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LEITE: OCB enfatiza articulação para o setor de lácteos

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A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) tem acompanhado de perto os trabalhos da recém constituída Subcomissão Permanente do Leite da Câmara dos Deputados, que está em plena atividade. Na terça-feira (12/07), uma reunião ordinária no Congresso tratou de questões relativas à importação de leite em pó com a Argentina. Nesta quarta-feira (13/07), o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, se reuniu em audiência com o deputado Alceu Moreira (RS) - relator da Subcomissão.

Presenças - Na reunião desta terça, participaram, além da OCB, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL). Os participantes avaliaram o fluxo comercial do Brasil com o Mercosul na importação de leite em pó e as possíveis variações no mercado. "Foram considerados os impactos potenciais que o aumento nas importações de leite podem gerar na economia nacional, principalmente no cooperativismo de leite", explicou o gerente de Mercados da OCB, Gregory Honczar.

Apoio - Nesta quarta à tarde, o deputado Alceu Moreira foi ao encontro do presidente Márcio com a missão de solicitar apoio institucional da OCB para o bom andamento dos trabalhos propostos pela Subcomissão. A ideia é que haja participação, inclusive, das cooperativas de leite no processo, quando da realização de reuniões nos estados. "A criação da Subcomissão representa uma oportunidade de diálogo direto entre o cooperativismo de leite o Congresso, bem como a construção de uma política nacional para o setor, através de um marco regulatório", declarou Márcio Lopes de Freitas. (Informe OCB)

 

As reuniões nos estados serão realizadas de acordo com o cronograma abaixo:

 

14/7 - Juiz de Fora (MG)

8/8 - Curitiba (PR)

22/8 - São Paulo (SP)

5/9 - Porto Alegre (RS)

12/9 - Belo Horizonte (MG)

26/9 - Rio de Janeiro (RJ)

10/10 - Ji-Paraná (RO)

24/10 - Chapecó (SC)

CERTIFICAÇÃO: Consulta pública sobre Produção Integrada termina dia 21

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O prazo para sugestões à consulta pública para a revisão dos requisitos de avaliação da conformidade para Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) termina em 21 de julho. A proposta do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) foi publicada na Portaria nº 274 e pode ser acessada no site da instituição www.inmetro.gov.br.

Critérios - Quando concluída, a norma estabelecerá critérios para o Programa de Avaliação da Conformidade para a Produção Integrada Agropecuária. O sistema preconiza a produção de alimentos seguros e sustentáveis. As diretrizes gerais da PI-Brasil estão descritas na Instrução Normativa n° 27/2010 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A proposta também será a base para inclusão de mais cadeias produtivas, além da frutas, inclusive a pecuária. Hoje existem 16 normas técnicas publicadas para frutas e 12, em processo de validação, para arroz, café, batata, tomate, soja, flores, leite e mel, entre outros produtos.

 

Críticas e sugestões - As críticas e sugestões devem ser encaminhadas à Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade (Dipac), pelo e-mail Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo., ou para o endereço Rua da Estrela, nº 67, 2º andar, Rio Comprido, CEP: 20.251-900, Rio de Janeiro (RJ).

 

Sobre o PI Brasil - A Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil) é um sistema baseado na sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, viabilidade econômica e rastreabilidade de todas as etapas produtivas. Criado em 2001, prevê a inserção de tecnologias que propiciem a certificação, de modo a aumentar a competitividade dos produtos. Além disso, diminui o emprego de inseticidas e fungicidas, reduz os custos de produção e o uso de fertilizantes. A adesão à iniciativa é voluntária, porém, o produtor que optar pelo sistema terá de cumprir rigorosamente as orientações estabelecidas. O Ministério da Agricultura é responsável pela publicação das normas, enquanto as certificadoras acreditadas pelo Inmetro fazem as auditorias e emitem o selo do programa. (Mapa)

CANA-DE-AÇUCAR: Clima instável interrompe ciclo de expansão

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O clima adverso que causou prejuízos de R$ 1,2 bilhão aos produtores de grãos do Paraná também comprometeu o desempenho do setor sucroalcooleiro, que deverá registrar neste ano a primeira queda na produção desde 2008. Em relatório divulgado ontem, a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) sinaliza uma quebra de 35 milhões de toneladas na safra de cana-de-açúcar 2011/12 do Centro-Sul do país. De acordo com a entidade, as indústrias da região devem moer nesta temporada 533,50 milhões de toneladas, 6,16% menos que o previsto no início do ciclo (568,5 milhões). O resultado, se confirmado, representará uma queda de 4,21% sobre o volume processado na safra anterior (556,94 milhões).

Alta dos preços - O aperto na oferta de matéria-prima vai reduzir a produção brasileira de açúcar e etanol e tende a prolongar o ciclo de alta dos preços dos dois subprodutos da cana. Nas contas da Unica, o maior tombo deve ser registrado pelo etanol, cuja produção deve recuar a 22,54 bilhões de litros, 2,84 bilhões (11,19%) menos que em 2010 e 11,61% abaixo da projeção inicial. No caso do açúcar, serão 32,38 milhões de toneladas neste ano, 1,12 milhões de toneladas (3,35%) a menos que na safra anterior e 6,35% abaixo do inicialmente previsto para 2011.

