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FAZENDA: Paraná alcança superávit de R$ 2,28 bilhões nas contas públicas

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O Paraná fechou o segundo quadrimestre do ano com superávit primário de R$ 2,28 bilhões, 19% maior que o alcançado no mesmo período de 2010. O dado faz parte do balanço financeiro do Estado, apresentado nesta segunda-feira (26/09), na Assembleia Legislativa, pelo secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly. De acordo com o secretário, de um orçamento previsto de R$ 26 bilhões, o governo já realizou, nos primeiros oito meses do ano, 61,45%, ou R$ 16 bilhões.

Receita tributária - O balanço mostra que a receita tributária total do Estado teve acréscimo de 11,65% sobre o mesmo período do ano passado. O maior aumento ficou por conta do IPVA, que cresceu 16,29%; o ICMS teve elevação de 10,36%. De acordo com o balanço, o governo conseguiu economizar 18% no custeio da máquina pública e em função de contratos e convênios do governo anterior que foram cancelados.

Folha de pagamento - Os gastos com a folha de pagamento estão acima do permitido pela Lei de Responsabilidade, porque o governo anterior obteve acordo com o Tribunal de Contas (TC) para expurgar do cálculo o imposto de renda e o pagamento de pensionistas. Com isso, os números eram mascarados desde 2007. 

Novo acordo - Para readequar os gastos, como parte da política de transparência do governo Beto Richa, o secretário Luiz Carlos Hauly obteve novo acordo com o TC, chamado de termo de ajuste – o governo tem oito anos para reenquadrar os gastos reais com pessoal, reajustando os números em 12,5% ao ano. 

Dívidas - A Secretaria da Fazenda tem, ainda, problemas sérios a resolver em função das dívidas deixadas pelo governo anterior. A pendência de R$ 1,1 bilhão que o Estado deve para a Paraná Previdência é uma delas. O problema dos precatórios, os títulos podres comprados do Estado de Santa Catarina e dos municípios de Osasco e Guarulhos e os altos juros pagos pelo Paraná em sua dívida com a União são outras pendências graves. Os gastos com a dívida já somam R$ 1,2 bilhão neste ano.

Advogados dativos - Num outro exemplo de gastos que impactam o balanço financeiro do Estado, Hauly informou que na semana passada o governo do Paraná pagou R$ 1,9 milhão a advogados dativos (nomeados pela Justiça para defender réus que não têm como pagar um advogado). O valor decorre de processo impetrado pela OAB-PR porque o governo anterior nem pagou os profissionais nem criou a Defensoria Pública, como era exigido por lei. (AEN)

MEIO AMBIENTE: Licenças ambientais do IAP podem ser acessadas em site

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O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) tornou públicas desde sexta-feira (23/09), em seu endereço eletrônico, todas as licenças ambientais vigentes emitidas pelo órgão. A medida obedece as normas de transparência do instituto e atende a lei federal nº 10.650 de 2003 (Lei sobre Acesso à Informação Ambiental), que exige a divulgação de dados e informações existentes nos órgãos e entidades ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama).

Transparência - Para o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, a publicação das licenças ambientais no endereço eletrônico do órgão é uma demonstração de melhoria na instituição. “Precisamos deixar transparentes as nossas ações para a sociedade e assim ampliar o respeito e a credibilidade perante a população”, afirma.

Acesso - Para ter acesso aos dados sobre licenciamentos, o usuário precisa entrar no site do IAP (www.iap.pr.gov.br) e clicar na opção “Transparência Pública”. Nesse item, ele terá acesso ao plano de aplicação do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), editais de audiências públicas, Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da Usina de Mauá e as licenças ambientais vigentes. 

Filtros - O sistema permite buscas com a utilização de diversos filtros, como município, tipo de licença – se Licença Prévia (LP), de Instalação (LI) ou de Operação (LO) –, principal atividade do empreendimento, CPF/CNPJ do empreendedor, nome ou razão social do empreendedor e período de emissão da licença. O IAP lembra aos usuários que, independente do tipo de filtro usado para a pesquisa, é obrigatório inserir o município do Estado em que o empreendimento se encontra. É importante lembrar também que essas informações não substituem os documentos emitidos pelo IAP. 

Procedimento anterior - Antes da oferta desse recurso, os usuários precisavam entrar em contato com os funcionários de atendimento ou a ouvidoria do instituto para conseguir as informações. “São centenas de pessoas que buscam esse tipo de informação no IAP. Com a mudança, haverá certamente uma redução de atendimento nos balcões, telefones e ouvidoria do IAP”, afirma o ouvidor da instituição, Edson Imoto. (AEN)

GRÃOS 2011/12 I: Dólar eleva custos na boca da safra

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Apesar de os agricultores brasileiros terem adquirido os insumos para a safra de verão 2011/12 com maior antecedência neste ano, os custos da temporada – que já são superiores aos do ano passado – tendem a aumentar com a disparada do dólar. Ao mesmo tempo em que a moeda norte-americana impulsiona os preços dos grãos em reais tornando as exportações mais rentáveis, as matérias-primas utilizada pelas indústrias de fertilizantes (adubos) e defensivos (agrotóxicos) ficam mais caras, já que maior parte delas vem de fora do país. O produtor tende a gastar R$ 20 a mais por hectare, o que pode elevar os custos da produção de milho e soja no Paraná em R$ 100 milhões (2%). 

