ocorrer, o parque terá cerca de 100 mil metros quadrados. “A prefeitura de Castro está disposta a participar com R$ 4 milhões nesse projeto”, disse Fadel.
Momento positivo - Segundo o gerente de Negócios de Leite da Castrolanda, Henrique Costales Junqueira, o momento é positivo para os produtores da região, que estão recebendo cerca de R$ 0,90 por litro, valor 10% maior do que a média dos preços praticados no ano passado.
Novas tecnologias - A feira atrai criadores de gado leiteiro das principais regiões produtoras do Brasil e países vizinhos interessados em mostrar e conhecer novas tecnologias. Os produtores que participam do torneio leiteiro apresentam animais que rendem mais de 30 litros de leite por ordenha. Com essa produtividade, uma vaca pode render seu próprio peso em leite em duas semanas. Além da genética, o bem estar animal eleva essas marcas. Até a água que as vacas tomam precisam estar em temperatura adequada. Estão em exposição cerca de 700 exemplares das raças holandesa, jérsei, pardo-suíça e simental e participam 70 expositores. (Gazeta do Povo)
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O setor cooperativista apresentou nesta quinta-feira (11/08), à Receita Federal (RF), uma nova metodologia para tributação dos rendimentos de aplicações financeiras realizadas por cooperativas. A proposta foi elaborada pela equipe técnica da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), que fez a exposição para representantes da Receita, na sede do órgão, na capital federal.
Proposta - O analista tributário da OCB, Edimir Santos, explica o objetivo da proposta. “A metodologia propõe a dedução do custo financeiro que carregam as receitas das aplicações financeiras. Isso significa multiplicar a taxa média dos juros de empréstimos e financiamentos pelo saldo médio das aplicações financeiras, limitada às despesas do período”.
Receptividade - Segundo Santos, as ponderações foram bem recebidas pelos representantes da RF, que solicitaram um tempo maior para estudar a matéria e, então, emitir um parecer definitivo. Também participaram da reunião, integrantes das organizações estaduais e cooperativas dos estados de Minas Gerais e Paraná. (Informe OCB)
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Sob risco de paralisação imediata no programa do seguro rural, o Ministério da Agricultura pediu à Fazenda uma suplementação de R$ 174 milhões para garantir o mecanismo até o fim do ano. O programa federal de subsídio ao prêmio do seguro é fundamental para cobrir prejuízos generalizados em caso de intempéries climáticas, mas recebeu somente um quarto de seu orçamento até agosto.
Riscos - Caso o dinheiro não seja desbloqueado pela área econômica do governo, a nova safra, às vésperas do plantio, corre riscos de não ter a necessária proteção contra perdas climáticas, informa o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz. "No curto prazo, o recursos podem acabar, parar as contratações e atrapalhar a safra de verão", diz Vaz.
Cortes - O seguro rural sofre com cortes no orçamento desde 2010. Naquele ano, foram bloqueados R$ 129,7 milhões. Em 2011, diz Vaz, metade do orçamento de R$ 430 milhões foi contingenciado. Desse total disponível, só metade foi liberado pelo governo - e R$ 120 milhões foram efetivamente gastos.
Prejuízo - Na prática, sem a proteção do seguro, uma quebra de safra coloca o produtor em sério risco de prejuízo. Junto com ele, seguradoras, resseguradoras, bancos, fornecedores e o governo podem ter perdas. E a demanda será ainda maior em 2012. O orçamento previsto já soma R$ 650 milhões.
Fundo de Catástrofe - Em discussão no Congresso desde o início do ano passado, o chamado Fundo de Catástrofe também sofre com atrasos. Mas Vaz afirma que o projeto "não está parado". O programa prevê um colchão de R$ 2 bilhões a seguradoras e resseguradoras em casos de prejuízos com adversidades climáticas agudas. (Valor Econômico)
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O faturamento bruto das 20 principais lavouras do Brasil deve alcançar R$ 198 bilhões em 2011. O valor apurado, com informações até julho, faz parte de um levantamento realizado mensalmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com o estudo, o Valor Bruto da Produção (VBP) deste ano será 10% superior ao de 2010, o que representa um novo recorde. Em 2010, o VBP atingiu a marca de R$ 180 bilhões.