 

Oferta apertada - "A oferta vai continuar apertada e não vejo solução no curto prazo. As importações podem aliviar um pouco a situação do etanol, como já vem ocorrendo. Mas, de qualquer maneira, é apenas um paliativo e não uma solução definitiva", considera Arnaldo Corrêa, gestor de riscos e diretor da Archer Consulting. A consultoria espera aperto ainda maior na disponibilidade de matéria-prima, com moagem de apenas 520 milhões de toneladas de cana na atual temporada.

 

Baixo investimento - Além de complicações climáticas como estiagem no final do ciclo, chuva na colheita e geadas, o baixo nível de investimento prejudica o desempenho do setor sucroalcooleiro. Para manter as plantações saudáveis e produtivas, o ideal seria que 20% da área fossem replantados a cada ano, explica o superintendente da Associação de Produtores de Bioenergia do Paraná (Alcopar), José Adriano Dias. Nos últimos três anos, contudo, a escassez de recursos tem dificultado ou, em alguns casos, até impedido a renovação dos canaviais. "Agora esses canaviais envelhecidos estão puxando para baixo a produtividade das lavouras", esclarece o dirigente.

 

Replantio - Segundo ele, para voltar aos níveis de produtividade de três anos atrás cerca de 40% das plantações de cana do Paraná - o equivalente a cerca de 300 mil hectares - precisariam ser replantadas nos próximos anos. Considerando que a renovação de cada hectare de cana-de-açúcar custa perto de R$ 8 mil, o setor precisaria de R$ 2,4 bilhões em investimentos somente no Paraná. "Isso apenas para retomar a produção que já tivemos em anos anteriores, sem expandir o plantio. E, mesmo que o setor ti­­vesse recursos para replantar todas as lavouras envelhecidas, a produção de matéria-prima só seria regularizada em 2014", frisa Dias.

 

Renovação - Em todo o Centro-Sul do Brasil, região que é responsável por cerca de 85% da produção nacional, um em cada seis hectares ( uma área equivalente a 90 milhões de toneladas de cana-de-açúcar) precisam ser renovados, conforme a Archer Consulting.

 

Etanol - "A conta do etanol simplesmente não fecha. É impossível alimentar um mercado que tem crescido a taxas de 8% com uma produção que, nas últimas três safras, aumentou apenas 2,5% ao ano", diz o analista Arnaldo Corrêa, da Archer Consulting, referindo-se à demanda crescente pelo combustível no mercado interno. "Não conseguimos crescer tão rápido quanto a indústria automobilística, que só no primeiro semestre deste ano colocou no mercado 2,8 milhões de novos veículos flex", completa José Adriano Dias, superintendente da associação que representa os setor sucroalcooleiro no Paraná, a Alcopar.

 

Abastecimento - Estimativa da Archer mostra que, para suprir completamente a demanda atual por etanol, a produção brasileira teria que crescer ao menos 100 milhões de toneladas. E o quadro de abastecimento deve se estreitar ainda mais nos próximos anos, alerta Corrêa. "Daqui seis anos, na safra 2017/18, precisaremos de 1 bilhão de toneladas de cana para atender a todo o nosso consumo. ", calcula. Ele pontua que, para isso, seria necessário também ampliar - e muito - o parque industrial. "Para ficar em uma situação confortável, precisaríamos de 15 a 20 novas unidades a cada ano. (Gazeta do Povo)

INFRAESTRUTURA I: Brasil terá de investir ao menos R$ 1 trilhão nos próximos anos

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Dois levantametos recentes indicam que o Brasil terá de investir pelo menos R$ 1 trilhão em obras de infraestrutura nos próximos anos para acabar com os gargalos que limitam seu desenvolvimento econômico e social. Uma pesquisa preparada em abril pela LCA Con­sultores fala em R$ 1 trilhão até 2020. Outra, que será apresentada nesta quinta-feira (14/07) em Curitiba pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equi­pamentos e Manutenção (Sobratema), chegou a uma cifra ainda mais alta: R$ 1,2 trilhão até 2016, englobando 9.550 diferentes construções, entre elas a Usina Hidrelé­trica de Belo Monte, no Pará, e o trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas.

Copa e Olimpíada - Parte das obras tem a ver com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Em Curitiba, as intervenções para o Mundial de futebol, como a requalificação da Avenida Marechal Floriano, vão exigir mais de R$ 460 milhões. No Rio de Janeiro, o montante necessário para os Jogos Olímpicos ficará na casa dos R$ 33 bilhões, segundo pesquisa da Pricewaterhou­seCoopers. Setores diretamente ligados às obras devem crescer exponencialmente: o setor de máquinas, por exemplo, deve dobrar o faturamento anual, hoje em R$ 3 bilhões, até 2016.

 

Entraves - Os principais entraves para a realização dessas obras estão na falta de projetos, de visão integrada de planejamento e nas dificuldades do capital privado em contribuir com os investimentos, em boa parte por causa da burocracia e da insegurança jurídica e política que rondam o setor (veja a opinião do em­­presariado paranaense na página 20), além do perigo de um apagão de mão de obra.

 

Falta de planejamento - "Vontade política para vencer esses desafios até existe, mas não um planejamento público integrado, com estudos que identifiquem onde faltam investimentos e a definição clara das prioridades. Esse trabalho tem sido feito pelos ministérios setoriais, mas não está concentrado na pasta de Planeja­mento, como deveria ocorrer. A expectativa é que isso mude, já que a Miriam Belchior, hoje no comando da pasta, tinha essa visão na Casa Civil", analisa o economista Fernando Camargo, autor da pesquisa da LCA.