Importação - Ano passado, o Brasil importou volume equivalente a 60% do consumo de fertilizantes e 80% do de defensivos, conforme as entidades que representam o setor. Depois de ver os preços caírem ligeiramente no último ano, a indústria de defensivos (agrotóxicos), que movimenta 70% de seu faturamento no segundo semestre, avalia a situação e está prestes a reajustar os preços de seus produtos. Os defensivos são, ao lado dos adubos e atrás apenas da operação de máquinas, uma das despesas mais pesadas do produtor de soja e milho.

Projeção - Se os preços dos agrotóxicos subirem 10%, conforme estimam os especialistas, voltarão aos patamares da safra 2010/11. O item era o único a apresentar redução. No Paraná, os gastos totais subiram 4% para a soja e 17% para o milho no último ano, segundo a Secretaria Estadual da Agricultura (Seab). E agora tendem a subir ainda mais. Os agrotóxicos e fertilizantes, juntos, representam 40% dos custos de cultivo. 

Interferência - Para o diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, a interferência do câmbio é certa e acontecerá gradualmente. “O dólar não afetará os preços em um só golpe.” Diferente do que ocorre no mercado de adubos, em que as compras se concentram antes do início do plantio, no mercado de agrotóxicos muita água ainda vai rolar. “A sazonalidade dos defensivos se concentra no final do ano. Nosso grande volume de entregas acontece em outubro, novembro e dezembro”, disse Daher. Ao produtor, cabe torcer para que a influência da moeda americana nos preços dos grãos, no momento da venda, compense com folga os gastos reajustados.

Faturamento - A indústria de agrotóxicos prevê aumento no faturamento. Mesmo que o resultado de 2012 não atinja os US$ 8,2 bilhões previstos inicialmente, ficando nos US$ 8 bilhões estimados atualmente, o valor é maior que os US$ 7,2 bilhões de 2010 (cerca de US$ 900 milhões arrecadados no Paraná). Esse crescimento está relacionado à expansão da safra brasileira de grãos, cujas projeções oficiais começam a ser divulgadas em outubro. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

GRÃOS 2011/12 III: Adubo sobe até 20% em 10 dias

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A disparada da cotação do dólar já começou a impulsionar um movimento de alta nos preços dos fertilizantes no Paraná. Em algumas regiões do estado, os produtos subiram até 20% nos últimos 10 dias, quando teve início a escalada da moeda norte-americana. Em Palmeira (Campos Gerais), revendedores de insumos informaram que o valor da uréia, um dos principais produtos utilizados no plantio do milho, saltou de R$ 950 para R$ 1.200 por tonelada no período. Outros nitrogenados, como o cloreto de potássio, também subiram significativamente. A tonelada do produto, que há poucos dias custava R$ 950, hoje está em R$ 1.100. 

Receio - Como maior parte dos fertilizantes foi comprada antecipadamente nesta safra, o principal receio dos agricultores é que os custos continuem subindo, puxados pelos agrotóxicos. “Já soube por revendas que os defensivos vão subir de 8% a 10% nos próximos dias. O que nós ganhamos no aumento dos preços da soja e do milho no último ano podemos perder rapidamente com alta dos custos de produção”, reclama o agricultor Lineu Aurélio Salgado.

Refazer as contas - “Teremos que refazer as contas para a segunda safra. Espero que o lucro da produção de verão não seja comido pelos custos do ciclo de inverno”, completa Marcelo Gomes de Sá, outro agricultor da região. Ele conta que ainda precisa de cerca de 30 toneladas de adubo até o final desta safra e calcula que para isso vai desembolsar R$ 5 mil a mais do que no meio do ano, quando comprou mais de 90% do volume necessário a preços inferiores aos atuais.

Compras antecipadas - Neste ano, diferentemente de safras anteriores, os agricultores brasileiros decidiram antecipar as compras de insumos como forma de prevenção a futuras altas. Durante o primeiro semestre, época em que as aquisições foram concentradas, a perspectiva de encarecimento dos produtos era sustentada pelas commodities, que subiam gradativamente. Para o diretor executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), David Roquetti Filho, daqui pra frente o ritmo das vendas deve ser ditado pela relação de trocas entre as cotações das commodities agrícolas e os preços dos fertilizantes. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)

SOJA: Vazio sanitário teve boa adesão do produtor

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A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento constatou a redução da área com plantas remanescentes de soja no período do vazio sanitário da soja, que vigorou entre 15 de junho e 15 de setembro. Isso significa que o produtor paranaense está mais consciente dos benefícios da medida, adotada para controlar o fungo da ferrugem asiática, doença que ataca as lavouras de soja, afirmou a engenheira agrônoma Maria Celeste Marcondes, da Divisão de Sanidade Vegetal, da Secretaria de Agricultura. As baixas temperaturas registradas este ano também contribuíram para a eliminação de plantas de soja.