Principais lavouras - Entre as principais lavouras, os maiores aumentos reais no VBP foram registrados no algodão (63,6 %), café (40,7 %), uva (47,3 %), milho (24,4 %), soja (17,0 %) e mandioca (10,7 %). “Preços mais elevados neste ano e maior produtividade têm garantido o bom desempenho. O café, entretanto, tem sido beneficiado exclusivamente pelo aumento de preços, já que a produção em 2011 está abaixo da obtida em 2010”, explica José Garcia Gasques, responsável pelo levantamento e coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura.
Problemas climáticos - Outro ponto importante do levantamento do mês de julho é a indicação de que problemas climáticos, como excesso de chuvas, seca e geadas, ocorridos no Sul, especialmente no Paraná, afetaram as lavouras de inverno e as que têm segunda safra, caso do milho. “A redução do valor da produção ocorrida neste mês deve-se principalmente à queda de produção do milho de segunda safra, que foi bastante prejudicado no período de colheita, mas que, mesmo assim, apresentou crescimento de 24,4% em 2011”, avalia Gasques.
Produtos - Em 2011, alguns produtos como cebola, batata inglesa e trigo registraram renda inferior na comparação com 2010. A cebola teve redução de 62,5%, com VBP de R$ 751 milhões; a batata inglesa alcançou R$ 2,9 bilhões com queda de 26,22%; e o trigo em grão, que atingiu faturamento bruto de R$ 2,2 bilhões, teve baixa de 19,7%.
Mês anterior - O Valor Bruto da Produção, em julho, está abaixo do valor obtido no mês anterior. Segundo Gasques, isso se deve às reavaliações das safras feitas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Faturamento regional - O estudo mostra uma tendência de crescimento no VBP de todas as regiões, com exceção do Norte, que teve queda de 1,93%. A região Sul teve aumento de 7 %, os melhores resultados, porém, foram obtidos nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. No Nordeste, o crescimento foi de 18,8% e, com exceção de Pernambuco, todos os demais estados da região apresentaram bom desempenho em 2011. “No caso do Nordeste, o bom desempenho foi consequência dos resultados positivos das lavouras de feijão, milho e algodão”, explica Gasques. No Centro-Oeste, o principal destaque é o Mato Grosso, com aumento real de 57,5% do valor da produção, superando o estado de São Paulo, que tradicionalmente apresenta a liderança no valor da produção de lavouras, mas que neste estudo teve queda de 8,5%. No Sudeste, o aumento foi pouco expressivo (1,49%). Segundo Gasques, o Sudeste foi afetado principalmente pela redução da produção e dos preços da cana-de-açúcar. (Mapa)
Clique no link abaixo e confira do estudo na íntegra:
www.agricultura.gov.br/ministerio/gestao-estrategica/valor-bruto-da-producao
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As exportações de carne de frango do país somaram 310,8 mil toneladas e renderam US$ 669 milhões em julho, segundo a União Brasileira de Avicultura (Ubabef). Em volume, houve queda de 13,8% frente ao julho de 2010, influenciada pelo embargo russo por divergências sanitárias com o Brasil. (Valor Econômico)
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A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) revisou novamente, para baixo, a estimativa de moagem de cana para a safra 2011/2012 nas unidades produtoras da Região Centro-Sul do país. A nova projeção, que foi divulgada na tarde de desta quinta-feira (11/08), é de uma moagem de 510,24 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 4,36% em relação à última revisão, feita em julho, estimada em 533,50 milhões de toneladas. Pela projeção, a moagem de cana desta safra será 8,39% menor que o total processado da safra passada, que atingiu 556,95 milhões de toneladas.
Geadas - Segundo o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, o que explica a redução é a ocorrência de geadas, que prejudicam o florescimento da cana. “A geada e o florescimento da cana impactaram a produtividade agrícola do canavial com maior intensidade” do que o previsto, constatou o diretor da Unica.
Açúcar - Do total de cana projetada para a safra, a Unica estima que quase metade (48,06%) terá como destino a produção de açúcar. A estimativa é que sejam destinadas 31,57 milhões de toneladas para a produção de açúcar, o que significa uma redução de 2,50% em relação à estimativa anterior e de 5,76% em comparação aos 33,50 milhões de toneladas produzidas na safra 2010/2011.
Etanol - A produção de etanol deve atingir 21 bilhões de litros, valor 6,83% menor que o da última projeção, feita em julho, e 17,25% menor que o produzido na safra anterior, 25,39 bilhões de litros.