 

Financiamento - Outro obstáculo é que os recursos do principal financiador do setor de infraestrutura, o Banco Nacio­nal do Desenvolvimento Econô­mico e Social (BNDES), podem não ser suficientes. O banco diz que começou a trabalhar uma agenda para estimular o aumento da participação do setor privado no financiamento de longo prazo, e que terá condições de manter nos próximos anos o patamar de captação de 2010, de R$ 145 bilhões.

 

Setor privado - Para especialistas, no entanto, o país só conseguirá destinar à infraestrutura os mais de R$ 100 bilhões anuais necessários se puder contar também com o capital e a capacidade de endividamento do setor privado. Isso porque os recursos do BNDES são altamente disputados pelo setor industrial, que encontra ali - e não nos bancos privados - as menores taxas de juros. Dos R$ 116,7 desembolsados pelo BNDES entre maio de 2010 e abril deste ano, 47% foram para as indústrias e 16% para o setor de comércio e serviços. A infraestrutura ficou com 31% do total.

 

Criação de mercado de títulos pode estimular empresas a investir - Além das parcerias público-privadas, que carecem de instrumentos jurídicos na maioria dos estados brasileiros, outro caminho para a atração de investimentos privados é a criação e regulação de um novo mercado de capitais voltado para o setor de infraestrutura. "Uma possibilidade é a emissão de títulos de longo prazo vinculados a obras ou conjuntos de obras bons o bastante para atrair o investimento das empresas. Isso poderia ser feito por meio de garantias, como o retorno do dinheiro investido em dado tempo e com dado rendimento", diz João Basílio Pereima, doutor em Desenvolvimento Econômico e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

 

Longo prazo - No entanto, diz Pereima, essa não é uma solução rápida e nem fácil. "O empresário brasileiro não tem a cultura do planejamento de tão longo prazo. Nesse aspecto, a instrumentalização, pelo Banco Central, de um mercado que facilitasse a compra e a venda de títulos poderia começar a mudar as coisas."

 

Empréstimo - O economista também sugere a contratação de empréstimos no exterior pelo país, a juros fixos - e não flutuantes, como os tomados na década de 1970, que quase quebraram o país. "Hoje, com os efeitos da crise financeira mundial, há um volume enorme de dólares e euros lá fora esperando uma oportunidade segura de investimento. Se emprestarmos a juros fixos, faremos um bom negócio." (Gazeta do Povo)

INDÚSTRIA: Sem consenso, desoneração da folha não será anunciada agora

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A desoneração da folha de pagamentos não será anunciada junto com a nova política industrial que o governo pretende divulgar até o fim do mês. Como ainda não há consenso entre os técnicos do Ministério da Fazenda sobre o melhor modelo para a substituição do tributo pago pelas empresas sobre os salários, a desoneração da contribuição previdenciária patronal, aguardada já há alguns anos, deve ficar para outro momento.

Reunião - Nesta quarta-feira (13/07), a presidente Dilma Rousseff teve reunião com os ministros que participam da elaboração das medidas que vão compor o programa de incentivos à competitividade da indústria. Convocada por Dilma e presidida por Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, a reunião durou pouco mais de duas horas. Participaram também do encontro os ministros Aloizio Mercadante, de Ciência e Tecnologia, e Miriam Belchior, do Planejamento, além de Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

 

Fazenda - Barbosa, que substituiu o titular Guido Mantega, em férias, lidera as discussões na Fazenda em torno da desoneração da folha de pagamentos. Conforme informou o Valor terça-feira (12/07), a área técnica do governo ainda discute três propostas diferentes para substituir a tributação do INSS sobre a folha: sobre o faturamento, o lucro líquido ou movimentação financeira. Nesse último caso, a Previdência Social, ao perder a contribuição patronal, seria financiada pelo ressurgimento da velha CPMF.

 

Modelo - "Está faltando fechar um modelo ainda", disse o ministro da Previdência, Garibaldi Alves. Ele disse que "ainda não houve uma reunião específica entre os ministros [da Fazenda e da Previdência]". A preocupação da área da seguridade social é compreensível. Com o aquecimento do mercado de trabalho e crescimento da folha de salários das empresas, as contas da Previdência têm registrado uma melhora substancial. O imposto que vier a substituir essa fonte de receitas tem que ser muito bem concebido. (Valor Econômico)

SESCOOP/PR: Auditores internos serão capacitados dias 19 de 20 de julho

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O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) promove, nos dias 19 e 20 de julho, na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, um curso dirigido a profissionais da área de auditoria interna das cooperativas do Paraná. As orientações serão repassadas pelos instrutores José Reinaldo Theiss e Manfredo Krieck, da Actus Auditores Independentes e Learned Consultores. A programação contempla a abordagem de temas como os últimos pronunciamentos da Audibra / The Institute of Internal Auditors; controle de operações como apoio à controladoria; cálculo dinâmico dos custos de aquisições de matérias primas e mercadorias para revenda dos preços sugeridos de vendas; participação da auditoria interna na formulação de estimativas e dos controles e padrões, entre outros assuntos.

Inscrições e informações - As vagas ao curso são limitadas e as inscrições devem ser feitas até esta quinta-feira (14/07) pelo site www.ocepar.org.br. Mais informações com Vera de Paula (Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / 41 3200-1124) ou com Emerson Barcik (Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / 41 3200-1137).