Notificações - Até 14 de junho, dia que antecedeu o início do vazio no Paraná, os fiscais da Defesa Sanitária Vegetal encontraram uma área aproximada de 3.735 hectares com plantas remanescentes de soja da safra de verão (2010/2011). Isso levou os fiscais da secretaria a emitirem 124 notificações aos produtores. No final do vazio, a área encontrada com soja remanescente foi reduzida para 1.030 hectares, sendo lavradas 47 autuações. 

Controle - O vazio sanitário, período em que não deve haver qualquer plantio de soja no Estado, nem mesmo plantas remanescentes, foi instituído por resolução da Secretaria da Agricultura em 2007, com o objetivo de controlar o fungo causador da ferrugem asiática, doença que pode provocar sérios prejuízos econômicos ao produtor. Em casos mais extremos, a manutenção de plantas no período do inverno pode até inviabilizar o plantio de soja numa localidade e até mesmo em grandes áreas. De acordo com Maria Celeste, nesses quatro anos os produtores entenderam que a medida contribui para a redução da aplicação de agrotóxicos e consequentemente para a redução do custo de produção.

Segundo maior produtor - O Paraná é o segundo maior produtor de soja do País, com uma área plantada de 4,48 milhões de hectares na safra passada, que permitiu uma produção recorde de 15,31 milhões de toneladas. Segundo Maria Celeste Marcondes, a adoção do vazio sanitário contribui para o sucesso da cultura no Estado, ao evitar estragos causados pelo fungo da ferrugem asiática. Por isso, os fiscais da Defesa Sanitária Vegetal se mantêm vigilantes no período do vazio sanitário e percorrem propriedades, estradas e empresas que armazenam ou transportam a soja, para evitar que plantas remanescentes sejam hospedeiras do fungo. (AEN)

DÓLAR: Brasil está protegido de uma crise cambial, diz Delfim Netto

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A brusca oscilação do dólar nos últimos dias não assustou o ex-ministro da Fazenda, Antonio Delfim Netto, que não vê o risco de o Brasil sofrer uma nova crise cambial. “Estamos razoavelmente protegidos, não só pelas reservas internacionais, mas porque o mercado tende a se acomodar. O câmbio produz desequilibrio primeiro e equilibrio depois. Uma crise é muito pouco provável”, afirmou ao participar nesta segunda-feira do 8º Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

BC - Para Delfim, o Banco Central (BC) está desempenhando seu papel, que segundo ele, é o de prover liquidez ao mercado. “O governo adquiriu um instrumento e vai usá-lo quando achar necessário, com implicações importantes para a segurança do mercado”, comentou, referindo-se à retomada das operações de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Desde 2009 que o Banco Central não utilizava esse recurso para conter a valorização da moeda americana, que na semana passada chegou a ultrapassar R$ 1,90, o maior patamar em mais de um ano.

Decisão ajustada - Questionado sobre a hipótese de o BC ter demorado para agir, Delfim indicou que a decisão da autoridade monetária foi ajustada. “O BC esperou um sinal amarelo para agir”, comentou. “Enquanto a taxa de juros interna não for igual à externa, não vamos resolver o problema do câmbio. Não foram as medidas de controle de capital que fizeram essas mudanças no câmbio. Essa valorização do dólar não tem nada a ver conosco. Tem a ver com o cenário externo. Todas as moedas, com exceção do iene, se desvalorizaram”, complementou. 

Panorama delicado - De acordo com o ex-ministro, o panorama internacional  atual é delicado, com os Estados Unidos e a Europa enfrentando grandes desafios para estimular a economia. “O banco central americano está mostrando que não sabemos nada de política macroeconomica”, ressaltou, acrescentando que na Europa a questão é ainda mais complicada, já que será muito difícil promover os ajustes necessários. “O diagnóstico do Tombini [Alexandre Tombini, presidente do Banco Central] foi o mais correto. Estou convencido de que ele está mais afinado com a realidade monetária do mundo e os instrumentos financeiros disponíveis para operar do que todos os economistas”, disse. (Valor Econômico)

CARNES: Rússia libera produto de 37 plantas expedidas até 1º de agosto

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A autoridade sanitária russa (Rosselkhoznadzor) confirmou oficialmente, na sexta-feira (23/09), que autorizou a importação de produtos produzidos e expedidos de 6 julho a 1º de agosto deste ano nas 37 plantas embargadas por indicação do Ministério da Agricultura em 6 de julho. Na época, o governo tentou colocar fim ao embargo de 85 unidades de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. Em troca, ofereceu a lista de 37 plantas que poderiam ser consideradas com restrição temporária.