Volume processado - Na segunda quinzena de julho, o volume de cana-de-açúcar processado pelas usinas da Região Centro-Sul do Brasil somou 41,60 milhões de toneladas, queda de 2,48% em relação ao mesmo período da safra passada. Desde o início da safra, em abril, até o dia 1º de agosto, a fabricação de açúcar alcançou 14,76 milhões de toneladas. No mesmo período, o volume produzido de etanol somou 10,42 bilhões de litros, menos que no ano anterior, quando foram produzidos 12,88 bilhões de litros.
Vendas - As vendas de etanol somaram 2,07 bilhões de litros em julho, dos quais 303,49 milhões foram destinados ao mercado externo. Do volume total, 722,56 milhões de litros são de etanol anidro e 1,34 bilhão de litros de etanol hidratado. Entre abril e 1º de agosto, as vendas de etanol totalizaram 7,16 bilhões de litros, 16,71% abaixo do que foi comercializado no mesmo período do ano passado. “Os preços do etanol ao produtor estão praticamente estáveis há 40 dias, diferentemente do que aconteceu em outros anos. Não estamos observando quedas abruptas no período de safra, que, em geral, levam a uma sazonalidade entre os períodos de safra e entressafra”, disse Rodrigues. (Agência Brasil)
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Os pagamentos de subsídios aos grandes agricultores europeus serão drasticamente cortados se aprovadas medidas, já desenhadas em Bruxelas, que impõem um teto anual de € 300 mil por fazenda a partir de 2014. Elaborado pela Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, o plano deverá encontrar forte oposição dos governos nacionais europeus, que no passado se opuseram a alterar a maneira como os € 55 bilhões por ano da política agrícola comum do bloco é administrada.
Mudança maior - A proposta, que deverá ser finalizada em setembro, é parte de uma mudança maior dos subsídios agrícolas. Ela prevê a redução da ajuda a qualquer agricultor que receba mais de € 150 milhões por ano, na tentativa de acabar com a percepção de que boa parte do subsídio se destina a grandes grupos agrícolas e proprietários rurais endinheirados. "Os governos nacionais europeus podem não gostar disso, mas os subsídios são uma das principais críticas dos eleitores", alegou a Comissão Europeia.
Critérios ambientais - Outros pontos da proposta europeia vazados à imprensa sugere o atrelamento do pagamento de subsídio a critérios ambientais. Isso poderia, por exemplo, forçar os produtores a fazer a rotação de culturas ou reservar parte da terra para fins ecológicos. O debate faz parte da discussão do Orçamento da União Europeia para o período de 2014 a 2020. O novo documento dever ser aprovado até o ano que vem. "Vamos lutar contra", posicionou-se o sindicato agrícola britânico, que alega que a medida afetaria 800 fazendas do país. (Valor Econômico)
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Prefeitos da Região Central do Paraná, presidentes de associações e de sindicatos rurais, representantes de cooperativas agrícolas e técnicos da Emater e da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento participaram nesta quinta-feira (11/08) da reunião realizada no município de Turvo, a 40 quilômetros de Guarapuava, com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e o deputado estadual Cesar Silvestri Filho. No encontro, Ortigara se comprometeu em apoiar, com assistência técnica e organização da produção e comercialização, um polo de cultivo de olerícolas e plantas medicinais no território do Paraná Centro.
Municípios envolvidos - O projeto apresentado ao secretário deverá envolver oito municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) na região. São municípios que necessitam do governo do Estado para apoiar alternativas de geração de renda na propriedade da agricultura familiar. O projeto de cultivo de olericultura e ervas medicinais vai beneficiar cerca de 350 pequenos produtores nos municípios de Turvo, Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Laranjal, Nova Tebas, Palmital, Pitanga, Santa Maria do Oeste.
Outro patamar - Segundo Ortigara, o projeto poderá levar à região a um outro patamar de desenvolvimento. Da parte do governo do Estado, garantiu todo o apoio necessário inclusive de assistência técnica, por parte da Emater, especializada em olericultura e plantas medicinais. Ortigara disse, no entanto, que essa demanda será atendida assim que o quadro de pessoal da empresa for recomposto com a contratação de novos técnicos, o que deve acontecer em breve por meio de concurso público.