 

Clique aqui e confira a programação do Curso de Auditores Internos

FÓRUM DOS PRESIDENTES: Entrega do 8º Prêmio Ocepar de Jornalismo faz parte da programação

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Os vencedores do 8º Prêmio Ocepar de Jornalismo serão revelados no primeiro dia do Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses. As inscrições ao concurso encerraram na última segunda-feira (11/07). A entrega dos troféus e dos prêmios em dinheiro acontece logo depois da participação do governador Beto Richa, que vai apresentar as propostas de políticas públicas do governo do Estado. O Fórum dos Presidentes será aberto no dia 28 de julho pelo presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, às 18h30. O evento será realizado na sede da entidade, em Curitiba, em comemoração ao 89º Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado em todo o mundo no primeiro sábado de julho. As atividades prosseguem no dia 29 com palestra sobre o contexto macroeconômico, ministrada pelo professor José Pascoal Rosseti. Já o professor Lélio Lauretti vai tratar do tema "Ética nas organizações: desafios à frente".

FÓRUM DO AGRONEGÓCIO: Inscrições encerram nesta quinta-feira (14/07)

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As inscrições ao Fórum do Agronegócio e do Varejo encerram nesta quinta-feira (14/07) e devem ser efetuadas por meio do agente de Desenvolvimento Humano pelo site www.ocepar.org.br. O evento é destinado a dirigentes e profissionais da área comercial, financeira, operacional e técnica das cooperativas e de empresas ligadas ao agronegócio. O Fórum será realizado dia 18 de julho, na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, e vai discutir as políticas do governo estadual para o agronegócio paranaense; as perspectivas do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2011/12; as tendências da economia, do câmbio e do agronegócio para 2011 e os programas de investimentos do BRDE para as cooperativas paranaenses. O Fórum será aberto pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Informações - Mais informações com Flávio Turra (41- 3200 1110 / Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.) ou com Robson Mafioletti (41- 3200 1111 / Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.).

COASUL: Inaugurado o primeiro aviário integrado em Francisco Beltrão

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A Coasul Cooperativa Agroindustrial inaugurou, na última semana, o primeiro aviário integrado em Francisco Beltrão, Sudoeste do Estado. É o maior no município, com 150 X 16 metros, e pertence ao cooperado Valtair Binotto. No total, a cooperativa possui hoje 104 aviários, 10 estão construção e nove em adequação. São alojados mensalmente mais de 1 milhão e 400 mil pintainhos.

Novidade - A Coasul está construindo mais dois aviários em Francisco Beltrão, na comunidade de nova secção. Estes serão os primeiros no Brasil totalmente fechados com placas isotérmicas.

Legislação ambiental - Todos os aviários da Coasul devem obedecer às normas da legislação ambiental, de acordo com a Resolução nº 24/2008, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema). As principais tecnologias disponíveis no padrão da cooperativa são: barracão totalmente em alvenaria e pré moldado, nebulização com alta pressão, ventilação com velocidade acima de 2.7 metros por segundo, quadro de comando para automação, arco de desinfecção, central de aquecimento e sistema de fornecimento de água e ração automáticos, cerca para isolamento do aviário, gerador de energia elétrica, placa evaporativa e sistema Dark House.

Luminosidade - Este último é um sistema de controle rigoroso de luminosidade, em que as aves permanecem em torno de 20% do dia no escuro e 80% com luz artificial controlada, o que possibilita o bem-estar das aves. O quadro de comando para automação, por exemplo, possuem múltiplas funções, como o controle da umidade relativa do ar e da temperatura interna do aviário, controle da abertura e fechamento da cortina na entrada de ar, controle de ganho de peso diário através do sistema de pesagem e acesso aos dados do aviário por meio da internet. As placas evaporativas fazem todo o sistema de umidificação e do resfriamento do aviário.

Região - Os aviários da Coasul estão localizados nas cidades de Boa Esperança do Iguaçu, Chopinzinho, São João, São Jorge D'Oeste, Sulina, Dois Vizinhos, Cascavel, Quedas do Iguaçu, Renascença, Francisco Beltrão, Três Barras, Salto do Lontra, Rio Bonito do Iguaçu, Itapejara D'Oeste, Verê e Bom Sucesso do Sul. (Imprensa Coasul)

COOPERATIVISMO: OCB intensifica ações no Legislativo federal

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A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) está acompanhando de perto as proposições de interesse do cooperativismo. No intuito de estreitar ainda mais o relacionamento com os parlamentares e de reforçar as principais demandas do segmento em tramitação na Câmara e no Senado, a instituição se reuniu nesta quarta-feira (12/07) com os deputados Mandetta (MS) e Arnaldo Jardim (SP), membros da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Pauta - O encontro com o deputado do Mato Grosso do Sul ocorreu na sede da OCB, em Brasília. Durante a reunião, a Assessoria Parlamentar apresentou os produtos da organização para o Legislativo, os principais projetos que estão sendo analisados no Congresso Nacional e o relatório mensal com as atividades desenvolvidas. A discussão sobre o novo marco regulatório em debate na subcomissão de Saúde Complementar, da qual Mandetta é relator, entrou na pauta.