Continuidade - O Rosselkhoznadzor informou, em nota, que os produtos continuam sendo enviados e “os serviços veterinários oficiais brasileiros continua emitindo certificados veterinários e produtos das plantas ainda estão entrando no mercado russo”. Ainda segundo os russos, o governo brasileiro explicou que devido a alguns problemas técnicos nem as administrações das plantas nem serviços regionais de veterinária do Brasil foram informados sobre as restrições temporárias à exportação de produtos animais provenientes das plantas. 

Em vigor - Portanto, segundo o comunicado, as restrições temporárias à exportação dessas plantas só entraram em vigor em 1 de agosto deste ano. Considerando uma solicitação feita pelos serviços veterinários do Brasil pedindo a aprovação da exportação de produtos produzidos nas plantas antes de 1 de agosto deste ano para a Rússia, o Rosselkhoznadzor tomou a decisão de autorizar a importação de produtos produzidos e enviados de 6 de julho a 1 de agosto deste ano. “A fim de garantir a segurança dos consumidores, cada lote será sujeito a testes laboratoriais para os critérios de segurança estabelecidos pela lei russa”. (Valor Econômico)

 

FEBRE AFTOSA: Ministério divulga ações para evitar entrada de foco no País

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As ações imediatas que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vem adotando estão detalhadas em Nota Técnica. O ministério reforçou as medidas desde o dia 19 de setembro, quando o Paraguai notificou à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal, sigla em inglês) um foco de febre aftosa em bovinos no seu território. 

Proibição - A primeira medida do governo brasileiro foi a proibição da entrada de animais suscetíveis à febre aftosa e de seus produtos em todo o país. Paralelamente, os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram orientados a reforçar as atividades de fiscalização e vigilâncias nas fronteiras internacionais para impedir a reintrodução do vírus e a detecção precoce de qualquer sinal clínico da doença. 

Alertas e inspeções técnicas - Foram definidas ações como a declaração de alerta sanitário nos quatro estados e a realização de inspeções técnicas às propriedades localizadas nos municípios de fronteira e classificados como de maior risco. Também foi emitido o alerta às Comissões Municipais de Saúde Animal (Comusas). Além disso, foram adotadas medidas de controle e desinfecção de veículos nos postos implantados na divisa com o Paraguai, entre outras.

Atuação conjunta - Outra iniciativa de reforço para evitar qualquer ameaça de ingresso da febre aftosa no Brasil é a atuação em conjunto de profissionais dos serviços veterinários estaduais com os militares que participam da Operação Ágata 2, desde 16 de setembro. Inicialmente programada para combater a criminalidade nas fronteiras do país, a operação foi prorrogada a pedido do ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho e também auxilia nas medidas emergenciais de vigilância sanitária animal na região.

MS - No Mato Grosso do Sul, estado com a maior extensão de fronteira seca com o Paraguai – 650 quilômetros – estão lotados cerca de dois mil militares, além da estrutura permanente instalada na área, considerada Zona de Alta Vigilância (ZAV). Paralelamente, foram ampliadas as ações de fiscalização volante e fixa na divisa internacional. Neste momento, 12 equipes do Serviço Veterinário Estadual de Mato Grosso do Sul (Iagro), quatro grupos do exército e cinco equipes do Grupo de Operações da Fronteira (GOF) se deslocam pela área. Nos 14 postos fixos existentes na faixa de fronteira com o país vizinho a vigilância também foi intensificada. 

Antecipação da campanha - Adicionalmente, o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, em conjunto com as autoridades veterinárias de Mato Grosso do Sul, está analisando a possibilidade de antecipar a campanha de vacinação contra a febre aftosa na região de fronteira para outubro. Pelo calendário oficial, a imunização só ocorreria a partir de novembro. (Mapa)

CICLO DE PALESTRAS: Presidente da Embrapa discute desafios da pesquisa

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COAMO: Participação na Super Oeste registra novas parcerias e negócios

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A Coamo por meio de sua linha de alimentos representada pelas marcas Coamo, Primê, Anniela e Sollus esteve presente na 9ª edição da Super Oeste – que é uma feira de supermercadistas e atacadistas promovida pela Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), que aconteceu em Cascavel nos dias 19 e 20 de setembro. Entre os objetivos da Super Oeste estão a aproximação dos expositores de diversas marcas alimentícias à supermercadistas da região e o incremento de novos negócios.

Bons negócios - De acordo com o gerente Comercial de Alimentos, Domingos Marzulli, a Super Oeste registrou bons negócios com a participação de um público variado. “A feira foi muito bem frequentada, onde conseguimos uma boa aproximação junto aos clientes, além da Coamo ter o prazer de receber desde pequenos transformadores de padarias e restaurantes à grandes redes de supermercados e atacadistas”, relata.