Demandas - Cesar Silvestri Filho destacou que desde o início de seu mandato procurou estar perto do produtor rural, para saber suas demandas e necessidades e desenvolver projetos que possam melhorar a qualidade de vida destes trabalhadores. “Hoje é o primeiro passo de um projeto piloto que tem como objetivo otimizar as pequenas propriedades rurais, aumentar o valor agregado dos produtos, garantir renda e melhorar a qualidade de vida do produtor”, salientou.
Parceria - Ortigara lembrou que o governo não quer trabalhar sozinho e para isso conta a parceria de entidades como Sebrae, Senar e Banco do Brasil, que vão ajudar na execução desse projeto da região de Turvo. Além do secretário Ortigara e do deputado Cesar Filho, participaram da reunião o presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann, o diretor presidente da Ceasa Paraná Luiz Gusi e o diretor técnico do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) Marcio Miranda. Outros representantes do agronegócio, como redes de supermercados, também estavam presentes à reunião.
Infraestrutura de capacitação - Conforme documento apresentado ao secretário Ortigara, o objetivo geral do projeto é a implantação de infraestrutura de capacitação para produção e comercialização de olericultura (verduras, legumes e frutas), e ervas medicinais que serão produzidos por pequenos produtores da região, diversificando sua produção e melhorando a renda familiar. Como objetivo específico tem-se a estruturação dos escritórios da Emater nos municípios envolvidos no projeto com técnicos especializados, otimizando a produção e gerando maior rentabilidade, com menor custo.
Linhas de crédito - Durante a reunião, ainda foram discutidas a abertura de linhas de crédito especiais para investimento na produção como aquisição de estufa, sistemas de irrigação, enxadas rotativas, maquinário etc., avalizando o pequeno produtor, desde que este esteja comprometido com o projeto.
Turvo - O projeto na região surgiu a partir de uma experiência da prefeitura de Turvo que apoiou a organização dos produtores rurais para a diversificação da renda na pequena propriedade, para conter o êxodo rural. Foi criada uma Central de Apoio às Associações de Produtores Rurais de Turvo (CAART), entidade que funciona como um canal de comercialização do pequeno produtor, sem que ele precise sair da sua propriedade para escoar sua produção, melhorando sua renda e garantindo sua vida no campo. A ação deu tão certo que a ideia será expandida para outros municípios da região. (Assessoria de Imprensa)
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A Secretaria estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos está visitando os municípios paranaenses para implantar a gestão integrada e compartilhada dos resíduos sólidos. Nesta quinta-feira (11/08) a equipe da Secretaria esteve na região noroeste, onde apresentou as novas diretrizes que visam um adequado gerenciamento e destinação do lixo.
Política Nacional - Nas cidades de Paranavaí e Maringá, prefeitos e técnicos conheceram detalhes da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que direciona caminhos para soluções relativas às responsabilidades dos geradores de resíduos (desde os fabricantes até aos consumidores) e de todos que participam de alguma forma do ciclo de vida dos produtos.
Parceria - O secretário do Meio Ambiente, Jonel Iurk, disse que o Paraná busca uma parceria com os municípios para elaborar e aprovar uma política integrada no estado que atenda a nova Política Nacional em todas as regiões. “Teremos normas adequadas à realidade de cada região que possibilitarão o surgimento de organizações capazes de conduzir a atuação da sociedade no que se refere à gestão de resíduos sólidos”.
Quantidade de lixo - A política ainda aponta soluções para que a quantidade de lixo enviada aos aterros seja reduzida. O sistema de logística reversa prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de certos produtos, devam efetuar o retorno do material descartável, com destinação compatível a sua nocividade, como: eletrônicos, lâmpadas, óleo lubrificante, medicamentos, pneus, pilhas, baterias, embalagens de agrotóxicos, entre outros.
Consórcio - Outra alternativa é o consórcio entre municípios, iniciativa privada e poder público. “Já existem algumas iniciativas de sucesso no estado, por isso estamos incentivando essa prática. Percebemos que a solução está no trabalho em conjunto, que agilize resultados e reduza custos”, afirma o presidente do Instituto das Àguas do Paraná, Márcio Nunes.