Financiamento - "Entre os vários pontos que estão sendo debatidos, destacamos a criação de linhas de financiamento para as cooperativas de saúde, a atualização da lei dos planos de saúde e a flexibilização das garantias financeiras apresentadas pelas cooperativas operadoras. Além disso, conversamos sobre a implantação de modelo de regulação que leve em consideração as características e portes diferentes das operadoras hoje atuantes no mercado", explicou o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Saúde da OCB, Laudo Rogério dos Santos.

Ramo Crédito - O deputado Arnaldo Jardim recebeu os representantes da OCB em seu gabinete, na Câmara dos Deputados. Na pauta, os assuntos relacionados ao ramo crédito. "O nosso intuito é criar uma agenda positiva para o segmento junto à Receita Federal, contando com a articulação da OCB, enquanto entidade representativa, e das próprias cooperativas de crédito", ressaltou o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da OCB, Sílvio Giusti.

Outra audiência - Para esta quarta-feira (13/07), está prevista mais uma audiência, desta vez com o deputado Alceu Moreira, para falar sobre o setor de lácteos. (Informe OCB)

Confira mais detalhes sobre as reuniões no blog  OCB no Congresso.

PLANO SAFRA: Para Dilma, agricultura familiar é arma contra miséria

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AGRICULTURA: Valor Bruto da Produção se aproxima de R$ 200 bilhões

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O faturamento bruto das 20 principais lavouras do Brasil deve alcançar R$ 199 bilhões em 2011. O valor apurado, com informações até junho, faz parte de levantamento realizado mensalmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com o estudo, o Valor Bruto da Produção (VBP) deste ano será 10,4% superior ao de 2010, atingindo novo recorde.

Fatores - "Os melhores preços dos produtos agrícolas, a elevação da produtividade e também os resultados da safra têm sido os principais fatores para a obtenção desse resultado favorável", avalia José Garcia Gasques, responsável pelo levantamento e coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura. Segundo Gasques, o cenário positivo para a agricultura brasileira fará com que o VBP deste ano supere o de 2008, até então o maior valor já registrado em uma série iniciada em 1997.  Em 2008, o faturamento das lavouras foi de R$ 183,6 bilhões. 


Maiores aumentos - Os maiores aumentos no VBP ocorreram no algodão (67,7%); uva (46,3%); café (38%); milho (29,8%); soja (17,1%) mandioca (11%) e feijão (10,2%). "Algodão, café e soja são os produtos que merecem maior destaque, pelos indicadores de preços aos produtores e pela acentuada expansão da produção, no caso da soja e do algodão", explica Gasques. O algodão terá valor bruto de R$ 5,3 bilhões e o café em grão, de R$ 22,2 bilhões. A soja, item com maior peso na composição do faturamento das lavouras, alcançará R$ 55 bilhões. Cebola, batata inglesa e trigo são os produtos que terão as maiores baixas. A cebola, com VBP previsto de R$ 752 milhões, terá redução de 62,4%; a batata inglesa, com queda de 24,6% alcançará R$ 2,9 bilhões; e o trigo em grão com baixa estimada de 16,8%, atingirá faturamento bruto de R$ 2,2 bilhões em 2011.

 

Faturamento regional - O estudo mostra crescimento no valor bruto da produção em todas as regiões, com exceção do Norte. "Porém, essa redução é pequena e poderá sofrer alterações ao longo do semestre", informa o coordenador do Ministério da Agricultura. A queda no VBP da região Norte está estimada em 1,66%. O Centro-Oeste permanece com maior aumento para 2011, com alta de 41,4%. O faturamento da região deve atingir R$ 53,5 bilhões. O Mato Grosso é o estado que mais vai contribuir para esse desempenho. O VBP matogrossense subirá quase 60%, passando de R$ 21,4 bilhões para R$ 34,2 bilhões. Com isso, Mato Grosso passa a ser o estado com o maior VBP do país, superando São Paulo.

 

Nordeste - O Nordeste, a segunda região com melhor resultado em 2011, terá crescimento de 20% e VBP de R$ 21,2 bilhões. Ceará, Piauí e Paraíba são os estados nordestinos com as maiores altas. Destaque para o Ceará, que terá aumento de 82,9% chegando ao faturamento bruto das lavouras de R$ 2,2 bilhões. Na região, os resultados favoráveis são atribuídos ao comportamento de produtos como milho, soja, algodão e feijão.


Cálculo - Elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica desde 1997, o Valor Bruto da Produção é calculado com base na produção e nos preços praticados no mercado das 20 maiores lavouras do Brasil. Para realizar o estudo, são utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O VBP é correspondente à renda dentro da propriedade e considera as plantações de soja, cana-de-açúcar, uva, amendoim, milho, café, arroz, algodão, banana, batata-inglesa, cebola, feijão, fumo, mandioca, pimenta-do-reino, trigo, tomate, cacau, laranja e mamona. Mensalmente, o Ministério da Agricultura divulga a estimativa do valor da produção agrícola para o ano corrente. Esse valor pode ser corrigido, de acordo com as alterações de preço e a previsão de safra anunciados ao longo do ano. (Mapa)

 

Confira o estudo na íntegra com dados por produto e por região: 

http://www.agricultura.gov.br/ministerio/gestao-estrategica/valor-bruto-da-producao

ALGODÃO: País pressiona EUA para acelerar corte de subsídio ao produto

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O Brasil vai insistir com os Estados Unidos para aproveitar as pressões por ajuste fiscal em Washington e acelerar cortes de subsídios para os produtores de algodão, a fim de implementar o acordo bilateral no setor. Os EUA têm que prestar contas ao Brasil a cada três meses sobre como está reduzindo os subsídios ilegais aos seus cotonicultores, conforme o acordo feito para evitar que o governo brasileiro impusesse medidas de retaliação contra produtos americanos.