Novidade - Um das novidades no estande dos Alimentos Coamo durante a Super Oeste foi a apresentação e a degustação do café Coamo Premium, lançado recentemente na Mercosuper em Curitiba e na Apas em São Paulo que é considerada a maior feira de supermercadistas da América Latina, que registrou excelente aceitação pelos consumidores, conforme comemora o superintendente Comercial da Coamo,  Alcir José Goldoni. “Os clientes experimentaram o Coamo Premium, aprovaram o novo produto e destacaram as suas qualidades. Esse reconhecimento dos consumidores comprova que estamos no caminho certo com os Alimentos Coamo registrando grande crescimento ano após ano no mercado consumidor”, considera. 

Visitas - Os Alimentos Coamo contou com a visita de aproximadamente 150 clientes em potencial durante os dois dias de evento, das regiões Oeste e Sudoeste, e demais regiões do Estado do Paraná. (Imprensa Coamo)

COCAMAR: Cooperativa lembra a importância do produtor investir no café

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Para que o produtor de café consiga aproveitar o bom momento da lavoura, cujos preços são considerados remuneradores, é preciso manter o cafezal bem cuidado a fim de que seja explorado todo o seu potencial produtivo. Segundo a Cocamar, este é o período em que se deve investir na adubação química e orgânica e nos tratos fitossanitários.  “Mesmo com os preços atuais, quem não tiver qualidade e produtividade não vai ter lucro”, afirma o técnico Antonio Carlos Spanhol, especialista na cultura, que atua na unidade da cooperativa em Altônia, extremo noroeste do Paraná.

O que fazer - O primeiro passo, orienta, é fazer uma avaliação da lavoura, definindo a necessidade ou não de esqueletamento e poda de decote do ponteiro. “Como deu muito café no ano passado, cerca de 50% das lavouras serão esqueletadas, buscando aumentar a produtividade e baixar custo, obtendo em um ano a carga de dois”, comenta Spanhol. Em cada região, esse percentual varia. 

Análise de solo - Uma boa análise de solo também mostrará a necessidade de calagem e de adubação, especialmente as lavouras com potencial produtivo. Havendo umidade, pode-se iniciar o trabalho, assim como o controle de pragas e doenças, especialmente ferrugem, bicho mineiro e outras doenças foliares. Em outubro é importante fazer também as pulverizações foliares com os micronutrientes boro, zinco e cobre para dar equilíbrio entre os nutrientes e aumentar a produtividade, recomenda o técnico. (Imprensa Cocamar)

RAMO CRÉDITO I: Sicoob capacita singulares para aplicação de recursos do crédito rural

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Os meses de agosto e setembro registraram uma marca histórica para o Sicoob no Paraná: o início da capacitação das singulares para tomá-las aptas à aplicação de recursos do crédito rural. A área de Gestão de Crédito Rural da Central, em parceira com o departamento de Treinamento e Desenvolvimento da área de Recursos Humanos, também da Central, promoveu o treinamento “Introdução ao crédito rural”, curso de capacitação de colaboradores das cooperativas singulares que estão diretamente ligados à implantação do Crédito Rural no Estado.

Processo - O processo de implantação das operações de Crédito Rural no Paraná iniciou-se em julho deste ano com a criação da área de Gestão de Crédito Rural - departamento ligado á Diretoria de Negócios do Sicoob Central Paraná - responsável pelo processo de Crédito Rural e pela habilitação das cooperativas singulares na aplicação de recursos controlados do crédito rural provenientes de repasses do Bancoob. O treinamento marcou o encerramento da primeira fase deste processo e teve por objetivo apresentar informações introdutórias sobre o agronegócio e sobre o crédito Rural, além de tratar das questões legais e administrativas para a aplicação de recursos subsidiados pelo Governo Federal. A realização do treinamento se deu em duas turmas uma com aulas ministradas em 30 de agosto de 2011, na cidade de Maringá-PR, e a outra ocorrendo em 14 e 15 de setembro, em Francisco Beltrão-PR.

Conhecimento - Além de cumprir uma exigência do Bancoob para que as singulares se habilitassem a pleitear recursos do crédito rural, o treinamento trouxe a oportunidade de discussão de assuntos relacionados ao agronegócio e a possibilidade de difundir o conhecimento sobre os processos que estão sendo criados para sua operacionalização, além das oportunidades estratégicas que a utilização das linhas de crédito desta importante fonte de recursos poderá proporcionar.

Treinamentos locais - A segunda fase do processo, já iniciada, prevê a realização de treinamentos locais, voltados à operacionalização e formalização das operações no sistema SISBR, e buscarão difundir normas e regulamentos específicos para produtores rurais dentro das rotinas de Cadastro e Limite de Crédito. (Informe OCB)

MEIO AMBIENTE: OCB aposta no Projeto Agricultura e Mudança do Clima

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De olho na importância das discussões mundiais sobre proteção ao meio ambiente, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) tornou-se parceira do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) no projeto “Suporte Estratégico em Políticas e Negociações sobre Mudanças Climáticas”. O Icone é uma organização referência em estudos e projetos sobre agricultura e agronegócio no Brasil e no mundo, com uma ampla expertise em questões ambientais. 