Fábrica de tubos - Em Paranavaí, o presidente do Aguasparaná, anunciou a reabertura da unidade industrial para produção de tubos de concreto no município que volta a funcionar dentro de 30 dias. De acordo com Nunes o complexo vai ajudar os municípios da região noroeste no combate à erosão. “Convidamos os prefeitos da Amunpar a formalizar seus pedidos para a regularização de convênios junto ao Instituto, pois além de fornecermos os tubos, prestaremos assessoria técnica aos projetos”. (AEN)
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Empresários defendem ampliação de medidas à indústriaOs empresários que participaram na quarta-feira (10) da reunião do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC) pediram ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ampliação da desoneração da folha de pagamento para todos os setores. Segundo o presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, a desoneração para alguns setores incluída na nova política industrial, anunciada na semana passada, já foi um grande avanço do governo Dilma Rousseff. Mas ele ponderou que é preciso ampliar a desoneração para todos os setores da economia.
Nova contribuição - A CNS avalia que é possível fazer essa desoneração por meio da criação de uma nova contribuição sobre movimentação financeira, ou seja, uma nova CPMF para compensar as perdas de arrecadação. Nese argumentou, no entanto, que o trabalhador não sairá perdendo, porque a proposta de criação dessa nova CPMF viria acompanhada de uma redução na contribuição que os trabalhadores pagam ao INSS. Hoje essa contribuição tem alíquota entre 8% e 11% sobre o salário. Pela proposta da CNS, a alíquota caíra para um patamar entre 7% e 10%. Em contrapartida, seria criada uma alíquota de 0,85% sobre as movimentações financeiras para essa nova CPMF.
Ampliação - Nese disse que, com esse modelo proposto, seria possível ampliar a desoneração para todos os setores da economia. "É um equívoco achar que o trabalhador vai pagar a conta", afirmou. O presidente da CNS acredita que, de qualquer forma, a desoneração setorial, se der certo no modelo piloto anunciado para alguns setores, já representará uma grande mudança. (Agência Estado)
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Ministros das Finanças sul-americanos devem entrar em acordo na sexta-feira (12/08) para criar um fundo anticrise ou reforçar o existente Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar) a fim de garantir a assistência financeira às nações com desequilíbrios, disseram autoridades na quinta-feira (11/08). O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, disse a jornalistas que os ministros, que irão se reunir em Buenos Aires para avaliar uma defesa comum diante das turbulências nos mercados globais, poderão decidir incorporar as duas maiores economias sul-americanas --Brasil e Argentina-- ao Flar.
Novos países - "Vamos conversar sobre a entrada de novos países ao Flar, como Argentina ou Brasil, para que aumente o poder de fogo do Flar", disse Mantega, acrescentando que os ministros analisarão também os mecanismos de "swaps" de moedas usados na Ásia desde 2010 como proteção anticrise. Mas os ministros também poderão decidir criar um novo fundo, sinalizou à Reuters o vice-ministro da Economia da Argentina, Roberto Feletti.
Cifras - "Não se está falando de cifras neste momento. A região tem mais de 500 bilhões de dólares de reservas, por isso os bancos centrais têm forte capacidade de intervenção frente a movimentos especulativos", explicou. Feletti disse que, além disso, os ministros buscarão na sexta-feira "fortalecer instituições bancárias de desenvolvimento da região como a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), acelerar a constituição do Banco del Sur e avançar em um esquema de multilateralismo de pagamentos."
Proteção financeira - Mantega destacou que a criação de um fundo de proteção anticrise é uma tarefa difícil no curto prazo. Ao chegar à capital argentina na quinta-feira, ele explicou que os ministros criarão "uma comissão de países para estudar como fortalecer o Flar ou outros mecanismos" e acrescentou que "amanhã (sexta-feira) deveremos ter resultados."
Mecanismo - Contudo, afirmou que "não é fácil criar um mecanismo" de forma imediata e que "nós podemos amanhã (sexta) definir um protocolo de intenções para criar um mecanismo para fortalecer o Flar", embora considerou que o mecanismo dos países asiáticos de "swaps" de moedas "é mais forte". "Temos que pensar em algo maior que o Flar para proteger financeiramente nossos países, algo como fizeram os países asiáticos, que fazem 'swaps' entre eles", disse Mantega.
Formação - O Fundo Latino-Americano de Reservas, com sede em Bogotá, foi criado em 1978 e está formado atualmente por Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela, segundo informações de sua página na Internet. A entidade, que tem o objetivo de blindar seus integrantes contra as dificuldades financeiras, capta recursos no mercado e emite títulos. (Reuters/ Gazeta do Povo)