Rio de Janeiro - Dessa vez, a reunião ocorrerá no Rio de Janeiro, nesta quinta e sexta-feira (14 e 15/07). Washington está enviando ao Brasil Isi Siddiqui, o principal negociador agrícola do USTR, a representação comercial americana. Do lado brasileiro, a delegação conta com o embaixador na Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, e o chefe de contenciosos do Itamaraty, Celso Pereira.

 

Entendimento bilateral - Pelo entendimento bilateral, os EUA pagam US$ 147 milhões anuais de compensação a produtores brasileiros afetados pelos subsídios. O pagamento é feito em parcelas mensais desde o ano passado, depois que a OMC autorizou o Brasil a retaliar os americanos em até US$ 829 milhões por ano pelo que foi determinado de subsídio ilegal.

 

2012 - Além disso, os EUA têm também que fazer "redução significativa" de subsídios até o fim de 2012. Washington precisa, por exemplo, ajustar gradualmente os prêmios de garantia à exportação agrícola para conseguir cumprir o compromisso no prazo estipulado. No entanto, o Brasil constata que os americanos estão deixando tudo para mais tarde.

 

Reforma - No caso da reforma da Farm Bill, a lei agrícola americana, a expectativa é que ocorra também até o ano que vem. Dessa vez, os representantes dos dois países vão se reunir num contexto quase inédito, justamente pela pressão que cresce no Congresso para o governo cortar subsídios. O Brasil quer esclarecimentos da parte americana sobre o que vai acontecer, se o Senado também aprovar emenda acabando com o pagamento da compensação de US$ 147 milhões por ano para os produtores brasileiros. A emenda já passou na Câmara, e se for eliminada, o acordo bilateral estará sendo rompido.

 

Pesquisa - Enquanto isso, o Instituto Brasileiro de Algodão (IBA) deve deflagrar no segundo semestre os primeiros projetos de pesquisa e desenvolvimento em algodão, com o dinheiro pago mensalmente pelos americanos. Uma parcela vai beneficiar projetos em quatro países produtores africanos - Burkina Fasso, Mali, Chade e Benin. (Valor Econômico)

INDÚSTRIA I: Medidas de incentivos podem sair aos poucos

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Antes de anunciar a nova política industrial, com foco prioritário no desenvolvimento da inovação e da tecnologia, os técnicos e ministros envolvidos na sua montagem vão ter uma reunião com Dilma Rousseff. Nesta quarta-feira (13/07), ela terá encontro com o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. A divulgação do pacote de medidas de incentivos fiscais para a indústria está prevista para dia 21. Nem todas as medidas, porém, estarão necessariamente nesse conjunto. A revisão dos 11 regimes tributários especiais e a desoneração da folha de salários das empresas podem ficar para um segundo momento.

Fôlego - Com o poder de compra do governo próximo a R$ 70 bilhões este ano, acredita-se que será possível dar bom fôlego para a indústria têxtil, de softwares, equipamentos de saúde, remédios, vacinas e equipamentos de defesa. O que se pretende, embora não seja uma operação trivial, é dirigir as encomendas públicas para esses setores. A Defesa, por exemplo, será orientada a usar as indústrias têxtil e de calçados nacionais para fazer os uniformes e coturnos das Forças Armadas. Parte do orçamento de compras do Ministério da Defesa, de mais de R$ 15 bilhões este ano, pode ser destinada a esse fim.

 

Medida provisória - Para isso, é preciso regulamentar a medida provisória 495, aprovada no fim de 2010, que concede uma margem de preferência às empresas desses setores, autorizadas a praticar preços até 25% maiores que a concorrência nas licitações para os órgãos públicos. Na lista de medidas do governo constam, ainda, a possibilidade do crédito imediato do PIS/Cofins pago pelas máquinas adquiridas para produção - o que hoje demora dois anos ou mais e é motivo de queixas dos empresários -, assim como redução de cinco anos para um ano do prazo para depreciação de máquinas e equipamentos.

 

Objetivos e metas - As medidas de incentivo à indústria serão acompanhadas de objetivos e metas a serem cumpridas nos próximos cinco anos. Com elas o governo acredita que será possível neutralizar uma parte importante dos efeitos adversos que a valorização da taxa de câmbio tem produzido sobre o parque industrial brasileiro. Uma das metas, nesse caso, será elevar a participação da indústria no PIB dos atuais 18,3% para 19,5%. Outra é aumentar a alocação de recursos públicos para investimentos em ciência e tecnologia, sobretudo em tecnologia de informação e comunicação, que no ano passado correspondeu a 0,8% do PIB, assim como a participação do setor privado, que foi de 0,5% do PIB em 2010.

 

Investimentos privados - No caso dos investimentos privados, a ideia é chegar a 0,9% do PIB até 2015. Avalia-se, no governo, que o Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP), da gestão anterior, não teve peso na inovação tecnológica. Além disso, será assegurada a isenção de IPI sobre todos os tipos de bens de capital, de máquinas e equipamentos a material de transporte e bens de informática usados na produção industrial.