Preparação - A intenção deste vínculo com o instituto é preparar a OCB, posicionar os técnicos e gestores, fazer contato com as líderes de cooperativas e cooperados para apresentar casos de sucesso, novas ferramentas, sempre antecipando os assuntos em pauta no planeta sobre meio ambiente”, explica o gerente de Desenvolvimento de Ramos e Mercados da OCB, Gregory Honczar.  E enfatiza: “temos que ser pró-ativos quando se trata de questões ambientais”.

Acompanhamento contínuo - O instituto também fará um acompanhamento contínuo das negociações internacionais no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) e do Protocolo de Quioto, além de participar das discussões sobre políticas e regulamentações nacionais que tenham relação com clima e agricultura.

Parceria - A parceria com a OCB, e o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da União Brasileira de Avicultura (UBABEF) ao projeto mostra como o setor agropecuário reconhece a importância de tratar da agenda clima, o que deverá ganhar novos rumos com as decisões que serão tomadas na COP17, em Durban, no final de 2011. (Informe OCB)

RECORDE: Exportações de cooperativas somam US$ 3,89 bi em 2011

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As exportações de cooperativas brasileiras atingiram uma alta recorde de 32% nos oito primeiros meses de 2011, comparado com igual período de 2010. O valor total chegou a US$ 3,89 bilhões. Considerando a série histórica, iniciada em 2005, este foi o maior resultado alcançado para o período em análise. O saldo positivo ficou em US$ 3,677 bilhões de janeiro a agosto de 2011, superando em 31,9% o de 2010. O saldo comercial do período de janeiro a agosto deste ano também foi o que apresentou o melhor resultado da série com US$ 4,120 bilhões. Uma expansão de 32,1%, em relação ao mesmo período de 2010. 

Principais produtos - Dentre os principais produtos exportados pelas cooperativas do agronegócio destacam-se o açúcar refinado, vendas de US$ 699 milhões, ou 17,9% do total exportado pelas cooperativas; soja em grãos, com US$ 513,4 milhões, 13,2%; açúcar bruto, US$ 480,1 milhões, 12,3%; e café em grãos, US$ 457,0 milhões, 11,7%.

Crescimento - Os produtos que mais tiveram crescimento nas exportações foram o arroz semibranqueado, não parboilizado, polido ou brunido, com alta de 4.453,8%, de US$ 141,7 mil para US$ 6,4 milhões; feijões comuns, secos, em grãos, 1.596,6%, de US$ 341 mil para US$ 5,8 milhões; o trigo, com 525,4%, de US$ 38,6 milhões para US$ 241,5 milhões; café em grão, 133,1%, de US$ 196 milhões para US$ 457 milhões; e etanol, 55,7%, de US$ 170,1 milhões para US$ 264,8 milhões; 

Países - As vendas externas das cooperativas alcançaram, no período de janeiro a agosto de 2011, 128 países. Em igual período de 2010, este número foi de 129 países. A China comprou US$ 476,5 milhões, representando 12,2% do total e continuou na liderança. Em seguida os Emirados Árabes com US$ 389,9 milhões, ou 10% do total, a Alemanha, US$ 353,5 milhões, 9,1%; Estados Unidos, US$ 281,3 milhões, 7,2%; e Países Baixos, US$ 199,8 milhões, 5,1%. 

Estados - De janeiro a agosto de 2011, das 27 Unidades da Federação, 20 exportaram por meio de cooperativas, três a mais que no mesmo período de 2010. O Paraná liderou no valor de exportações com US$ 1,331 bilhões, ou 34,2% do total. Em seguida ficaram São Paulo, US$ 1,311 milhões, 33,7%; Minas Gerais, US$ 476,7 milhões, 12,2%; Rio Grande do Sul, US$ 292,1 milhões, 7,5%; e Santa Catarina, US$ 182,1 milhões, 4,7%.

Cooperativas - Nos oito primeiros meses de 2011, 168 empresas cooperativas realizaram exportações: seis exportaram valores acima de US$ 100 milhões; três exportaram valores entre US$ 50 e 100 milhões; 31 exportaram entre US$ 10 e 50 milhões; 17, entre US$ 5 e 10 milhões; 48, entre 1 e 5 milhões; e 63 empresas efetuaram vendas externas abaixo de US$ 1 milhão.

Importações - Nas importações também houve expansão de 33,8% por cooperativas de janeiro a agosto deste ano, se comparadas ao mesmo período do ano passado. O total passou de US$ 165,6 milhões para US$ 221,6 milhões. Entre os principais produtos importados pelas cooperativas nos primeiros oito meses de 2011 destacam-se os cloretos de potássio, com compras de US$ 39,5 milhões, representando 17,8% do total importado pelas cooperativas; cevada cervejeira, US$ 23,8 milhões, 10,7% do total; malte não torrado, US$ 17,7 milhões, 8,0%; e diidrogeno-ortofosfato de amônio, US$ 17,2 milhões, 7,7%. 