 

Ministério do Desenvolvimento - Nesta terça-feira (12/07), houve mais uma reunião para discutir esse elenco de medidas no Ministério do Desenvolvimento. As propostas foram apresentadas pelo ministro Fernando Pimentel e espera-se que o lançamento da nova política industrial ocorra ainda este mês. O ministério não quis se comprometer com uma data. (Valor Econômico)

INDÚSTRIA II: Novo tributo é rechaçado, mas redução de impostos é bem recebida

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Lideranças empresariais elogiam a intenção do governo de reduzir impostos presente na nova política industrial, como a desoneração da folha de salários, mas rechaçam a ideia de se colocar outro tributo no lugar, para financiar perdas de recursos da Previdência. Há também quem veja timidez nas medidas, pedindo mais ousadia num momento em que o câmbio valorizado causa estragos na competitividade da industrial.

Brasil Maior - Na edição desta terça-feira (12/07), o Valor antecipou o teor do pacote de ajuda ao setor industrial, que poderá se chamar Brasil Maior. Entre as principais medidas, haverá novos incentivos fiscais para segmentos que passam por um esvaziamento da cadeia produtiva e a uma desoneração da folha de salários, de implementação gradual e, tudo indica, para todos os setores.

 

Falta de ousadia - O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, diz que reduções de impostos são bem vindas e estão na direção correta, mas vê falta de ousadia por parte do governo. "Há uma timidez muito grande para tomar providências que, em tese, podem resultar em perda de receitas." Barbato considera "relevante" a redução dos encargos salariais, mas diz que zerar a contribuição patronal em quatro anos é um prazo longo demais. Para ele, é fundamental que sejam adotadas medidas para diminuir custos da indústria, para compensar os prejuízos causados pelo real valorizado. "Permitiram uma valorização do câmbio que expôs a indústria de transformação de modo absurdo."

 

Ataque - O líder empresarial ataca a ideia de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou um aumento da alíquota da Cofins para compensar perdas de arrecadação da Previdência, que deve ser causada pela desoneração da folha de salários. "A indústria não suporta mais custos", diz ele, para quem, se houver aumento de impostos, não devem recair sobre a indústria. (Valor Econômico)

DÓLAR I: Estudo do FMI sugere ao Brasil taxar mercado futuro de câmbio

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O Banco Central tem ainda um bom arsenal de medidas a sua disposição para conter os riscos trazidos pelo grande fluxo de capitais internacionais, boa parte dele motivada pela generosa diferença entre a taxa de juros doméstica e a externa. Vários deles estão sugeridos em um amplo estudo, divulgado nesta segunda-feira (11/07), feito por uma força-tarefa de 10 técnicos do staff do Fundo Monetário Internacional, que analisaram todos os instrumentos passíveis de serem usados com esse fim, aonde e quais foram utilizados e seus resultados. O texto não representa posição oficial do FMI.

Derivativos - As medidas preventivas podem, por exemplo, mirar a capacidade dos bancos de aumentar suas posições líquidas em derivativos. As alternativas para se fazer isso, sugere o estudo, são: taxação das margens das operações, taxação e limitação das posições brutas em derivativos. Não há preferência clara por instrumentos. Medidas dessa natureza estão em estudo pelo governo brasileiro. Os técnicos sugerem que a taxação das operações no mercado futuro de câmbio atinge mais diretamente o carry trade e é menos "intrusiva nas outras funções comerciais dos bancos".

Riscos - As medidas prudenciais para conter influxo de capitais atacam de um só vez três riscos: o do excessivo endividamento externo pelos bancos para realizar arbitragem com derivativos, o do incentivo à formação de bolhas de ativos que esses ingressos potencialmente têm e o dos desastrosos efeitos no caso de uma súbita mudança de rumo do câmbio. Além disso, medidas para conter endividamento em moeda estrangeira ajudam a retirar alguma força da pressão pela valorização da moeda.

Arbitragem - Um dos principais motivos para o forte ingresso de capitais tem sido a arbitragem com a taxa de juros nos mercados futuros, armadas por operações de carry trade, aquelas financiadas com empréstimos a juros muito baixos tomados em outros países.

Brechas regulatórias - Os técnicos do Fundo apontam que o Brasil tem brechas regulatórias, logo precisa de novas ações para conter operações especulativas. Uma das regras vigentes apenas estabelece limite de 30% do capital para as posições líquidas em moeda estrangeira no mercado à vista mais derivativos. Em sua opinião, isso é insuficiente como barreira a empréstimos externos especulativos, pois os bancos domésticos necessariamente atuam nos dois mercados e a posição líquida não é restritiva. "As posições vendidas dos bancos (como porcentagem do capital) mal flutuaram nos meses recentes e permaneceram muito baixas comparada com os limites para elas", aponta o estudo.

Passivo externo - Por outro lado, o passivo externo dos bancos brasileiros em fim de outubro já tinha dado um salto de US$ 24 bilhões em 12 meses, o equivalente à metade das intervenções feitas pelo BC no mercado de câmbio no período. Boa parte do dinheiro foi direcionado à montagem de fortes posições vendidas no mercado à vista de dólar.

Custos - Não há mágica a fazer contra isso, a não ser encarecer os custos das operações dos bancos. "Ao limitar a capacidade dos bancos de operarem nos mercados à vista e futuros, ou aumentando o custo de fazê-lo, as autoridades podem tornar o mercado menos líquido e potencialmente menos atrativo para os investidores externos que fazem carry trade, ainda que indiretamente, sem terem a intenção de colocá-los como alvo".

Adequado - Os técnicos do Fundo avaliam que exigências adicionais de capital ou de provisionamento são as mais adequadas para lidar com os riscos de crédito em moeda estrangeira. Colocar limites nas posições no mercado à vista em dólar "pode servir tanto como medida macroprudencial como um efetivo instrumento de política cambial".

Ameaça  - De maneira geral, os técnicos veem o enorme afluxo de capitais como a ameaça mais imediata ao equilíbrio macroeconômico da América Latina e apontam que enfrentar seu caráter procíclico é um dos principais desafios. Bolhas de crédito e de ativos derivadas do súbito aumento dos fluxos de capital podem ser contidas com o aumento das exigências de capital dos bancos. "Pode ser um instrumento efetivo para Brasil e Chile", diz o estudo. "Nesses dois países, um aumento de 1 ponto percentual na exigência de capital [de alta qualidade ponderado pelos riscos] faz os spreads aumentarem de 5 a 6 pontos percentuais".

Financiamentos - Dado que a receita de juros é parte substancial dos lucros dos bancos brasileiros e chilenos, o custo do aumento de capital seria automaticamente transferido às operações de crédito, encarecendo os financiamentos. No Brasil, os bancos estão bastante capitalizados, e a medida teria apenas o efeito de mitigar eventuais consequências do afluxo de capitais sobre o crédito doméstico e não de prevenção de riscos sistêmicos. (Valor Econômico)

DÓLAR II: Governo estuda elevar IOF sobre garantia de contrato futuro

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Entre as medidas em estudo pelo governo para tentar conter a valorização excessiva do real está o aumento dos impostos sobre as operações realizadas por investidores estrangeiros no mercado futuro da BM&F. É lá que ocorrem as especulações dos agentes a favor da moeda brasileira que vêm pressionando a cotação dólar no país. Uma opção seria elevar o IOF de 6% que já recai sobre os depósitos de margem de garantia na bolsa.

Corte - Na segunda-feira (11/07), em meio à piora da cena externa e também à corrida dos bancos para reduzir a posição vendida no mercado à vista, investidores internacionais cortaram em mais de US$ 1 bilhão a exposição em bolsa. A posição vendida desses agentes caiu de US$ 24 bilhões, na última sexta-feira (08/07), para US$ 22,9 bilhões no primeiro dia da semana (incluindo os contratos de dólar futuro e cupom cambial).

Bancos - Os bancos, que atuam como contraparte, precisam reduzir suas posições vendidas no mercado à vista em cerca de US$ 5 bilhões até sexta feira para cumprir o novo limite para o recolhimento compulsório estipulado pelo BC.

Swap reverso - O recuo das apostas dos estrangeiros começou já na sexta-feira passada, quando o BC realizou uma inesperada operação de swap reverso, depois de três meses fora do mercado. A intervenção, seguida no fim do dia pelo anúncio da medida de aperto no compulsório, foi entendida como uma sinalização do BC de que a cotação daquele dia, perto de R$ 1,55, seria um novo "piso" para o câmbio, de acordo com operadores de mercado.

Aumento de alíquota - Em outubro de 2010, o governo elevou de 0,38% para 6% a alíquota do IOF que incide sobre as operações de câmbio para ingresso de valores destinados à constituição de garantias exigidas pela bolsa. A medida não se mostrou muito efetiva, já que os investidores internacionais elevaram ainda mais a posição vendida, na época em US$ 13 bilhões, ao longo deste ano.

Pouco eficiente - Para um experiente operador de mercado, esse tipo de medida é pouco efetiva pois os investidores estrangeiros operam de forma pulverizada e as decisões de investimentos respondem a movimentações globais da carteira. Além disso, pode haver o efeito colateral de encarecimento do hedge para as empresas que possuem empréstimos no exterior.

Fed - Nesta terça-feira (12/07) surgiu um novo fator que pode contribuir para apreciação do real. A ata do Federal Reserve (Fed), banco central americano, renovou a disposição para manter as taxas de juros "excepcionalmente baixas" por um "longo período". (Valor Econômico)

FÓRUM DO AGRONEGÓCIO: Em debate o plano safra, políticas públicas e tendências da economia

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O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, e o secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, participam, no dia 18 de julho, em Curitiba, do Fórum do Agronegócio, promovido pelo Sistema Ocepar. Ortigara vai falar sobre as políticas do governo estadual para o agronegócio paranaense e Vaz tratará a respeito das perspectivas do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2011/12. Também foram convidados a ministrar palestra o consultor da Tendências Consultoria Integrada, Nathan Blanche, que discorrerá sobre as tendências da economia, do câmbio e do agronegócio para 2011, e a gerente de operações do Banco Regional de Desenvolvimento para o Extremo Sul (BRDE), Carmem Rodrigues, que vai apresentar os programas de investimentos para as cooperativas paranaenses. O Fórum será aberto pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski.

Público - O evento é destinado a dirigentes e profissionais da área comercial, financeira, operacional e técnica das cooperativas e de empresas ligadas ao agronegócio. As inscrições devem ser efetuadas até o dia 14 de julho, por meio do agente de Desenvolvimento Humano, pelo site www.ocepar.org.br. Mais informações com Flávio Turra (41- 3200 1110 / Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.) ou com Robson Mafioletti (41- 3200 1111 / Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.)