Itens - Dentre os principais produtos importados, houve crescimento significativo, de janeiro a agosto, de feijões comuns, secos, em grãos, aumento de 1.383,0%, de US$ 153,6 mil para US$ 2,3 milhões; máquinas para fiação de matérias têxteis, 731,8%, de US$ 966,4 mil para US$ 8 milhões; óleo de girassol, alta de 352,2%, de US$ 236 mil para US$ 1,1 milhão; diidrogeno-ortofosfato de amônio, 314,8%, de US$ 4,1 milhões para US$ 17,2 milhões.

Compras externas - As compras externas das cooperativas vieram de 43 países no período de janeiro a agosto de 2011. No mesmo período de 2010, foram 42 nações. A Argentina liderou as compras com US$ 38,9 milhões, representando 17,5% do total; Alemanha, com US$ 36,5 milhões, 16,5% do total; Rússia, US$ 19,0 milhões, 8,6%; e Estados Unidos US$ 16,0 milhões, 7,2%. 

Acumulado - De janeiro a agosto de 2011, das 27 Unidades da Federação, 13 realizaram importações por meio de cooperativas, uma a menos que em 2010. (Valor Econômico)

DERIVATIVOS: Stephanes relata MP que regula mercado futuro

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O Brasil quer dar um passo inédito no monitoramento de contratos negociados em mercados futuros, chamados derivativos, ou seja, aqueles em que há compromisso de compra ou venda em data futura. Por medida provisória, o governo federal propôs a obrigatoriedade de registro, e de cobrança de IOF, de operações financeiras na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).  Atualmente, apenas 80% dos contratos são registrados na BM&F. O restante é feito entre as partes. O mercado futuro também negocia contratos envolvendo commodities agrícolas.

Transparência - Para o relator da medida provisória, o ex-ministro da Agricultura, deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB/PR), estão sendo criados instrumentos de registro e de controle que vão dar mais transparência ao mercado futuro. O registro, segundo ele, vai permitir ao Conselho Monetário Nacional conhecer o volume de operações e, com isso, avaliar possíveis riscos para o sistema.

Especulação - Stephanes reconhece que a especulação com contratos derivativos podem desestabilizar a economia e que os ajustes adotados são necessários para prevenir situações como a registrada na crise econômica mundial, de 2008, que atingiu empresas no Brasil e no exterior. “Por ser inovadora essa medida pode, no futuro, sofrer novos ajustes, dependendo da própria dinâmica do mercado. Mas é melhor pensar em ajustes futuros do que correr risco de não termos instrumentos de controle ou ação”. 

Debates - Stephanes lembra que a regulação do mercado futuro tem sido debatida pelos países que compõem o G20, mas não avançou. De acordo com o parlamentar, além de o Brasil estar na vanguarda, o País terá instrumentos para prevenir a especulação cambial.

Reuniões - Stephanes está ouvindo técnicos do Ministério da Fazenda e debatendo as mudanças também com representantes do setor financeiro. Na sexta-feira (23/09), o parlamentar se reuniu com dirigentes da BM&FBovespa e da Confederação Nacional da Indústria. No sábado (24/09),  Stephanes se encontrou com representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). (Assessoria de Imprensa do deputado Reinhold Stephanes)

INSUMOS II: Custos altos da pesquisa inibem atuação mais forte

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Estimativas da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) apontam que para cada 1 milhão de toneladas de fertilizantes à base de fosfato ou potássio, são necessários investimentos de US$ 1,6 bilhão, com prazo de maturação de quatro anos, no caso do fosfato, e de cinco a sete anos para o potássio. Para a produção de uma tonelada de amônia (principal nitrogenado, obtido a partir da combinação do nitrogênio do ar e do hidrogênio do gás natural), é necessário US$ 1,4 bilhão e prazo de três anos. 

Pesquisa mineral - "O desafio é a pesquisa mineral e uma das dificuldades é o fato de que apenas 25% do território brasileiro é mapeado geologicamente, o que inibe o investimento em pesquisa. O mundo investe US$ 11 bilhões em pesquisa mineral. O Brasil representa 3% desse montante, enquanto países como Peru e Chile investem o dobro", lamenta Marcelo Ribeiro Tunes, diretor de assuntos minerais do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). 

Desistência - Esse quadro levou a Bunge a desistir da exploração mineral vendendo as participações na Fosfértil e todos os ativos de mineração de fosfato, incluindo minas em Araxá (MG) e Cajati (SP) e direitos de exploração em outras jazidas, por US$ 3,8 bilhões, para a Vale, no início de 2010. Na transação, dada a escassez de matéria-prima, a empresa fechou acordo de garantia de fornecimento. 

Agronegócio - Segundo Adalgiso Telles, diretor de assuntos corporativos e sustentabilidade da Bunge Brasil, mesmo quando detinha as minas de fosfato a empresa precisava recorrer às importações. Telles diz que a Bunge decidiu focar no agronegócio. O processo de exploração mineral é muito mais complexo, e começa com a obtenção de uma licença para pesquisa no Departamento Nacional de Produção Mineral. Apenas no período de prospecção leva-se de 18 meses a três anos.

Custo - "Cada perfuração é feita a um custo de US$ 1 milhão e somente após um conjunto de perfurações é que se avalia se a área tem viabilidade econômica", diz Telles. Depois disso são necessários pelo menos três anos para se obter o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA-RIMA) e mais dois a três anos para se construir o empreendimento. "Decidimos deixar esta atividade para grandes empresas especializadas em mineração e nos concentrarmos na produção de misturas e na distribuição de fertilizantes", justifica.

Concentração - Esse cenário faz com que o setor de fertilizantes seja bastante concentrado na maior parte dos elos da cadeia. Na exploração de minério e gás natural atuam apenas a Vale, a Petrobras, a Galvani e a Copebrás. A produção de nitrogenados como ureia e amônia está a cargo apenas da Vale e da Petrobrás. Nos fosfatados, há uma variedade maior de players, embora com algum nível de concentração em produtos como MAP/DAP, limitados à produção da Copebrás e Vale; e TSP (superfosfato triplo), produzido pela Copebrás, Timac, Vale e Yara. Apenas no segmento dos misturadores há uma participação diversificada de empresas e são justamente as que ficam a mercê dos produtos importados. 

Heringer - Este é o caso da Heringer, maior distribuidora de fertilizantes em 2010, com entregas de 4,5 milhões de toneladas. Segundo Wilson Rio Mardonado, diretor de relações com investidores, a empresa é bem atendida no mercado nacional pela Vale, Petrobras, Copebrás e Galvani, mas também no mercado internacional por meio de estratégias de global sourcing. "A maior disponibilidade de produtos nacionais traria vantagens do ponto de vista logístico, uma vez que os preços são equivalentes. Há empresas no Brasil que entregam em 15 dias, enquanto na importação os prazos chegam a 45 dias", diz Mardonado. (Valor Econômico)

TRIGO I: Mercado nacional esboça reação

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O mercado brasileiro de trigo começou a dar sinais de recuperação em algumas regiões na quinta (22/09), apesar de continuar operando em ritmo lento. Na região de Ponta Grossa, os compradores, apesar de tímidos, começaram a aparecer no mercado, com reporte de negócios a R$ 500 a tonelada de trigo da safra nova no mercado de lotes. O governo federal permanece na ponta vendedora do mercado. No próximo dia 28 de setembro, serão realizadas novas vendas de trigo por parte da Conab. Serão outros três leilões das safras 2007/2008, 2008/2008, 2008/ 2009 e 2009/2009. O aviso 384/11 irá ofertar 21,478 mil toneladas entre Rio Grande do Sul e São Paulo. O aviso 385/11 oferta 88,210 mil toneladas entre Rio Grande do Sul e São Paulo. O aviso 386/11 oferta 8,951 mil toneladas do Rio Grande do Sul. "O destaque do anúncio fica por conta do Paraná, que não foi incluído em nenhuma das ofertas, sendo que estava presente em praticamente todos os leilões da Conab realizados em 2011", comentou o analista Michael Favero, da Safras & Mercado. (DCI – Diário da Indústria e Comércio)

TRIGO II: Austrália destrava exportação do cereal

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O governo australiano decidiu abolir o órgão que regula suas exportações de trigo - Exportações de Trigo da Austrália (WEA, na sigla em inglês) - e a taxa que mantém sobre todas as exportações nacionais do cereal (22 centavos de dólar por tonelada) a partir de 30 de setembro de 2012, disse na sexta-feira (23/09) o ministro da Agricultura Joe Ludwig. Ambas as iniciativas fazem parte das medidas que vêm sendo adotadas pelo governo australiano para desregulamentar as vendas do produto ao exterior.

Relatório - As mudanças anunciadas "respondem" a um recente relatório sobre a política australiana para o trigo que teve grande repercussão no país. Só que uma das conclusões do relatório é que elas deveriam ser adotadas imediatamente. Ludwig garantiu que o mercado local ficará, sim, livre de qualquer regulação, mas apenas a partir de outubro de 2014. "O governo apoia as recomendações da Comissão de Produtividade e crê que elas melhorarão a comercialização de trigo no futuro", afirmou o ministro da Agricultura.

Entre os principais exportadores - A Austrália é um dos quatro principais países exportadores de trigo do mundo. Para o ano-agrícola que terminará em 30 de setembro de 2012, estima que seus embarques alcançarão 20,4 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde histórico.

Abolição do sistema unificado - O órgão regulador WEA foi criado em meados de 2008, quando a Austrália aboliu seu sistema unificado de exportações de trigo para acomodar novos exportadores do cereal a granel. Atualmente, há no país 26 empresas exportadoras de trigo credenciadas, grupo criado após o fim do monopólio que era exercido pela Junta Australiana de Trigo, hoje chamada de AWB Ltd. Entre os grandes grupos que passaram a atuar no mercado australiano de trigo estão as divisões locais de multinacionais como Glencore, Cargill e Agrium. (Reuters / Valor Econômico)